domingo, 14 de maio de 2017

Galo lidera ranking de aproveitamento em estreias no Brasileirão; veja lista



ATLÉTICO-MG


Na era dos pontos corridos, Atlético-MG só perdeu uma vez na primeira rodada; clubes baianos têm o pior desempenho



Por Igor Rodrigues, 
Rio de Janeiro



  Fim dos estaduais, porta aberta para o Campeonato Brasileiro. Pensando na reta decisiva da competição, nada melhor do que somar pontos logo no começo da campanha. Quando o assunto é estreia, porém, nem todos os clubes estão acostumados a bons resultados. Pensando no assunto, o GloboEsporte.com resolveu apurar o desempenho das equipes da Série A na primeira rodada do Brasileirão, levando em consideração a era dos pontos corridos – a partir de 2003. 

Fred e Robinho têm a missão de manter boa escrita do Galo em estreias; neste sábado, Galo pega o Flamengo (Foto: Bruno Cantini/Atlético-MG)
Fred e Robinho têm a missão de manter boa escrita 
do Galo em estreias; neste sábado, Galo pega o 
Flamengo (Foto: Bruno Cantini/Atlético-MG)


 O Atlético-MG, que neste sábado abre o campeonato contra o Flamengo, às 16h (de Brasília), no Maracanã, é quem mais complica a vida dos adversários em estreias. O Galo encabeça o ranking com aproveitamento de 66,7%, com sete vitórias, cinco empates e uma derrota. O Rubro-negro, que pretende parar o rival, tem retrospecto bastante diferente e fica com a 16ª posição: três vitórias, sete empates e quatro derrotas (38,1%).

Os clubes baianos não costumam dar alegrias no primeiro jogo. Bahia e Vitória ocupam as duas últimas colocações. O Tricolor é o lanterna, com 13,3% de aproveitamento e ainda sem vitórias nas cinco edições que disputou no período analisado; o Rubro-negro venceu uma vez, mas tem um desempenho questionável.

Curiosidade: em oito oportunidades o time que terminou a temporada com o título do Brasileirão estreou vencendo: São Paulo (2006 e 2007), Corinthians (2011 e 2015), Fluminense (2012), Cruzeiro (2013 e 2014) e Palmeiras (2016).


Rio sofre com bloqueio das rivais, perde para turcas e fica com o vice no Mundial


MUNDIAL DE VÔLEI


Equipe comandada por Bernardinho luta bastante, mas cai em três sets para Vakifbank Istambul e segue sem o título mundial no currículo; Osasco fecha competição em sexto lugar



Por GloboEsporte.com, 
Kobe, Japão



  Hegemônico no Brasil, a equipe de vôlei do Rio de Janeiro segue sem ter o Campeonato Mundial de clubes na galeria de títulos. Na manhã deste domingo, horário de Brasília, a equipe perdeu a decisão do torneio, disputado em Kobe, no Japão, para o Vakifbank, por 3 a 0, parciais de 25/19, 25/20 e 25/21. No total, o time turco fez 13 bloqueios, contra apenas sete do Rio. O Osasco, tradicional rival das cariocas em torneios nacionais, e último brasileiro a ter o título (2012), perdeu para o Dinamo Moscou e fechou em sexto lugar. 

Rio de Janeiro perde para time turco no Mundial de Vôlei (Foto: Divulgação/FIVB)
Rio de Janeiro perde para time turco no Mundial 
de Vôlei (Foto: Divulgação/FIVB) 


  A chinesa Ting Zu, campeã olímpica e considerada a melhor jogadora do planeta, foi o grande nome da partida, marcando 17 pontos de ataque para o time turco, além de fazer alguns bloqueios. A americana Kimberly Hill também se destacou, fazendo pontos importantes no ataque. O saque do Istambul foi a grande arma em toda a partida, castigando a recepção do Rio.

O Istambul é um dos times mais tradicionais do vôlei mundial, foi campeão em 2013 batendo na final exatamente o Rio de Janeiro. No elenco, o time turco tem uma jogadora de cada país semifinalista nos Jogos do Rio: a campeã olímpica chinesa Ting Zu, a vice-campeã sérvia Milena Rasic, a medalhista de bronze Kimberly Hill (EUA) e a quarta colocada Lonneke Slöetjes (Holanda).

Na primeira parcial, o time turco abriu logo de cara uma boa vantagem, e o Rio não conseguiu mais buscar. No segundo set, o Rio conseguiu levar um placar equilibrado, inclusive com vantagem em muitas vezes, até o 15º ponto. A partir dali, o próprio time carioca passou a errar bastante, enquanto as turcas cravavam todos os ataques. No fim, 25/20.

No terceiro set, o time turco teve uma "pane" no início, com vários erros de recepção, e as cariocas aproveitaram para liderar a parcial no começo, até 10 a 8. Depois, novamente os serviços potentes e precisos das turcas fizeram a diferença. No fim, 25/21. 


FONTE:

Vagner Mancini diz que Chape merecia vencer o Corinthians: “Dona das ações”



CHAPECOENSE


Treinador elogia desempenho tático da equipe no empate por 1 a 1 na estreia do Brasileirão. Ele vê time seguro em campo contra o campeão paulista



Por Alexandre Alliatti, São 




  O técnico da Chapecoense, Vagner Mancini, oscilou entre a satisfação e o incômodo com o empate por 1 a 1 com o Corinthians, neste sábado, em Itaquera, na largada do Campeonato Brasileiro. O treinador valorizou o resultado e celebrou o desempenho de sua equipe. Mas diagnosticou que o resultado foi injusto. Na visão do comandante, o mais leal à partida seria a vitória.

- Estamos satisfeitos, porque vimos todos de muita atitude, o que fez com que o campeão paulista chutasse duas bolas no primeiro tempo e nenhuma no segundo. A Chape foi dona das ações e merecia a vitória – disse Mancini. 

Wellington Paulista comemora gol da Chape contra o Corinthians (Foto: RICARDO MOREIRA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO)
Wellington Paulista comemora gol da Chape 
contra o Corinthians (Foto: RICARDO 
MOREIRA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO)


 O treinador sublinhou que tirar um ponto do Corinthians em São Paulo é resultado a ser valorizado. E se mostrou particularmente feliz com o desempenho tático de seus comandados.
- A avaliação é muito boa. Enfrentamos o campeão paulista aqui dentro. Se todos sabíamos que seria difícil, na prática o que se viu foi exatamente isso, um jogo de muita parte tática, com duas equipes bem ajustadas. A Chape iniciou bem a partida, ao longo dos 90 minutos foi melhor em muitos momentos. Ficamos satisfeitos com o desempenho. É o inicio do Brasileiro, e é importante conquistar pontos, ainda mais fora de casa.

Mancini também criticou a arbitragem. A Chapecoense reclamou de um pênalti ainda no primeiro tempo – e um impedimento no segundo.

- Sempre falo para que esqueçam arbitragem. Hoje, vamos sair daqui lembrando muito bem dos erros. A Chape deveria estar levando mais dois pontos. Todo mundo que viu o jogo sabe disso. Mas sou um defensor dos árbitros no meu vestiário. Peço a meus atletas que não esquentem o jogo. A sede por um futebol melhor jogado me faz exigir isso dos meus atletas.


CONFIRA OUTROS TRECHOS DA ENTREVISTA DE VAGNER MANCINI

Mudanças
- As alterações vêm de encontro ao que vejo no jogo. Tínhamos um time mais rápido que o Corinthians. Com o Túlio, não queria perder intensidade de marcação. Ganharíamos em altura, mas perderíamos o controle em um setor de campo onde a Chape vinha muito bem. A opção do Arthur foi em função disso. Não quer dizer que o Túlio não entraria em outra característica.

Aposta no gol
- Jandrei foi muito bem, muito seguro. Foi uma opção minha pelo que vi no treinamento. Disse aos goleiros minha opção. Disse que faltava ver o Jandrei. Ele entra em uma situação difícil, fora de casa, contra uma equipe poderosa, e faz um grande jogo.

Condição física da equipe
- Até tínhamos uma certa dúvida sobre o fator físico da equipe. Fizemos uma viagem longa na quinta, o jogo foi dois dias depois, e nos mostramos fisicamente muito bem. A mudança de algumas peças vai nos fazer ter um gás para um bom jogo. O Wellington Paulista sentiu um certo desconforto e achei melhor tirar. Naquele instante, achei melhor, porque tinha que voltar para a marcação.

Modificações nos próximos jogos
- Com o passar do tempo, vamos ter que fazer algumas intervenções. Temos um jogo contra o Lanús que vale uma vaga para a gente. São jogos em que vou ter que mexer nas peças para que o time fisicamente supere não só uma maratona de jogos, mas também de viagens.

Estratégia
- Estudamos bem o Corinthians. É uma equipe que conta com um meio-campo muito rápido e uma circulação muito interessante. Sabíamos que seria importante marcar bem adiantado ou reduzir o campo de jogo. Isso acabou dando certo. Levamos um gol cedo, mas a equipe se reestruturou, fez ótimo segundo tempo. Em meses, ter um nível como esse faz você acreditar que alguns jogos nos deram a chance de maturar bem a equipe. Certamente, isso vai ter que ser usado em outros jogos do Brasileiro. O que vale é jogar bem o Brasileiro. É ele que te sustenta.

Reforços
- Iniciamos o ano com 26 jogadores e eles ainda estão jogando. Não tivemos a saída de ninguém. Somente a chegada do Seijas, que deve ser incorporado essa semana. Não tenha dúvida que outros atletas deverão chegar. Há uma maratona de jogos. Por isso, sabemos a importância que vai ter a chegada de outros jogadores, até para mexer bem na equipe. Jogar bem aqui hoje não qualifica a jogar bem em Chapecó contra o Palmeiras. São jogos diferentes, com situações atípicas. A chegada de novos jogadores é algo que a gente pensa.

Defesa
- Foi a zaga do momento de hoje. Não quer dizer que será de quarta ou sábado. Várias situações podem acontecer. Hoje, tive que aumentar a estatura da equipe. Eles foram muito bem. Victor fez duas partidas muito boas. Há uma disputa leal, saudável.

Inteligência tática
- Jogar fora de casa diante de uma equipe de qualidade faz com que você tenha uma estratégia. O único lance em que erramos a marcação foi o gol do Corinthians. O Fagner faz a diagonal, e a bola entra na nossa zaga. São lances em que, por mais que a marcação esteja montada, a quebra de linha acontece. Acho que para jogar o Estadual, onde tem que propor o jogo, e entrar num Brasileiro quando todas as equipes têm orçamento maior e elenco maior, tem que ser inteligente.