quarta-feira, 20 de março de 2013

Nas duplas em Miami, Bruno Soares é cabeça de chave e Melo pega Hewitt


Brasileiros enfrentam Marrero/Verdasco e ex-número 1 do mundo e Tomic, respectivamente. Bellucci joga ao lado do argentino Horacio Zeballos

Por SporTV.com Miami

Alexander Peya e Bruno Soares (Foto: AFP)Quinto melhores do ano, Peya e Bruno Soares são cabeças de chave em Miami (Foto: AFP)

Quinta melhor parceria da temporada, o brasileiro Bruno Soares e o austríaco Alexander Peya serão os cabeças de chave nº 6 no Masters 1000 de Miami, cuja chave de duplas começa nesta quinta-feira, com as partidas da primeira rodada. O Brasil também será representado por Marcelo Melo, que joga ao lado do croata Ivan Dodig, e por Thomaz Bellucci, que dessa vez atuará junto com o argentino Horacio Zeballos.

Soares e Peya estreiam contra os espanhóis David Marrero e Fernando Verdasco. Melo e Dodig, por sua vez, terão do outro lado da quadra o ex-número 1 do mundo Lleyton Hewitt, que terá como parceira o compatrioata Bernard Tomic. Já Bellucci e Zeballos encaram os poloneses e cabeças de chave nº 8 Mariusz Fyrstenberg e Marcin Matkowski, dupla que é atualmente a 27ª melhor do ano.

A organização do Masters de Miami ainda não definiu os horários dos jogos dos brasileiros, mas eles estreiam ou na sexta-feira ou no sábado. O SporTV2 começa a transmitir o torneio ao vivo no sábado, sempre a partir das 12h, no horário de Brasília.

Lleyton Hewitt masters 1000 de miami (Foto: AFP)Ex-número 1 do mundo, Lleyton Hewitt será adversário de Marcelo Melo na estreia em Miami (Foto: AFP)

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Atletas de vôlei sentado do Vasco impulsionam a modalidade no Rio


Única representante no esporte no estado, equipe cruzmaltina foi criada há três anos e participou pela primeira vez do Campeonato Brasileiro

Por GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro


Sabedoria, vontade e superação são algumas das palavras que não saem da boca dos atletas paralímpicos de vôlei sentado do Vasco da Gama. Único time do Rio de Janeiro com representantes nessa modalidade, a equipe foi criada há três anos e em 2012 participou pela primeira vez do Campeonato Brasileiro da modalidade.

- Pra mim é muito importante fazer parte desse grupo, sem isso aqui eu não sou nada - afirma o levantador Edson Bastos.

Apesar do jogo apresentar algumas pequenas modificação, como a altura da rede, durante o treinamento não existe nenhum tipo de diferenciação. São flexões, abdominais e alongamentos, tudo sob o comando da técnica Jaqueline, que não desvia da fama de durona.

- Eu fui atleta, fui treinada no regime militar e eu falo pra eles que vão treinar no regime miliar - diz a treinadora.

Todo o esforço é por um objetivo bem claro: fazer com que o time do Vasco seja reconhecido nacionalmente, não só como uma equipe pioneira, mas uma equipe campeã.
- Todo mundo sabe que não é dinheiro, aqui a gente ganha o maior valor que a gente pode ter, que é a alegria.

Muitos dos atletas sofreram acidentes recentemente e tiveram que ser amputados. É o caso de Renato, que perdeu a perna há um ano.
- Quando eu sofri meu acidente eu falei, pô acabou o mundo para mim, vou ser discriminado na sociedade, mas isso aqui abriu as portas.

O Campeonato Brasileiro de Vôlei Sentado só começa em novembro e o objetivo do time é alcançar a primeira divisão da competição e conta com o reforço do ponteiro Jean Diniz.

- Tô vindo para somar aqui  junto com o Vasco, vamos lá levar o Vasco para primeira divisão esse ano.

Esse é time de vôlei paralímpico do Vasco. O vôlei da Alegria.
- Eu costumo dizer que eu não perdi nada, eu ganhei foi muita coisa - afirma Renan.

FONTE:
http://globoesporte.globo.com/volei/noticia/2013/03/atletas-de-volei-sentado-do-vasco-impulsionam-modalidade-no-rio.html

Pelo sonho de Miss Brasil, Luciane vive rotina intensa de preparação


Central do Rio de Janeiro mantém cardápio rigoroso, perde massa muscular e se prepara para disputa que define representante do país no Miss Mundo

Por Amanda Kestelman Rio de Janeiro

Mais do que ser uma mulher bonita, simpática e em boa forma, uma Miss precisa de um conjunto de fatores para ser coroada. Com dedicação e disciplina típicas de um atleta de alto rendimento, Luciane Escouto está a todo vapor para o concurso Miss Mundo Brasil, dia 6 de abril, em Mangaratiba, costa verde fluminense. Em entrevista exclusiva ao GLOBOESPORTE.COM, a central do Rio de Janeiro revelou ansiedade para o momento mais especial de sua trajetória nas passarelas. Curiosamente, o evento está marcado para a véspera da grande final da Superliga feminina, entre Osasco e Rio de Janeiro, em São Paulo. Lesionada, ela não pôde ajudar sua equipe na fase decisiva da Superliga, mas tem tido uma rotina frenética.

- É tudo muito minucioso. Na verdade, o concurso não é somente um dia, que nem a gente vê na TV. É a semana inteira. A gente tem que estar preparada. Tem muitas provas que vão escolher as últimas 16 finalistas. Você tem que pensar em tudo antes. O corpo, o cabelo, a estética perfeita, as roupas... Você é avaliada desde o café da manhã até a hora de dormir. Tem que estar bem vestida, o jeito de se portar, até o jeito que você trata as pessoas do hotel, se relaciona com as pessoas, se está comendo direito, se é educada. Tudo. É todo um preparo, né? Agora eu acertei com duas pessoas que fazem a gestão da minha imagem, elas correm atrás disso.Tem também as benditas perguntas no concurso, estamos estudando. Você tem que estar informada de tudo que acontece - conta Luciane.

mosaico vôlei Luciane Escouto miss (Foto: Editoria de Arte / Globoesporte.com)

Por não estar participando 100% dos treinamentos, diante da lesão, Luciane já perdeu massa muscular. De certa forma, isso favoreceu a morena, já que o tipo físico mais forte não está nos padrões de seu concurso. Com 68kg - cinco a menos desde que chegou ao time de Bernardinho - , ela mantém uma alimentação bastante regrada. Seu cardápio de Miss é parecido com o de atleta, salvo a diminuição de proteína e carboidrato. O doce foi eliminado na reta final da preparação.

- É muito parecido. Atleta tem que comer mais carboidrato e proteína. Continuo me alimentando bem. Isso é essencial, mesmo sendo Miss, modelo. Não vale a pena tentar mudar sua genética, seu biotipo. Só diminuí um pouco o carboidrato e a proteína. No café da manhã, sempre como uma fruta. Sou apaixonada por fruta. Tem uma porção de carboidrato, de proteína. Sempre tem um lanchinho, que é fruta de novo. No almoço, como muita salada. Gosto muito. Não gostava, confesso, quando era mais nova. Como arroz e feijão normal, um franguinho. Tentei diminuir carne vermelha. Gosto muito de peixe, deixo carne vermelha para o fim de semana. Opto por frango ou peixe. Ao longo do dia é a mesma coisa, como uma fruta, um iogurte. À noite, só não como carboidrato. Quando estou treinando, mantenho no jantar. Se não, não aguento o ritmo. Estou cuidando da alimentação. Sou muito doceira, muito formiga, mas tirei todo doce da minha vida esse mês - contou.

'Seria bom o Bernardinho no concurso'

Gaúcha de São Leopoldo, Luciane venceu mais de cinco mil concorrentes no concurso que elegeu a mais bela do Rio Grande do Sul. Mesmo esta sendo uma disputa completamente diferente da enfrentada dentro das quadras, a atleta acredita que o vôlei teve um papel essencial em sua primeira conquista e, este ano, será novamente de suma importância. Com bom humor, ela confessa que seria bom ter o apoio de um ''Bernardinho'' na disputa de Miss.

- O vôlei ajuda muito. Ele me ajudou muito no ''Mais bela gaúcha''. Na hora do desfile, não pode transparecer que está nervosa. E no voleibol acaba sendo isso. Você está concentrada. Esse psicológico me ajudou muito no concurso. Seria bom o Bernardinho no concurso. Ficaria: "Vamos, Luciana, bora, cabeça para cima". Seria ótimo - brincou.

vôlei Luciane Escouto rio de janeiro treino (Foto: Alexandre Durão / Globoesporte.com)Luciane Escouto treina com o time do Rio de Janeiro (Foto: Alexandre Durão / Globoesporte.com)

A menos de três semanas do evento, Luciane revela o ''frio na barriga'', como se estivesse prestes a disputar um jogo decisivo.

- É o meu sonho. É entrar para ganhar. É a mesma coisa que no vôlei. Você está na semifinal, tem que entrar com tudo para ganhar. Miss tem que ser um conjunto. Além de beleza, tem que ser uma pessoa solidária. Ela se encaixa no perfil de um ser humano perfeito. É um conjunto. Estou ansiosa. Quando você quer muito uma coisa, se não sente um frio na barriga, alguma coisa está errada. Eu jogo vôlei desde os 11 anos, mas me perguntam sobre frio na barriga. Eu digo: "Lógico, né?". Você fica ansioso por esse momento. Estou ansiosa porque quero muito – explicou.

Ganhando ou não a coroa, Luciane promete não esquecer as companheiras de equipe:

- Acabando lá, vou tentar ir direto para São Paulo para assistir à final da Superliga – completou. 


   FONTE:
http://globoesporte.globo.com/volei/noticia/2013/03/pelo-sonho-de-miss-brasil-luciane-vive-rotina-intensa-de-preparacao.html

Mari não descarta migrar da quadra para a praia: 'Gosto de desafios '


Ponteira diz que já teve conversas com a CBV, mas ainda não recebeu nenhuma proposta formal: 'Para mim é um desafio e eu gosto de desafios'

Por Danielle Rocha Rio de Janeiro

Vôlei - Mari jogadora da Unilever na praia - Rio de Janeiro (Foto: Danielle Rocha / GLOBOESPORTE.COM)Mari se arriscava no vôlei de praia, nas folgas,quandodefendia o Rio (Foto: Danielle Rocha)

A vontade de jogar na areia é antiga. Mas Mari sempre adiou. Queria primeiro fazer seu pé de meia na quadra, ganhar os títulos que faltavam. Aos 29 anos, a ponteira voltou a pensar na possibilidade de fazer a transição. E até já foi procurada, para conversas informais, sobre o assunto.  Com cirurgia no joelho esquerdo marcada para próximo o dia 26 e com previsão de ficar sete meses em recuperação, Mari diz que está aberta a propostas. Hoje, sem ter uma formalizada, segue pensando em um contrato para voltar a defender uma equipe na Superliga, após seis meses atuando na Turquia pelo Fenerbahçe.

- Existe a possibilidade, sim. Nunca menti que gosto muito de praia. Tudo depende de conversar e ver o que vai acontecer. Para mim é um desafio, e eu gosto de desafios. É uma coisa para se pensar, sim. O Marcão, (Marcos Miranda, técnico da seleção feminina de vôlei de praia) que está tocando o projeto, me disse que, numa reunião, o meu nome apareceu como um dos mais cotados para essa transição. A gente conversou e ficou acertado que ele falaria com o Ary Graça e aí me fariam a proposta. Mas ainda não chegou nada. Estou esperando, mas tenho que tocar a minha vida. Se for uma coisa muito legal e for satisfatória, eu migraria - disse.

Esse caminho foi feito por Fernanda Berti, ex-Vôlei Futuro, no ano passado. Procurada pela Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), que tem um projeto para atrair atletas altas para a modalidade outdoor, ela resolveu arriscar.

- É outro esporte. Brinquei na areia já e sei que é bem difícil - afirmou Mari.
 
FONTE:
http://globoesporte.globo.com/volei/noticia/2013/03/mari-nao-descarta-migrar-da-quadra-para-praia-gosto-de-desafios.html

Paula Pequeno revela que fará artroscopia no joelho esquerdo


Jogadora brasileira desfalca o Fenerbahçe, da Turquia, por 30 dias

Por GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro

O fim da temporada será de descanso e repouso para Paula Pequeno. Durante um bate-papo com seus fãs através de uma ''Twitcam'', a bicampeã olímpica revelou que passará por uma artroscopia no joelho esquerdo para fazer uma limpeza articular na região. Atleta do Fenerbahçe, da Turquia, ela revelou que seu retorno está previsto para 30 dias.

- A temporada na Turquia está acabando. Vou aproveitar para fazer a artroscopia. É algo simples. Creio que um mês ou até menos seja o ideal para eu voltar às quadras – disse a atleta.

Paula Pequeno; vôlei turquia (Foto: Divulgação)Atleta do Fenerbahçe, Paula Pequeno passará por cirurgia simples no joelho esquerdo (Foto: Divulgação)

A atacante brasileira é um dos destaques da equipe turca, que foi vice-campeã da Copa CEV, principal torneio de vôlei da Europa. Mesmo sem o título, ela comemorou a boa fase.

- Eu e as meninas do Fener nos esforçamos muito. Ficamos em segundo. Claro que queria ser campeã, mas isso é normal, um ganha outro perde – disse.

Paula Pequeno foi a sétima maior pontuadora  do torneio europeu, marcando 75 pontos. Com contrato vigente com o clube turco, ela só pensa em sua pronta recuperação.

- Ainda tenho contrato de vigência com o Fenerbahçe e preciso focar todas minhas energias nessa recuperação – concluiu.

FONTE:
http://globoesporte.globo.com/volei/noticia/2013/03/paula-pequeno-revela-que-passara-por-cirurgia-simples-no-joelho.html

Fim do mistério: paraibano Álvaro Filho é o novo parceiro de Ricardo


Na próxima quinta-feira, campeão olímpico vai conceder uma entrevista coletiva no CT Aryzão, em Saquarema, no RJ, para falar da nova parceria

Por Lucas Barros João Pessoa

Ricardo já tem um novo parceiro. Após a aposentadoria de Pedro Cunha no último final de semana, o paraibano Álvaro Filho, que formava dupla com o catarinense Thiago, foi o escolhido do campeão olímpico. A informação estava guardada embaixo de sete chaves, mas vazou no início da tarde desta terça-feira e foi confirmada pelo atleta. Na próxima quinta, o baiano vai conceder uma entrevista coletiva ao meio-dia, no centro de treinamento Aryzão, em Saquarema, no Rio de Janeiro, para falar sobre o novo companheiro.

Álvaro Filho e Ricardo vôlei de praia (Foto: Divulgação / CBV)Álvaro Filho e Ricardo: a nova dupla do vôlei de praia (Foto: Divulgação / CBV)

Outro paraibano, Vitor Felipe, que faz dupla com o carioca Evandro, também estava cotado para formar esse novo time com Ricardo. Vitor e Álvaro  se enquadram no perfil preferido pelo campeão olímpico: morar em João Pessoa, disputar o Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia e integrar a seleção brasileira.


- Vai ser uma satisfação muito grande jogar ao lado de Alvinho. Ele que já frequenta o meu Centro de Treinamento há muitos anos. Então, a gente está formando essa nova equipe. Queremos seguir com uma trajetória de vitórias e na busca por formar um time competitivo. Esse é o principal ponto. Queremos brigar tanto pelo Circuito Nacional, como Internacional - afirmou Ricardo.

Formando agora parceria com Álvaro Filho, os treinamentos de Ricardo devem ser alterados. É que, para o atleta, ter um novo companheiro dentro das quadras significa começar as atividades do zero, já que um precisa conhecer o outro.

É uma nova parceria. Temos que iniciar tudo novamente. Com a formação da nova equipe, preciso pegar um entrosamento. Isso leva um 'pouquinho' de tempo"

Ricardo, comentando sobre a sua nova dupla com Álvaro Filho
- É uma nova parceria. Temos que iniciar tudo novamente. Com a formação da nova equipe, preciso pegar um entrosamento. Isso leva um 'pouquinho' de tempo, mas com a experiência e a força de vontade que a gente tem, espero que seja bem rápida essa adaptação.

Assim como Ricardo, Álvaro Filho também mora em João Pessoa. E para o baiano, os dois juntos na cidade é importante, principalmente, no começo de um novo time. Segundo ele, essa é uma oportunidade de adquirir entrosamento para as competições.

- Esse é um ponto positivo. No momento em que a gente não estiver em João Pessoa, já que ele mora aqui também, a gente vai estar junto na seleção treinando. Estaremos sempre lado a lado, não vai existir separação. Iremos ganhar mais entrosamento e ritmo de jogo.


Ricardo, vôlei de praia, campeão olímpico (Foto: Lucas Barros / Globoesporte.com/pb)Ainda sem Álvaro Filho, Ricardo treinou normalmente nesta terça-feira, na Orla de João Pessoa (Foto: Lucas Barros / Globoesporte.com/pb)


Desde o anúncio da aposentadoria do antigo parceiro de Ricardo, Pedro Cunha, o técnico Carlos Magno começou a preparar o treinamento do campeão olímpico, já pensando nas possibilidades da nova parceria.

- Ricardo treinando com um novo parceiro em João Pessoa terá mais motivação. Já estamos fazendo um grande trabalho há um bom tempo. E como a gente sabia que Pedro (Cunha) estava deixando o voleibol, a gente começou a trabalhar com algumas possibilidades. Então, não vamos mudar tanto o nosso trabalho, o que a gente está pensando, o nosso foco - enfatizou Carlos Magno.

Álvaro Filho e Thiago são vice-campeões da etapa de Belo Horizonte do Circuito Brasileiro de vôlei de praia (Foto: Mauricio Kaye / CBV)Álvaro Filho (esquerda) é o novo parceiro de Ricardo, e deixa a dupla com o catarinense Thiago (direita) (Foto: Mauricio Kaye / CBV)

Para Carlos Magno, Ricardo vai voltar a jogar na sua posição original dentro de quadra: a entrada de rede. De acordo com o treinador, o atleta precisava com os outros parceiros mudar sua característica de jogo. Mas agora será diferente.

Não vamos precisar fazer adaptação em nenhum dos dois. Só iremos fazer com que eles peguem um ritmo juntos"
Carlos Magno, técnico de Ricardo e Álvaro Filho

- O mais fácil é que Ricardo já estava acostumado a trabalhar na entrada. E juntando com o Alvinho, que joga na saída, vai ficar uma dupla perfeita. Não vamos precisar fazer adaptação em nenhum dos dois. Só iremos fazer com que eles peguem um ritmo juntos. A dupla precisa estar sempre afinada.

- A gente já fez um trabalho com Álvaro quando ele ainda jogava com Vitor (Felipe), mas agora com Ricardo ele vai ter um parceiro mais experiente para ajudar nos treinamentos e nos torneios. Foi uma grata surpresa trabalhar com o Alvinho novamente. Junto com Ernesto, Rossini e Cajá (todos integrantes da comissão técnica de Ricardo), estamos formando uma equipe nova. Vamos fazer um trabalho visando as Olimpíadas e o Circuito Mundial - emendou.

Aposentadoria de Pedro Cunha
O antigo parceiro de Ricardo se aposentou das quadras no último final de semana. A despedida do atleta aconteceu durante a etapa do Open de Maceió, do Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia. Ao lado do baiano, o carioca foi derrotado nas quartas de final pela dupla Bruno e Hevaldo, por 2 sets a 0 (21/18 e 29/27), em seu último torneio profissional.

Pedro Cunha resolveu aposentar-se do esporte de alto rendimento aos 29 anos. Influenciado por uma lesão crônica no joelho direito e pela falta de motivação após as Olimpíadas de Londres, ele optou por encurtar a carreira nas areias para ter “uma vida normal”.

Pedro Cunha vôlei de praia short fluminense (Foto: Divulgação/CBV)Pedro Cunha se aposentou do vôlei de praia no último final de semana na etapa de Maceió (Foto: Divulgação/CBV)
 
FONTE:
http://globoesporte.globo.com/pb/noticia/2013/03/fim-do-misterio-paraibano-alvaro-filho-e-o-novo-parceiro-de-ricardo.html

Carlos Leite abre o jogo sobre relação com clubes e nega poder na Seleção


Representante de 90 jogadores, empresário garante que não sugeria nomes a Mano Menezes: 'É muita fantasia que se faz e nunca se prova'

Por Eduardo Peixoto e Janir Júnior Rio de Janeiro

Empresario carlos leite (Foto: Janir Júnior)Carlos Leite é um dos empresários mais
poderosos do Brasil atualmente (Foto: Janir Júnior)

O acaso marcou o início da carreira de Carlos Leite como agente de jogadores. Em 2002, Léo Lima, então jogador do Vasco, recebeu uma ligação e passou o telefone para o amigo, apresentado ao interlocutor como “seu empresário”. Vascaíno, Leite gostou do cartão de visitas, decidiu vender as quatro lojas de pneus de sua propriedade e caiu na estrada do futebol. No meio do lucrativo caminho, polêmicas. 

Depois de dez anos - tempo em que foi alvo de questionamentos e insinuações principalmente por ser representante de Mano Menezes -, ele decidiu dar fim ao que chama de “fantasias”. Durante 1h30m de entrevista ao GLOBOESPORTE.COM, falou abertamente sobre as ligações com Vasco, Corinthians, Grêmio, Bahia, Flamengo, agenciamento de jogadores e, principalmente, Mano Menezes e a seleção brasileira.

Carlos Leite nega que tenha sido favorecido na relação convocação x venda de jogadores:

- Jamais. As pessoas, devido a tudo que falam por aí, podem não acreditar, mas nunca troquei três palavras com ele (Mano) sobre os jogadores de futebol. Não era minha função. A partir do momento em que ele foi para a Seleção, não participei da conversa dele com o presidente da CBF na contratação, a única coisa de que participei foram os contratos publicitários, pois era o meu trabalho. Fora isso, não tenho que dar opinião. É muita fantasia que se faz e nunca se prova absolutamente nada.

O empresário levanta a bandeira para regulamentar a profissão de agente de futebol, garante que não tem privilégios no Flamengo por ser amigo do diretor Paulo Pelaipe, critica Bebeto (ex-diretor das divisões de base da Seleção) e José Maria Marin. 

O empresário, que agencia cerca de 90 jogadores, admite que colegas de profissão prejudicam a imagem da categoria. Ele diz saber de histórias de agentes que aliciam jovens valores com ofertas de laptop, jantares em bons restaurantes e meninas que levam para conhecer o mundo.

Leite diz que aceitou conceder a entrevista porque sua filha mais velha, de 14 anos, tem acesso à internet e lê notícias sobre o pai, como a acusação de outro empresário de que ele teria “roubado” Douglas Baggio, atacante da base do Flamengo. Seguro diante dos questionamentos, ele alterna voz serena com firmeza, bate na mesa, risca um papel, arregala os olhos e revela que, em um dos telefones celulares, tem mais de mil contatos. 

Da sua vida pessoal, Carlos Leite diz que não tem estilo musical de preferência, exalta seu lado família, revela que viajar para Angra dos Reis tem sido sua válvula de escape. Gosta de bons restaurantes e vinho. As peladas estão suspensas por ordem médica. O jogo do empresário, agora, é outro.


GLOBOESPORTE.COM: Como você começou no futebol?
CARLOS LEITE: Meu início foi com o Léo Lima. Eu tinha quatro lojas de uma rede francesa de pneus e ele começou a frequentá-las para mexer no carro. Eu, vascaíno, vivia em São Januário como torcedor na época. Um belo dia, o convidei para almoçar na minha casa, como torcedor e tocou o telefone dele. Era um agente querendo comprar a procuração dele. O Léo passou o telefone e disse: “Fala com meu empresário aqui do lado”.
Assim do nada, de surpresa?
De surpresa. Falei: “Cara, você está maluco?” Ele disse: "Já fui enganado no futebol e gostaria que você fosse meu empresário”. Isso aconteceu no fim de 2002 e despertou o interesse de entender como funcionava o meio. A partir dali, vendi as lojas e passei a me dedicar exclusivamente ao futebol.
E já no início dava lucro?
No início, não. Financeiramente, não tive retorno. Foi uma aposta. Mas no ano seguinte conheci o Jorge Mendes (empresário português) e fiz uma grande amizade com ele. Passei a ser representante dele no Brasil. As coisas começaram a acontecer. O Jorge é o cara que me deu oportunidade de conhecer melhor como funciona o futebol.

Você e o Jorge ainda têm uma relação próxima?
Temos. Depois de três anos, seguimos caminhos diferentes. Continuamos amigos e recentemente estive com ele. Nos encontramos e revivemos coisas do passado. Brinco que ele é meu professor.

Por que no Brasil se criou algo tão negativo em relação ao empresário?
Você chega na Europa, vai aos camarotes que agentes têm nos estádios e vê dirigentes, treinadores e jogadores. Uma cultura normal e natural, porque todo mundo faz parte desse contexto do futebol. Aqui no Brasil, aconteceu de muitos colegas no passado terem feito coisas que não foram corretas, como tirar jogador de um clube sem retorno. Até amparado pela lei, tirar depois de três meses de salários atrasados. Isso fez com que se criasse uma coisa ruim. E, em vez de os empresários tentarem combater, se calaram. Ninguém fala, ninguém defende, e o empresário virou o grande vilão da história. Em uma negociação, temos os clubes e o jogador. O que a gente faz? Une as pontas. Esse é o nosso trabalho. Infelizmente, criaram esses fantasmas. Há uma guerra entre os próprios empresários. Alguns agentes têm visão distorcida do que é representar um jogador. Dizem “meu jogador”. Não, não é seu jogador. É jogador do clube. Somos unicamente prestadores de serviços. Os próprios agentes sujam o nosso nome. Todo mundo deve ter empresa constituída, licença dada pela CBF, pagar o seguro anual de responsabilidade civil para trabalhar. Os clubes deveriam cobrar mais isso e não negociar com quem não está credenciado.

E os clubes não cobram?

Tenho meu escritório, minha empresa, pago o seguro, mas a maioria não é cobrada. Temos a maioria trabalhando na ilegalidade. A guerra fez com que fôssemos tachados de grandes vilões do futebol. Vivemos no país do futebol, mas vamos para outras áreas: o artista tem o seu agente, o cantor tem o seu agente. Jogador de futebol também tem. Qual é a diferença? Ambos estão ali para buscar o melhor para o seu cliente.

Quais as atribuições de um agente de futebol?
Ele está ali para dar suporte jurídico, financeiro, de imprensa, para fortalecer a marca de cada jogador. O Neymar, por exemplo, tem um staff por trás muito bem-sucedido. Devemos orientar o jogador não só no futebol, mas também fora de campo. Temos que saber se ele está indo demais para a noite, controlar, conversar. Fazer o imposto de renda correto do jogador, pois, quando ele sai do país, temos que dar suporte de tributação correta. Essa responsabilidade que nós temos é que faz a diferença no sucesso do agente. Mas, infelizmente, os agentes preferem brigar. Já ganhei e já perdi jogador, mas nunca vão me ver na imprensa lamentando. Se perdi (o atleta), foi porque em algum momento falhei. Ou, de repente, o cara acordou e não quis mais trabalhar comigo.
Você representa outro treinador além do Mano Menezes?
O único treinador que represento é o Mano. É público. Todos os treinadores têm agentes e ele assumiu isso em 2007. Muita coisa é dita, mas foi tudo transparente. No Corinthians, não tem uma vírgula para falar. Falam demais, mas, infelizmente, a gente vive num país em que é mais fácil falar. As pessoas atacam, mas não provam. Saiu no jornal que ofereci o Mano para três clubes, isso é um absurdo, falta de respeito sem tamanho. Tenho relação com os técnicos desses clubes. Tenho que pegar o telefone, ligar para essas pessoas e dizer que não vai acontecer. Neste momento, os projetos do Mano são outros. Ele, no momento certo, vai colocar. A carreira é dele, eu sou o agente, mas as decisões são dele.

Você sugeriu nomes para convocação quando o Mano comandava a Seleção?
Jamais. As pessoas, devido a tudo que falam por aí, podem não acreditar, mas nunca troquei três palavras com ele sobre os jogadores de futebol. Não era minha função. A partir do momento em que ele foi para a Seleção, não participei da conversa dele com o presidente da CBF na contratação, a única coisa de que participei foram os contratos publicitários, pois era o meu trabalho. Fora isso, não tenho que dar opinião. Como não dou quando está em clube. Pode perguntar a todos os clubes com que tenho relação se já houve conversas para escalar A, B ou C, se influencio de alguma forma.
A acusação mais frequente era: Mano convocava o jogador para que o Carlos Leite vendesse a seguir. O que você tem a dizer sobre isso?
No tempo em que o Mano trabalhou na Seleção tive cinco jogadores que represento convocados. Dos cinco, três já tinham sido convocados anteriormente por outro treinador: André Santos, campeão da Copa das Confederações com o Dunga, Lucas Leiva, que disputou as Eliminatórias para a Copa de 2010, e o Cássio, que teve uma convocação com o Dunga. Antes do Mano, não vi ninguém citar que eu representava esses jogadores. Mas, quando o Mano convocou, começaram a historinhas. Criam as coisas, não provam nada e  fica uma situação desagradável. Vou te falar: isso realmente me incomoda. Se disser que não incomoda, vou mentir. Procuro ser o mais correto possível. Tenho a linha reta na vida, não tem clube, jogador e treinador para falar algo sobre a minha pessoa em dez anos de trabalho. Quem cria essas histórias?
Mas convocação não facilita uma venda de jogador?
Não tenha dúvida. Seja na base ou na principal, é lógico que vai ter valorização. Mas isso não quer dizer que vai ter uma venda.

Você já fez uma venda instantânea após uma convocação?
Não, tive cinco jogadores convocados. O Cássio continua no Corinthians. Disseram que ele seria vendido, mas ficou e conseguiu resultados. Lucas continua no Liverpool. André Santos estava no Fenerbahçe e depois no Arsenal. O Renato Augusto estava no Bayer Leverkusen. O Rômulo foi vendido (do Vasco para o Spartak de Moscou), mas antes das Olimpíadas. Se eu soubesse que ele seria convocado, eu não venderia antes dos Jogos. Vou dar o exemplo do Fagner, que é representado por mim. Há dois anos, ele era o melhor do Brasil na lateral direita, foi para a seleção do Brasileirão e do Carioca, tinha idade olímpica e não foi convocado. Ninguém fala? Seria fácil convocá-lo. Todo mundo pedindo, idade olímpica... E, durante o período olímpico, ele foi negociado (do Vasco para o Wolfsburg). Será que, se houvesse sacanagem e esquema, eu não iria esperar e falar com o Mano? Chegou o momento de falar e expressar isso. Todo mundo fala do empresário e alguém tem que levantar essa bandeira. A partir de agora, vou me defender do que falam.

Por que só agora?
Minha filha tem 14 anos e já acessa a internet. Ela lê certas coisas, e isso acabou me despertando. Estou há cinco anos escutando uma série de situações. No Corinthians, escutei demais. Mas acho que o trabalho no Corinthians foi bem feito, né? Acho que ajudei um pouquinho. Tenho uma parcelinha nesse trabalho. Indiquei alguns jogadores, tive algumas participações importantes dentro do clube. Como foi noticiado, até empréstimo de dinheiro eu dei, e não tenho problema em falar. Tudo que faço, a Receita Federal sabe. A única que pode saber da minha vida fiscal é a Receita. Faço tudo 100% dentro da legalidade. Os resultados estão aí. Tem o presidente, o diretor de futebol, tem um conselho deliberativo, fiscal. Será que eu passo por tantos clubes e nenhum deles nunca falou nada? É o caso do Grêmio agora. É uma oposição que está lá. Quem está lá agora é o doutor Fábio Koff, que é adversário político do Odone, e minha relação tem sido espetacular. Ajudei na negociação do Souza, na compra com o Porto, para ficar no clube. Trouxemos o André Santos, falamos de outros negócios. Será que eu consigo ter todo mundo dentro do bolso, como estão querendo demonstrar? Não. É trabalhar com correção. O Flamengo é outro caso. Com a outra gestão, eu negociei o Ramon. Nessa gestão agora, eu negociei três jogadores, e é oposição. E aí? Se tiver alguma coisa errada, o cara vai trabalhar comigo? Não vai. E continua trabalhando.

Você falou do Corinthians e do Grêmio. E o Vasco, como começou a relação, a parceria?
Foi um trabalho também interessante, bem parecido com o do Corinthians, num momento difícil do clube. E ajudei financeiramente, com colocação de jogadores, usando nosso prestígio em relação a outros clubes. Acho que o resultado também foi positivo. Será que o Carlos trabalha com o Grêmio e tem resultado; trabalha com o Corinthians e eles estão tendo resultado; trabalha com Vasco tem resultado? O Bahia, a gente também fez um trabalho bacana com eles. Estava havia anos sem disputar a Série A, ajudamos. Será que todos os clubes por onde passo tem sacanagem? Não, não tem. Tem seriedade. Por que consigo manter essas relações depois que entra uma outra gestão de oposição? Porque as pessoas veem correção.
O papel do agente de futebol é mal compreendido?
Acho que sim, porque nunca foi discutido. Não digo que o jornalista seja o culpado por isso. Se a gente falasse mais, mostrasse para vocês nossa atuação, seria mais fácil, mas não temos esse espaço. Não vejo o agente sentar com naturalidade nos programas esportivos e falar um pouquinho da nossa atuação.

Como é o processo de captação de novos talentos?
Vou falar pela minha empresa. Tenho pessoas olhando os jogos. Para poder representar, cada vez mais temos que ir ao jogador mais novo. Existe uma lei agora que o jogador menor de idade não pode ter representante. Mas funcionava assim: cada vez mais cedo íamos olhar o jogador que tivesse talento e poderia trabalhar conosco. Tenho uma equipe de pessoas olhando jogadores. Eu vejo futebol praticamente todos os dias, gosto do que faço e tem gente espalhada pelo Brasil sempre informando, os famosos olheiros. Essa é uma fase. A outra é com jogador que já está formado. Esse geralmente vem por indicação. Por exemplo: eu tenho três jogadores num clube e os outros acabam vendo a forma como a gente atua. E ele acaba indicando, pois o outro pode estar insatisfeito com o agente dele, ou não tem empresário ou terminou o contrato com o empresário. É o nosso trabalho. Vamos aos jogos, estamos presentes, não só eu, mas toda a minha equipe, e todo mundo procurando resolver os problemas dos jogadores. Dessa forma que a gente vai captar os jogadores.

Por que um jogador escolhe trabalhar com Carlos Leite? O que você oferece?
Ofereço trabalho. Ter as relações que temos com os clubes, ter a relação com as empresas de material esportivo para poder oferecer uma chuteira, dar todo o suporte necessário para que ele possa desenvolver a carreira. Existem alguns momentos em que a gente tem que dar uma ajuda financeira para a família, ajudar no pagamento de um aluguel, num momento de dificuldade. Mas não faço disso uma prática. Não compro procuração. Não posso pagar para trabalhar, há uma inversão de valores. Você não vai contratar um advogado e perguntar quanto ele vai te pagar para te defender. Da mesma forma que o jogador não pode vir para mim querendo eu pague para trabalhar com ele. Houve, agora diminuiu bastante, muitas pessoas entrando no futebol com o dinheiro, comprando procurações. E tenho uma norma dentro da empresa que é a seguinte: quem vem por dinheiro, vai por dinheiro. Se o cara ganha um pouquinho mais ali, ele acaba indo. Nós não temos essa prática e nossos jogadores sabem disso. Temos uma relação de amizade, respeito.

Além do dinheiro da procuração existem outras manobras pouco convencionais para conquistar um atleta?
Não me preocupo muito com o que os outros fazem, senão deixo de fazer o meu bem feito. A gente escuta muita história, de dar laptop, pagar jantares em bons restaurantes. Há as histórias das meninas que eles levam para conhecer o mundo.

Mas já perdeu jogador por causa disso?
Por causa disso, não. Até porque perdi poucos jogadores ao longo desses dez anos. Se perdi quatro, cinco, foi muito.

O primeiro empresário do Douglas Baggio (atacante da base do Flamengo) reclamou que você roubou o jogador. O que aconteceu?
Como a gente não tem voz, minhas filhas entram na Internet e vão ler que o pai dela está roubando jogador. Como assim? O rapaz disse que faço isso sempre. Ele (Douglas Baggio) rescindiu o contrato e me procurou para fazer um novo. Ele (agente do Baggio), se sentiu atingido, que procure o cômite de litigios da CBF. Se amanhã conseguir regulamentar nossa profissão, vai ter algo como a OAB, CREA, para discutir isso.

Como é a sua relação com outros empresários?
Existe uma disputa pelo mercado, mas tem que ficar no campo profissional. Se tenho um atleta comigo, ele está insatisfeito e pede para ir embora, vai embora. Há o respeito entre os agentes que hoje estão numa situação mais confortável com o mercado. Hoje estou bem, amanhã posso estar por baixo. Tenho que concordar que é uma relação muito difícil, não é saudável, pois a disputa é muito feroz. Se perder um jogador, perdi. Há pouco tempo, tive um exemplo desse. O Welinton, zagueiro do Flamengo (atualmente emprestado ao Alania, da Rússia), trabalhava comigo e chegou no meu escritório, para mim, sem motivos, e pediu para rescindir o contrato. Tentei argumentar, mas ele disse que não estava feliz e queria seguir a vida dele. Então, deixei ele seguir a vida dele. Em dez anos perdi jogadores? Perdi. Algum dia entrei na Justiça? Nunca entrei nem entrarei.

E qual é a solução para colocar regras em um mercado tão hostil?
Tenho discutido um pouco sobre isso com o Cláudio Guadagno, com quem nem tinha relação. Ele sugeriu uma situação que achei muito interessante: a gente precisa regulamentar a nossa profissão. Estamos amadurecendo a ideia, procuramos especialistas na área, buscando um estudo quanto a isso. Toda profissão tem uma regulamentação. A nossa tem simplesmente a CBF, que tem o comitê de litígio, a carteirinha, mas não temos uma regulamentação. Importante ter uma entidade defendendo nossos interesses. Temos a Abaf, de que nunca participei. Temos que ter direitos e deveres. Não podemos escutar um diretor de seleções dizer “ah, aqui agora não tem empresário” sendo que até ele mesmo já foi empresário. Não posso escutar o presidente da Confederação Brasileira de Futebol dizer “aqui não tem mais empresário”. A gente faz parte desse mundo. Tem que haver respeito. O fato de estarmos num saguão de hotel para dar um abraço no jogador, para cumprimentar alguém, não pode ser visto como ruim. Não está sendo nem um pouco bom escutar isso dessas pessoas. Eu me sinto incomodado.
Como é a relação entre agentes e jogadores?
Com todos os meus jogadores tento manter uma relação profissional e também de amizade. Até porque você pega meninos muito novos e tem que fazer uma série de trabalhos. Tem o trabalho social de pegar um menino desses, alguns que vêm do nada. E você precisa ensinar um pouco da vida. Se alguém tiver alguma coisa para provar de algo que fiz, que prove. Por que no resultado ruim de uma competição o problema é o empresário? Tem que se cobrar, se houve falha, do jogador, do treinador, se houve excesso do agente, colocá-lo no lugar dele. Mas não chegar e generalizar.
Como foi a aproximação com o Flamengo? Qual sua relação com o Paulo Pelaipe?
Minha relação com o Flamengo vem desde 2005. Naquele ano, participei da negociação do Ibson para Portugal. Depois disso, passei a representar o Renato Augusto. Desde essa época, tenho vários jogadores no Flamengo, que entraram, saíram, foram negociados. O que acontece é que num determinado ponto os seus jogadores se encaixam num perfil que estão precisando, em outros momentos, não. No ano passado, eles precisavam de um lateral-esquerdo e me procuraram em relação ao Ramon. Nessa direção agora, eles contrataram o Paulo Pelaipe para ser o diretor de futebol. O Paulo tem uma relação comigo, assim como o Rodrigo Caetano (Fluminense) tem, como o Edu (Gaspar, do Corinthians) tem, como o Anderson Barros na época do Botafogo tinha. Todos os diretores de futebol espalhados pelo Brasil. Esse é o nosso trabalho, fazer relações. Realmente, existe uma relação um pouco mais próxima com o Pelaipe, que vem desde 2005, quando ele trabalhava no Grêmio. Depois, ficou fora do mercado, voltou a trabalhar e temos essa proximidade, como tenho com outros. Fiz três negociações com o Flamengo (Elias, Gabriel e Wallace), toda a diretoria estava sabendo. Foram negociações que eu acho que não têm muito o que falar.

Mas existe privilégio para você no Flamengo hoje?
Nenhum, nem quero privilégio porque não preciso. Você acha que um treinador de futebol vai dar preferência a um jogador que não seja interessante? Ele quer ganhar. O treinador vai ser burro de botar um jogador que ele não queira? Tenho jogadores no Flamengo, Vasco, Botafogo. O Rodrigo Caetano está no Fluminense, e eu não tenho jogador, e ninguém fala disso. O que você precisa é ter bons jogadores que os clubes vão querer.

Muito se fala de contrapeso na negociação. Existe isso, leva jogador x, renomado, mas completa com um jogador que não está tendo oportunidade...

Se eu falar que não existe isso, vou estar mentindo. Não gosto de mentira. A gente procura trabalhar com os melhores. Existem momentos em que você vai falar o seguinte: "Pode colocar esse jogador que ele vai dar resultado". Às vezes, o cara não conhece. Ele vai acreditar naquilo que você está falando, no seu histórico de trabalho. Não é o fato de “Bota esse, que eu levo esse”. O que pode acontecer é que o cara vai botar um jogador que ele não conhece e a que a gente acredita que ele terá futuro. O Cássio, quando foi contratado no Corinthians, foi motivo de piada. E aí? Foi indicação minha. Todo mundo perguntando “Quem é esse cara?”, ele nunca agarrou. E foi um dos principais jogadores nas conquistas do Corinthians, tanto na Libertadores como no Mundial.

O Flamengo passa por uma dificuldade financeira. O Vasco e Corinthians, quando você deu uma ajuda forte, também. Isso foi estratégia ou percepção de mercado?
Percepção de mercado. Começou com o Grêmio, primeiro clube que estava com uma dificuldade financeira. Em 2005, o novo presidente tinha dificuldades de contratar e também de vender jogadores para fazer caixa. Naquele primeiro momento, quando eu fiz a venda do Anderson para o Porto, não tinha estratégia, foi um acaso. Quando aconteceu no Corinthians, foi a casualidade de o clube precisar de um treinador e eles procurarem o Mano. Dali, criei uma relação muito forte com eles, a ponto de também ajudar financeiramente. Depois desse momento, eu comecei a enxergar um pouquinho sobre isso. O Vasco foi um pouco disso. Enxergamos que era um clube de grande potencial, que passava por momento difícil, que seria interessante essa ajuda. Claro que no futuro proporcionaria bons negócios. Isso não quer dizer que tenha sacanagem.

E no Flamengo?
No Flamengo, eu já tinha um trabalho, e vem a direção nova, que tenta modificar um pouco a forma de trabalhar. Com uma nova direção, achei interessante fazer esse trabalho. Acaba sendo uma oportunidade de negócio. As pessoas têm que entender que esse é o nosso negócio. Escolher e trabalhar com bons jogadores. Não posso ter vergonha de fazer uma grande negociação e ser bem remunerado por isso. Tenho que ter correção, ser honesto e transparente. Hoje, quase todos os clubes do Brasil têm essa relação com um ou outro agente. Cabe ao clube dar as diretrizes do que tem que ser feito. Nunca cheguei em um clube e disse que tinha que ser assim, assado. Não deixa de ser um trabalho interessante. Quando ganha. E se perdeu, o clube não consegue alcançar seus objetivos? Você é o culpado? Vai ter cobrança em cima disso. Faz parte do negócio.

Fazendo uma comparação rasteira do mercado de ações: você pega um clube de potencial em baixa, acompanha o crescimento, depois vai lucrar com isso.

Essa comparação desse mercantilismo todo não é tanto assim. Mas passa um pouco por isso. Vai da estratégia de cada um. Mas tem que ter bons jogadores. Se tiver bons jogadores, você vai ter clubes bons e interessantes. Seria hipocrisia falar que não passa por isso. Esse é o meu trabalho. No Brasil, parece que é pecado ganhar dinheiro com venda de jogadores. Errado é lesar o clube.

Você não faz isso?
É só pegar meu histórico. Em 10 anos, qual foi o escândalo que tirei jogador de um clube que não tenha sido remunerado? Não tem. Pelo contrário, tenho uma relação ótima com muitos clubes. O combinado não é caro.
Você já falou abertamente sobre empréstimos aos clubes. Vasco, Botafogo, Flamengo também. O que você ganha ou agrega com isso?
No momento em que faço uma aposta no clube, é porque acredito nas pessoas que estão lá e acredito que tenha potencial para que amanhã você tenha seus ativos valorizados. Não é com todos os clubes que vou fazer isso. Faço com quem me sinto confortável, com quem tem credibilidade. Eu arrisco bastante, e quem arrisca mais ganha mais. Ou perde mais. Eu nunca tive problema com nenhum clube do Brasil em relação a pagamento. Pode ter um problema momentâneo, você tem que entender, ser parceiro, isso fez com que meu crescimento tenha sido mais rápido do que naturalmente seria. Futebol é muito pequeno. Os presidentes, diretores e jogadores se falam. Se fizer uma coisa errada no clube, no dia seguinte está todo mundo sabendo.

O que você faz quando um jogador não dá certo?
Tem jogador com quem trabalhamos há cinco, seis anos e nunca fizemos dinheiro com ele. Vou botar o cara para fora? Não vou. Já aconteceu de eu pagar operação de jogador. Vamos deixar o menino lá jogado? Não pode. Dizem que tem muito dinheiro no futebol, mas a grande maioria fica pelo meio do caminho. Cadê a preocupação com eles? As pessoas só olham aquele que foi bem vendido e está ganhando dinheiro. Nas categorias de base, precisa haver palestras de como são feitos os contratos, para que eles não tenham depois problemas que muitos têm, assinam contratos que são verdadeiras aberrações, o cara entrega a vida de uma forma que não é correta. Tem que educar os meninos.

Como o agente ganha dinheiro em cima do jogador? No contrato tem os 10%...

Aí depende de cada agente. O meu método é não cobrar absolutamente nada sobre o jogador. Eu faço minhas negociações, e sou remunerado pelo clube comprador ou vendedor. Não cobramos percentual do salário do jogador.
Mas por quê?
Foi uma prática que aprendi. Tive um professor, o Jorge Mendes, que é o número 1 do mundo, me ensinou muita coisa. Sou muito grato a ele. E ele tinha essa forma de trabalhar. Mas não vou falar que está errado quem cobra. Cada um tem a sua forma de trabalhar. Se é legal, está tudo certo. O que não pode ser é o ilegal.

Quais os clubes que você acha que têm as melhores gestões no futebol brasileiro?
Os clubes têm melhorado significativamente. Ainda precisam melhorar, cada vez mais se profissionalizar, mas você vê clubes tendo gestões interessantes. Caso do Corinthians, que é um modelo que podemos ter como sucesso. Em cinco anos, sai da Série B para ser campeão do mundo, sai de uma receita pequena para uma das maiores do Brasil. O São Paulo também tem uma gestão boa, o Grêmio, o Inter... Também tem que haver responsabilidade com dinheiro do clube, e não simplesmente contratar por contratar, deixando dívidas para o clube. Mas está mudando, não sei se na velocidade que seria a ideal. O Vasco é uma prova disso, está tentando se profissionalizar, o Cristiano (Koehler, diretor geral) veio do Grêmio, implantou um sistema bem profissional. Isso é um caminho a se tomar. Tem que haver uma balança disso, para que não haja só o lado profissional, senão perde um pouco do encanto, da paixão que é o futebol. Com equilíbrio, vem o sucesso. O futebol se tornou um grande negócio, mas é a alegria do povo. Mas não dá para ser como antigamente, até porque no mundo competitivo que a gente vive é muito difícil você ter uma pessoa que possa ficar no clube 10, 12 horas, 15 horas, se não for remunerado.
Você planeja ter um time tipo Tombense, Desportivo Brasil?
Não, nunca me preocupei com isso. Não sei que rumo o futebol vai tomar, não sei o que vai acontecer. Tem que se adequar ao futebol no dia a dia.
Mas qual é seu sonho como empresário?
Continuar como estou. Representar bem o jogador, buscar os melhores contratos, o entendimento entre as partes. Temos conseguido com bastante êxito, não tenho nenhum litígio com clubes, com nenhum jogador. Acho que isso é satisfatório, me sinto realizado no que faço. Sou representante de atletas. Se tiver litígio, vou ter que vir para o lado do jogador, pois ele me confere a gestão da carreira. Mas nesses 10 anos equilibramos isso e não deixamos que atrapalhe nossa relação com o clube e com o jogador.
 Atuando no momento certo, não pilhar o jogador no momento da dificuldade, ou não entrar na pilha do jogador contra o clube, tem que haver o equilíbrio. Não me vejo com essa necessidade de ter um clube, mas, em relação ao futuro, eu não sei. Se amanhã vou deixar de ser agente para ser outra coisa, eu não sei.
Ser presidente, fincar uma bandeira num clube?
Não tenho esse projeto, não. Sou muito novo, tenho 42 anos, tem muita coisa pela frente, uma família que depende de mim, três filhos, tenho que dar educação. Se um dia penso em ter algo dessa forma, você não vai ser remunerado. De forma ilícita eu não vou ser. Para você fazer isso, tem que estar muito bem financeiramente. Com três filhos não é fácil, você não sabe o futuro. Não estou reclamando nem chorando. Isso ainda não passou pela minha cabeça. Se passar, só pode ser um clube, que é o clube da minha infância, do qual sou sócio, tenho até esse direito. Mas estou do outro lado do balcão, tenho que seguir dessa forma.

Você se decepcionou com a falta de continuidade do trabalho no Vasco?
Não é questão de decepção. As relações, em algum momento, estão mais aquecidas, em outros estão mais frias. Realmente foi um momento bom que a gente passou no Vasco, procurei ajudar na medida do possível, acho que consegui. O objetivo naquele momento era resgatar o clube de uma segunda divisão, indiquei profissionais para lá, eles foram confiando naquilo que a gente mostra. É difícil você pegar bons profissionais e indicar para alguns clubes e o cara saber que o clube está mal financeiramente. O Roberto conduziu muito bem esse processo num primeiro momento, mas também acho que ele errou na sequência. Hoje, minha relação com o Vasco é boa, tenho jogadores lá dentro que são importantes. Ano passado fiz o trabalho de manutenção do Eder Luis e do Fellipe Bastos. Tenho boa relação com René Simões. Não vou falar que fiquei chateado, simplesmente as coisas tomam rumos diferentes. Continuo trabalhando, mas talvez sem a intensidade que foi. Se tivesse que repetir, não repetiria dessa forma. Quando você bota paixão na frente da razão, pode cometer algumas falhas. Acho que cometi algumas falhas em alguns momentos. Às vezes, uma superexposição que realmente aconteceu naquele momento, eu numa tribuna ao lado do presidente vendo o jogo. Não me arrependo, mas talvez faria diferente hoje. Desejo sorte, sucesso, continuo atuando, falo semanalmente com René, que está fazendo um bom trabalho, e, como tenho entendimento com o Vasco, tenho com outros clubes.
Quais foram as falhas?
As falhas estão aí, na superexposição de você assumir uma responsabilidade que não é sua. O fato de o Vasco no momento da queda não ter uma estrutura que desse suporte para as coisas acontecerem. Acabei fazendo papéis que eu não tenho que fazer. Tenho que fazer meu papel de agente. Em alguns momentos eu extrapolei isso, tenho que reconhecer. Eu me sinto feliz por ter participado daquele momento, mas não faria dessa forma, ficando tão exposto como fiquei.

Qual trabalho te gratificou mais, o Vasco, que depois conquistou a Copa do Brasil, ou o Corinthians, que conquistou tudo?
São coisas distintas. O Vasco teve um apelo muito grande pelo carinho que tenho pelo clube, pelos amigos vascaínos, minha família de origem portuguesa, teve um sabor especial. O Corinthians é muito gratificante, porque continuou no caminho certo, trilhou o sucesso. Continuo trabalhando firme e forte com eles, tenho o respeito das pessoas que presenciaram todo o nosso trabalho. São emoções diferentes. Nada me impede de estar trabalhando com o Flamengo. Tenho meu clube pelo qual um dia fui fanático, hoje talvez nem tanto. Todo mundo que está dentro do futebol tem seu time, seja treinador, jogador, agente, dirigente profissional. Não tenho por que esconder, quero, sim, ter respeito das pessoas. Poder entrar no Flamengo, fazer o trabalho que faço, ter a relação com o Fluminense, poder entrar no Botafogo, ter o respeito do presidente. Isso é o mais gratificante, estar há 10 anos no futebol e não ter nenhuma porta fechada para mim. Pelo menos que eu saiba.
Quem é o Carlos Leite sem ser o empresário?
Sou filho de portugueses, os dois com a quarta série primária, que me deram o que de mais sagrado tenho na vida: respeito pelas pessoas, dignidade e caráter. Procuro seguir essas orientações, que independem da sua classe social. Passo esses ensinamentos para os meus três filhos, cobro demais, uma tem oito, a outra está fazendo 14, o pequeno ainda tem sete meses. Passo as lições de vida, correção. Sou um cara muito família, amigo dos meus amigos, dos poucos amigos, tenho muitos colegas. Hoje, posso dizer que respiro futebol. Trabalho desde os 14 anos de idade, não cheguei onde cheguei à toa, teve muita incerteza no meio do caminho, alguns insucessos, mas neste momento sou muito bem casado, 14 anos de casamento, o mais importante no ser humano é a família. Vivo futebol 24 horas por dia, tenho uma equipe de trabalho espetacular. Posso errar, como todo ser humano. Se errei, abaixo a cabeça e peço desculpa.

Opinião sobre algumas pessoas
Rodrigo Caetano - Um grande profissional, vi o começo dele no Grêmio. Chegou onde chegou com muita competência, honestidade, muito trabalho. Hoje, posso dizer que é um amigo que fiz no futebol. Tenho grande prazer de saber que ele conquistou tudo isso e pude ajudar um pouquinho no momento em que ele veio para o Vasco. Ele balançou um pouco em sair lá do Sul, mas naquele momento eu falei: "Cara, é a tua oportunidade". Hoje, em muitos momentos, ele demonstra gratidão por isso. Não fiz nada demais, só indiquei, pois achei que era um grande profissional. Fico feliz com o sucesso dele.

Ronaldo - Esse para mim é o ídolo maior. História de superação. Representou muito bem o nosso país e continua representando.
Reinaldo Pitta - Não o conheço para falar dele como pessoa, agente, nunca tive relação com ele. Não tenho o que falar.
Marco Polo Del Nero (presidente da Federação Paulista de Futebol) - Mesma forma.

José Maria Marin (presidente da CBF) - Sou novo, né? Esse senhor acho que tem 80 anos. O que sei é pela imprensa as coisas que têm aparecido do passado, que eu não conhecia. Desejo sorte a ele, que possa ajudar a ganhar a Copa do Mundo para gente. De resto, nunca estive com ele. Também não tenho vontade de estar.
Andrés Sanches (ex-presidente do Corinthians) - Revolucionário. Cara que mudou a história do Corinthians, mostrou o grande comandante que é. Posso falar que é um dos grandes amigos que fiz no futebol.

FONTE:
http://globoesporte.globo.com/futebol/noticia/2013/03/carlos-leite-abre-o-jogo-sobre-relacao-com-clubes-e-nega-poder-na-selecao.html

Sorriso da sorte: aparelho rosa vira amuleto para Dória no Botafogo


Zagueiro, que ouviu pedido de Mauricio Assumpção para mudar o acessório bucal, convenceu o presidente a mudar de ideia

Por Fabio Leme Rio de Janeiro

Dória Botafogo (Foto: Fabio Leme)Dória exibe sorriso cor de rosa (Foto: Fabio Leme)

Dória sentiu na pele a razão de o Botafogo ser conhecido como um time de torcedores apaixonados e supersticiosos. Depois que chegou ao clube em 2009, o zagueiro teve, na prática, a prova do quão intensa pode ser uma fé, tudo por causa de um aparelho cor de rosa. Tudo começou na semifinal da Taça Guanabara, quando Botafogo e Flamengo se enfrentaram no Engenhão. Naquela ocasião, o zagueiro, que tinha a árdua missão de substituir o xerife Antônio Carlos, lesionado, e marcar o artilheiro do campeonato, Hernane, estava utilizando seu aparelho dentário fixo. Ele estreava uma borracha rosa que ajuda a fixar o acessório na boca.
Até aquele momento, o Glorioso jamais havia vencido o clube da Gávea no estádio, mas a escrita foi derrubada com os gols de Júlio Cesar e Vitinho, que levou os alvinegros até a final, desbancando o time de melhor campanha da primeira fase e que jogava pelo empate.

Na semana da finalíssima com o Vasco, durante um treinamento em General Severiano, o zagueiro recebeu a visita do presidente Maurício Assumpção, que reparou no aparelho. Ao ver o sorriso "cor de rosa" de Dória, o dirigente alvinegro brincou.

- Você não vai jogar a final com esse aparelho rosa, né? - perguntou Maurício.

Dória ponderou.
- Presidente, eu já utilizei esse aparelho contra o Flamengo - explicou.
Tinha o hábito de usar um branco ou transparente, mas agora vou manter o rosa mesmo"
Dória

De bate-pronto, Maurício mudou de ideia.

- Você vai jogar sim. Não tira isso não - completou Assumpção.

Coincidência ou não, a verdade é que o Botafogo foi o campeão com um gol de Lucas, aos 35 minutos do segundo tempo. Mesmo não sendo supersticioso, Dória garante que vai continuar utilizando o aparelho.

- Tinha o hábito de usar um branco ou transparente, mas agora vou manter o rosa mesmo - garantiu o zagueiro, que recebeu elogios até dos amigos - Eles disseram que ficou legal, acharam maneiro - revelou.
Os supersticiosos alvinegros agradecem.

FONTE:
http://globoesporte.globo.com/rj/futebol/campeonato-carioca/noticia/2013/03/sorriso-da-sorte-aparelho-rosa-vira-amuleto-para-doria-no-botafogo.html

Marcelo Mattos enaltece o espírito vencedor do Botafogo versão 2013


Com a chegada de reforços experientes, volante confessa, que diferente das outras temporadas, atual grupo pensa grande e projeta títulos

Por Fabio Leme Rio de Janeiro

Marcelo Mattos treino Botafogo (Foto: Guito Moreto / Agência O Globo)Marcelo Mattos disputa com Cidinho no treino do Botafogo (Foto: Guito Moreto / Agência O Globo)

Sentimento de campeão, é isso que Marcelo Mattos garante ter no Botafogo na sua terceira temporada no clube. Apesar de um bom desempenho em outras competições, o volante confessou que sentia a falta de um espírito vencedor, fator que não o perturba mais com o atual elenco.
- O sentimento que eu estou tendo agora é o de uma equipe vencedora. Já fui campeão no São Caetano, no Corinthians, então eu sinto esse ambiente vencedor. Eu estava muito preocupado com o ambiente, mas agora estou muito feliz - declarou Marcelo, que pontuou as novas contratações como primordiais para o sucesso atual do time.

- Os jogadores que chegaram trouxeram esse espírito de campeão, que, para mim, estava faltando aqui. Aquilo de acreditar na coisa – completou.
A qualidade somada a versatilidade dos jogadores do atual elenco faz o atleta acreditar nas conquistas do Campeonato Brasileiro e da Copa do Brasil.

- Vamos brigar pelos primeiros lugares. Talvez ainda precisamos de uma contratação, mas tenham certeza que vamos brigar pelo título brasileiro e, principalmente, da Copa do Brasil – garantiu Marcelo.

Para conquistar esses objetivos, Marcelo diz entender que o Engenhão tem que ser um diferencial e pede a presença do torcedor em maior número.
- Temos que acreditar que o Engenhão é a nossa casa, não podemos perder partidas. Temos que vencer, ganhar sete, empatar duas e perder uma aqui ou outra ali, pensar em ganhar títulos para o Botafogo e começar a encher esse Engenhão – finalizou.

A cada dia que passa Marcelo Mattos se identifica mais com a torcida. Ele é o quarto atleta do atual elenco com o maior número de jogos pelo clube. Foram 97 e um gol.

20/03/2013 10h33 - Atualizado em 20/03/2013 12h59 Alonso ironiza rival RBR: 'Fazer o melhor não é uma de suas virtudes'


Após superar Vettel na Austrália, espanhol da Ferrari diz que alemão teve dificuldade para conquistar títulos, apesar de carro 'um segundo mais rápido'

Por GLOBOESPORTE.COM Sepang, Malásia



Mal começou a temporada 2013 da Fórmula 1 e Fernando Alonso deixou de lado o clima "paz e amor" e já deu a largada para a “guerra psicológica”.  Após chegar em segundo no GP da Austrália, vencido por Kimi Raikkonen (Lotus), o piloto da Ferrari havia dito que bater a dupla da RBR, Sebastian Vettel e Mark Webber, tinha "sabor de vitória". Já na Malásia para a segunda etapa, no próximo domingo, o bicampeão voltou a provocar os rivais.

- A RBR ganhou dois de seus últimos títulos na última corrida, isso porque eles tinham um carro que era um segundo mais rápido que os outros. Aproveitar o máximo o que eles tem não é uma de suas virtudes. Não peço um carro que seja um segundo mais veloz, mas um que possamos lutar com eles – disse, sarcástico, em entrevista ao jornal espanhol "El Pais".

Apesar de vitória de Kimi Raikkonen (Lotus), Fernando Alonso (Ferrari) dispara suas provocações ao seu algoz dos últimos anos, Sebastian Vettel (RBR) (Foto: Getty Images)Apesar de vitória de Kimi Raikkonen (Lotus) no GP da Austrália, Fernando Alonso (Ferrari) dispara suas provocações ao seu algoz dos últimos anos, Sebastian Vettel (RBR) (Foto: Getty Images)

Alonso relembra as conquistas de seu algoz Vettel em 2010 e 2012. Nas duas ocasiões, o jovem prodígio da RBR levou a melhor sobre o espanhol na última etapa do ano. Apenas em 2011, o tricampeão faturou a taça com mais tranquilidade. Provocar Vettel é um dos “esportes” favoritos do piloto da Ferrari. No ano passado, Alonso declarou diversas vezes que seu maior rival era o projetista da RBR, Adrian Newey, ao invés do alemão.


No GP da Austrália do último domingo, o espanhol largou em quinto, mas conseguiu chegar em segundo, logo à frente de Vettel, que havia partido na pole. Alonso ironizou a queda diferença de rendimento dos carros da RBR dos treinos para as corridas.

- O carro deles é o de sempre, terminam os treinos normalmente em primeiro e segundo. Mas depois sempre acontece algo na corrida. É na largada, outras vezes falta de confiabilidade e outras o desgaste dos pneus. Nesse último fim de semana, parecia que iam dominar tudo, mas terminaram em terceiro – analisou.

fernando alonso anda de bicicleta no circuito de Sepang GP da Malásia (Foto: Agência Reuters)Já na Malásia, Alonso pedala no circuito de Sepang de olho na corrida do próximo domingo (Foto: Reuters)

Apesar de deixar claro que seus grandes rivais atendem pelos nomes de Sebastian Vettel e RBR, Alonso não deixou de mostrar surpresa e preocupação com o desempenho da Lotus de Kimi, vencedor em Melbourne.

- Lotus assusta porque está tremendamente competitiva e porque já lutaram pelo último campeonato. Hoje, seus carros desgastam menos os pneus que o nosso. Apesar de tudo, prefiro que ganhe Kimi do que uma RBR – completou.

fernando alonso ferrari gp da austrália (Foto: Agência Reuters)Na 
Austrália, espanhol levou a melhor sobre Vettel (Foto: Reuters)

O próximo encontro entre Alonso, Vettel e Raikkonen será neste fim de semana. O GP da Malásia, será disputado de 22 a 24 de março. A TV Globo transmite ao vivo a corrida, às 5h de domingo, e o treino classificatório, às 5h de sábado (horários de Brasília). O SporTV exibe os treinos livres a partir das 23h de quinta-feira.

FONTE:

http://globoesporte.globo.com/motor/formula-1/noticia/2013/03/alonso-ironiza-rival-rbr-fazer-o-melhor-nao-e-uma-de-suas-virtudes.html

Fernando Baiano perde 10 kg e vira artilheiro do Paulista no time de Lula


Ex-Corinthians, atacante é o destaque do São Bernardo e lidera a lista de goleadores do campeonato: já balançou as redes sete vezes

Por Leo Bianchi São Bernardo do Campo, SP


Com direito até a gol de bicicleta, Fernando Baiano é um dos destaques deste Campeonato Paulista. Ex-atacante do Corinthians e artilheiro da Taça Libertadores de 1999, ele atualmente é o camisa 9 do São Bernardo e tem sido fundamental na boa campanha do time que tem como torcedor ilustre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Mas para mostrar serviço, o jogador de 34 anos precisou fechar a boca: ele emagreceu dez quilos desde sua chegada ao clube. Nesta quarta-feira, ele será titular contra o São Paulo, no ABC, às 22h.

- O que acontece é que fiquei cinco meses sem jogar, porque fiquei quatro anos nos Emirados e o contrato acabou no meio do ano passado. Ou seja, são cinco, seis meses sem atividade, treinando à parte, jogando bola com os amigos. Não tem como não engordar – argumenta o centroavante.

Fernando Baiano treino São Bernardo (Foto: Leo Bianchi)Além de treinar forte, Fernando Baiano precisou fechar a boca para emagrecer (Foto: Leo Bianchi)

Fernando Baiano ficou oito temporadas fora do Brasil, acumulando passagens por Espanha e Emirados Árabes Unidos. No ano passado, decidiu voltar ao futebol brasileiro e acertou com o São Bernardo. Foi quando começou a batalha com a balança.

Ele chegou com 98 kg e hoje apresenta 88 kg"
Deivid Marques,preparador físico

- Ele chegou com 98 kg e hoje apresenta 88 kg. De novembro até a estreia no campeonato, a gente colocou as rotinas de treinamento. A vontade dele é a parte mais importante a destacar, a vontade de perder esses quilos e voltar a atuar em alto nível aqui no Brasil – disse Deivid Tadeu Marques, preparador físico do São Bernardo.

O atacante é um dos artilheiros do Paulista com sete gols. Um deles chamou a atenção: contra o São Caetano, no dia 3 de fevereiro, ele fez um golaço de bicicleta na goleada por 4 a 1.

- Eu perdi peso... É só perguntar para os profissionais daqui, que são excelentes, e ver no dia a dia o quanto eu estou jogando. Estou fazendo gol e não é à toa – orgulha-se o camisa 9.

Para vencer a balança, Fernando Baiano precisou suar em campo e se controlar fora dele. Os churrascos com os amigos e o clima de férias acabaram assim que ele assinou com o São Bernardo.

- Era excesso de doce, massas... Muito churrasco, curtindo umas férias. Aí a gente passou a regrar a alimentação dele. Basicamente, (ele está comendo) salada, está se alimentando muito bem – comentou Natalia Todesco Fiori, nutricionista do clube.


fernando baiano SÃO BERNARDO X SÃO CAETANO (Foto: Anderson Gores/ABCDIGIPRESS/Agência Estado)Fernando Baiano em ação contra o São Caetano (Foto: Anderson Gores/ABCDIGIPRESS/Agência Estado)

- A nossa maior preocupação era essa readaptação diminuindo a possibilidade de ter lesão. E, sem dúvida, essa perda é significativa até pra um atleta – emendou o fisiologista Luciano Capelli.

Nesta quarta-feira, além de receber o apoio da torcida do São Bernardo, Fernando Baiano deve ganhar o “empurrão” de alguns corintianos no duelo contra o São Paulo. Sua passagem pelo Parque São Jorge, quando foi artilheiro da Libertadores de 1999 com seis gols, até hoje rende a simpatia dos alvinegros.

- O torcedor corintiano tem um carinho especial quando eu saio na rua, então agora é dar sequência aqui na minha volta ao Brasil.