quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Torcedores invadem CT do Goiás para assistir a treino do Botafogo


Pelos fundos, cerca de 30 alvinegros conseguem entrar e acompanham a atividade sentados na arquibancada ao lado do campo

Por Thales Soares Direto de Goiânia

Torcedores do Botafogo em Goiânia se esforçaram para ver de perto seus ídolos, principalmente sabendo da presença de Seedorf na cidade para o confronto com o Atlético-GO no Serra Dourada. Sem conseguir passar pelo portão principal, cerca de 30 alvinegros deram a volta no terreno e invadiram o centro de treinamento do Goiás pelos fundos. Acomodaram-se na arquibancada ao lado do campo e pouco se manifestaram. A comissão ténica não tomou qualquer atitude contrária à permanência dos torcedores, que ao final do treino pegaram autógrafos de jogadores, principalmente do goleiro Jefferson.


Na oitava posição do Brasileiro, com 20 pontos, o Botafogo pega o penúltimo colocado Atlético-GO (nove pontos), às 18h30m deste sábado, em partida válida pela 14ª rodada.


Torcida do Botafogo no CT do Goias (Foto: Thales Soares / Globoesporte.com)Torcedores do Botafogo acompanham treino no CT do Goiás (Foto: Thales Soares / Globoesporte.com)

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Londres, dia 6: Mayra, aos 21 anos, ainda é uma adolescente olímpica


Judoca conquista bronze e faz Brasil quebrar seca de quatro dias sem medalhas. Derrotas no vôlei e no basquete são decepções do dia

Por Alexandre Alliatti Rio de Janeiro

Este texto, por favor, não tem qualquer pretensão mística – sob pena de soar charlatão. Mas é engraçado como o número quatro costuma passar uma ideia de ciclo. São assim as quatro estações do ano, as quatro fases da lua, os quatro períodos do dia. E os quatro estágios da vida – infância, adolescência, idade adulta e velhice. Mayra Aguiar, que nesta sexta-feira completa apenas 21 anos, está acostumada a medir seu tempo em ciclos olímpicos – que duram justamente quatro anos. E ela, fazendo um cálculo simples, deve disputar quatro Olimpíadas ao longo da vida. Em sua existência de atleta, viveu a infância em Pequim, quando, ainda engatinhando, foi eliminada já na primeira luta. E experimentou a adolescência agora, em Londres. Que nos preparemos: a nova medalhista olímpica brasileira tende a chegar aos Jogos do Rio, em 2016, como uma adulta pronta para o ouro.


Nesta quinta-feira, no instante em que derruba, com um ippon, a holandesa Marhinde Verkerk e garante o bronze, é interessante a expressão de Mayra. Ela não entra em um pranto eufórico, como Felipe Kitadai, outro dono de um bronze. Também não faz uma careta de choro, caso de Sarah Menezes, por enquanto proprietária de nosso único ouro em Londres. Mayra, não: ela sorri. Abre um sorriso alegre, claro, mas longe de ser extravagante. É serena. E é serena porque sabe que ainda está em fase de crescimento no esporte, porque sabe que a vida adulta dentro do tatame ainda está por vir. E aí o bronze de hoje pode ser o ouro de amanhã.


O sexto dia das Olimpíadas de 2012 serviu para quebrar a seca de medalhas. Desde sábado, o Brasil estava órfão de pódios. Estávamos com saudade. Fazia tempo. Fazia exatamente... quatro dias.


Judô mayra aguiar brasil Marhinde Verkerk holanda londres 2012 (Foto: Agência AFP)Mayra sorri com a serenida de quem sabe que ainda tem muito pela frente (Foto: Agência AFP)

O tiquetaquear da medalhista
Mayra tem uma relação peculiar com o tempo. Ela parece acelerar os relógios da vida. É precoce. Com 15 anos, já tinha uma medalha em Mundiais Sub-20 – é a única atleta a ter quatro pódios na categoria. Foi a Pequim com apenas 16. E não gosta de ver os ponteiros correrem sem que estejam tiquetaqueando segundos de treinamento. Os episódios que acontecem fora do tatame são pequenas partículas que circulam em volta de um núcleo: o judô.

Judô mayra aguiar brasil Marhinde Verkerk holanda londres 2012 (Foto: Agência Reuters)O golpe da vitória contra a holandesa: foram quatro
dias sem medalhas  (Foto: Agência Reuters)

Ela cresceu treinando ao lado de feras do naipe de João Derly e Tiago Camilo. Foi com eles para Pequim, como uma espécie de mascote da turma – mas uma mascote que, sabiam todos, viraria bicho dos grandes. Porque ela treina forte: trabalhos físicos pela manhã, fisioterapia à tarde, atividades técnicas à noite. Não gosta de perder tempo.


Veja só: a menina morava no bairro Azenha, em Porto Alegre, e desde sempre treina na Sogipa (Sociedade de Ginástica Porto Alegre), um dos principais clubes da cidade. Ela levava cerca de meia-hora para ir e voltar dos treinos. E se irritava com o tempo perdido. Para otimizar o processo, pediu para morar ao lado do local de trabalho. Foi atendida. Vai saber se esses minutos diários ganhos não renderam aqueles detalhes que resultam em uma medalha, não é mesmo?
Cielo, vôlei de praia e boxe dão boas perspectivas


Agora a questão é saber quantos outros pódios, feito o de Mayra ou superiores a ele, virão. A quinta-feira deixou boas perspectivas. Cesar Cielo mostrou que, passados quatro anos do ouro em Pequim, continua sendo um monstro nos 50m livre. Ele avançou para a final com o melhor tempo do dia – empatado com o americano Cullen Jones. Bruno Fratus também foi muito bem: o quarto melhor, dando sinais de que é outro que pode ir ao pódio.


Cesar Cielo cullen jones  londres 2012 olimpiadas (Foto: Getty Images)Cesar Cielo e Cullen Jones chegam juntos nas semifinais dos 50m livre (Foto: Getty Images)

Thiago Pereira também fez bonito, mas parou em seu limite máximo em uma prova complicadíssima. Nos 200m medley, ficou em quarto, atrás do fenômeno Michael Phelps, de seu compatriota Ryan Lochte e do húngaro Laszlo Cseh. Já Kaio Márcio foi eliminado nas eliminatórias dos 100m borboleta.

talita maria elisa vôlei de praia (Foto: Reuters)Talita e Maria Elisa vencem mais uma em Londres
(Foto: Reuters)

O vôlei de praia brasileiro cheira a medalhas. Nesta quinta-feira, o país fechou de forma impecável a primeira fase da disputa. Nenhuma dupla verde-amarela perdeu na etapa de classificação. Foram 12 vitórias em 12 jogos. Desta vez, os triunfos foram de Maria Elisa e Talita e de Alison e Emanuel. Elas superaram as australianas Bawden e Palmer por 2 sets a 1 (18/21, 21/16 e 15/9). E eles bateram os italianos Nicolai e Lupo por 2 sets a 0, parciais de 26/24 e 21/18.
No boxe, outra boa notícia. Esquiva Falcão bateu forte em Soltan Migitinov, do Azerbaijão, e foi às quartas de final da categoria peso-médio. Ganhou por 24 a 11. Está a uma vitória de garantir uma medalha. O adversário na próxima fase, segunda-feira, é o húngaro Zoltan Harcsa.
Quem também está perto de outra medalha olímpica é a dupla formada por Robert Scheidt e Bruno Prada na vela. Eles fecharam mais um dia na segunda colocação da classe Star, mas se distanciaram dos líderes, os britânicos Iain Percy e Andrew Simpson. Os anfitriões somaram um primeiro e um segundo lugares nesta quinta, enquanto os brasileiros foram terceiros em uma regata e quintos em outra.


Derrotas nos esportes coletivos
Dante, seleção de Vôlei, Brasil x EUA (Foto: Agência AFP)Dante lamenta: Brasil perde para os EUA no vôlei
(Foto: Agência AFP)

O problema esteve nos esportes coletivos. A exemplo do que aconteceu com Mayra, derrotada por uma americana (abaixo, leia mais sobre Kayla Harrison), e de Thiago Pereira, batido por Phelps e Lochte, o vôlei masculino foi superado pelos Estados Unidos. Perdeu por 3 sets a 1 (23/25, 27/25, 25/19 e 25/17). Foi a primeira derrota do time de Bernardinho no torneio.
O basquete também sofreu um golpe duro. Faltando menos de seis segundos para o fim da partida, com o Brasil à frente no placar, o russo Vitaliy Fridzon resolveu arriscar, pela primeira vez no jogo, um arremesso de três pontos. E acertou. Assim, transformou a vitória brasileira em derrota. Doeu olhar no placar e constatar: 75 a 74. A ressalva é que foi o primeiro insucesso do time de Rubén Magnano na competição.


fridzon brasil x rússia basquete londres 2012 olimpiadas 2 (Foto: Reuters)Russo Vitaliy Fridzon arremessa para os três pontos da vitória sobre o Brasil (Foto: Reuters)

No tênis, a dupla brasileira formada por Bruno Soares e Marcelo Melo não conseguiu passar das quartas de final. Eles perderam para os franceses Jo-Wilfried Tsonga e Michael Llodra por 2 sets a 0, parciais de 6/4 e 6/2. Foi a melhor campanha de uma dupla do país nas Olimpíadas.
Vovô do hipismo, recorde e superação


Hiroshi Hoketsu cavaleiro hipismo (Foto: Blog)Hiroshi Hoketsu, 71 anos: preocupado com a idade
do cavalo (Foto: Blog)
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Hiroshi Hoketsu foi o 17º melhor do dia no hipismo. É um japonês. Não seria grande feito se ele não tivesse 71 anos. É a terceira vez que ele disputa os Jogos. Participou em 1964, em Tóquio, e em 2008, em Pequim. Questionado sobre a chance de também participar das Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro, ele deu uma resposta um tanto curiosa: “Acho que não. Meu cavalo estará muito velho”.


O cavaleiro se classificou também para os Jogos de 1988, em Seul. Mas não participou da disputa, porque seu cavalo da época se machucou. Pois foi justamente naquela edição das Olimpíadas que o time de basquete do Brasil estabeleceu o recorde de pontos da história olímpica, na vitória de 138 a 85 sobre o Egito. Mas a marca desabou nesta quinta. Os Estados Unidos fizeram 156 a 73 na Nigéria e entraram para a história do esporte.

O dia também foi marcante para os americanos na ginástica. Gabrielle Douglas, de 16 anos, chamada de “esquilo voador”, levou o ouro na competição individual geral. A prata e o bronze ficaram com as russas Victoria Komova e Aliya Mustafina.
Na esgrima, quem brilhou foi uma italiana. Valentina Vezzali conquistou sua sexta medalha de ouro, um recorde no esporte. Ela ajudou seu país a ganhar a disputa por equipes no florete feminino.


judô Abigel Joo Hungria Daria Pogorzelec polônia londres 2012 (Foto: Agência Reuters)Húngara Abigel Joo dá golpe final mesmo mal
conseguindo caminhar (Foto: Agência Reuters)

A quinta-feira ainda reservou episódios de superação. E ambos com mulheres judocas. A húngara Abigel Joo surpreendeu ao conquistar o bronze com uma lesão que quase a impedia de caminhar. Ela perdia a luta contra a polonesa Daria Pogorzelec por dois yukos. A adversária, respeitosa, não atacava sua perna machucada. E acabou se dando mal. Abigel Joo aplicou um ippon nela, em uma das viradas mais marcantes dos Jogos. O público aplaudiu a judoca de pé.
Mas a grande vitoriosa do dia nos tatames foi mesmo Kayla Harrison. A algoz de Mayra Aguiar chegou ao ouro depois de superar um grave problema pessoal. Quando tinha 13 anos, ela começou a ser abusada sexualmente por seu treinador, Daniel Doyle, que a acompanhava desde quando tinha oito anos. A judoca só contou o caso a seus pais três anos depois do ocorrido. Doyle foi parar na cadeia, condenado a dez anos de prisão – talvez o lugar mais distante possível de um topo de pódio olímpico, o lugar onde Harrinson chorou nesta quinta, desta vez de alegria.


Judoca americana Kayla Harrinson (Foto: Agência AFP)Kayla Harrinson, abusada sexualmente na infância, chora no pódio (Foto: Agência AFP)

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Implacável, Serena não cede quebras, arrasa Wozniacki e avança às semis


Americana, que só perdeu 13 games em todo o torneio olímpico, atropela a número 8 do mundo com direito a pneu: 2 sets a 0, com parciais de 6/0 e 6/3

Por GLOBOESPORTE.COM Londres

Serena Williams só perdeu três vezes na atual temporada, e uma das derrotas foi justamente para a dinamarquesa Caroline Wozniacki, 8ª do ranking, no WTA de Miami. Exatamente por isso, a expectativa era de uma partida equilibrada na grama de All England Club, pelas quartas de final dos Jogos Olímpicos de Londres. Mas a número 4 do mundo e pentacampeã do Torneio de Wimbledon mostrou porque é uma das principais candidatas à medalha de ouro nas simples, honraria que ainda não possui. Com direito a pneu, arrasou Wozniacki em apenas 1h17m e garantiu vaga nas semifinais: 2 sets a 0, com parciais de 6/0 e 6/3.


Serena Williams quartas final olimpíada Londres 2012 (Foto: AFP)Serena não tomou conhecimento de Wozniacki e garantiu vaga nas semis das Olimpíadas (Foto: AFP)

Nas quatro partidas que disputou até aqui na competição, Serena perdeu apenas 13 games. Para confirmar a vitória desta quinta-feira, anotou 30 bolas indefensáveis contra apenas sete de Wozniacki, que apresentou serviço bem abaixo do normal e não conseguiu sequer ameaçar o saque da rival.
Em grande forma, Serena atropelou a dinamarquesa no primeiro set. Com três aces e aproveitamento de 89% dos pontos no primeiro serviço, a americana não deixou que Wozniacki trabalhasse o saque. Sem sequer ser ameaçada com breaks, a número 4 do mundo disparou 13 bolas vencedoras contra apenas uma da rival, e confirmou um sonoro pneu: em apenas 28 minutos de partida, mostrou-se implacável e cravou 6/0.


Perdida em quadra, Wozniacki até tentou reagir na etapa seguinte, e fez jogo duro em alguns games. A dinamarquesa confirmou seu primeiro serviço da partida no segundo game do set, para igualar o placar em 1/1. Mas o dia era de Serena, que devolveu o break logo em seguida e tomou as rédeas da partida: 3/1. Wozniacki cometeu erros bobos e facilitou o trabalho da americana, que mais uma vez dominou o saque e não teve o serviço ameaçado pela oponente. Assim, administrou a quebra de vantagem até o fim, para confirmar a vitória por 6/3.


Na próxima fase, Serena terá pela frente a bielorrussa Victoria Azarenka, que mais cedo despachou Angelique Kerber, da Alemanha, por 2 sets a 0, com 6/4 e 7/5.

Kvitova cai diante de Kirilenko e está fora das Olimpíadas

Número 6 do mundo, a tcheca Petra Kvitova abusou dos erros, não resistiu ao tênis da russa Maria Kirilenko, atual 15ª do ranking, e acabou eliminada nas quartas de finais do torneio olímpico, na Quadra 2 de Wimbledon. Com 21 erros não forçados, Kvitova não ofereceu riscos ao saque da rival, que conseguiu apenas uma quebra na partida. Mesmo anotando oito aces, a tcheca foi incostante durante toda a partida e foi sueperada por Kirilenko, que agora terá pela frente nas semis a vencedora do duelo entre a conterrânea Maria Sharapova e a belga Kim Clijsters.

FONTE:
http://globoesporte.globo.com/olimpiadas/noticia/2012/08/implacavel-serena-nao-cede-quebras-arrasa-wozniacki-e-vai-semis.html

Soares e Melo param diante de franceses dão adeus a Londres


Dupla brasileira é eliminada nas quartas de final das Olimpíadas de 2012

Por GLOBOESPORTE.COM Londres

Bruno Soares e Marcelo Melo não passaram das quartas de final de duplas nas Olimpíadas de Londres 2012. Diante dos ótimos saques e das devoluções agressivas dos franceses Jo-Wilfried Tsonga e Michael Llodra, os brasileiros encontraram dificuldades e sucumbiram por 6/4 e 6/2.
Eliminados, os mineiros deixam Londres com a melhor campanha de uma dupla do país nas Olimpíadas. De quebra, Soares e Melo também trazem dois recordes olímpicos estabelecidos na quarta-feira, na vitória dramática sobre os tchecos Radek Stepanek e Tomas Berdych.
O primeiro set foi parelho, à exceção do sétimo game. Sacando em 3/3, Marcelo Melo cometeu duas duplas faltas e viu Tsonga acertar, desajeitado, uma devolução vencedora. Os franceses conseguiram a quebra e não deram chances aos brasileiros. Pouco depois, Llodra e Tsonga completaram o 6/4 e fecharam a parcial.


O segundo set também não começou bem para os brasileiros. Logo game inicial, mais uma vez no serviço de Melo, os franceses encaixaram boas jogadas e forçaram erros do sacador mineiro. Em um rali junto à rede, Melo fez um golpe de vista errado e viu a bola quicar dentro da quadra. O ponto significou a quebra de saque para os franceses.


As boas devoluções francesas seguiam fazendo estrago e, no terceiro game, foi a vez de Bruno Soares cometer uma dupla falta e ceder o serviço. A nova quebra deu a vantagem de 3/0 para Llodra e Tsonga, que dispararam na frente e mantiveram a liderança até o fim.


Classificados, Llodra e Tsonga vão enfrentar nas semifinais os espanhóis David Ferrer e Feliciano López, que avançaram com vitória sobre os croatas Marin Cilic e Ivan Dodig por duplo 6/4.

FONTE:
http://globoesporte.globo.com/olimpiadas/noticia/2012/08/soares-e-melo-param-diante-de-franceses-dao-adeus-londres.html

Competente e sortudo, Federer bate Isner e vai às semifinais em Londres


Número 1 do mundo ganha jogo com bola que toca na fita e mata adversário

Por GLOBOESPORTE.COM Londres

Além de mais preciso durante toda a partida, Roger Federer contou com uma boa dose de sorte para fechar seu duelo com o americano John Isner nesta quinta-feira, nas quartas de final das Olimpíadas de Londres 2012. No tie-break e com um match point no serviço do rival, o suíço devolveu mal o saque, mas viu sua bola tocar na fita e morrer do lado do adversário, decidindo a fatura. Por 6/4 e 7/6(5), o número 1 do mundo garantiu, assim, seu lugar nas semifinais.


Roger Federer tênis Londres 2012 Olimpíadas quartas (Foto: Reuters)
Federer se desculpa após o golpe de sorte que decidiu a partida (Foto: Reuters)

Em busca da sonhada medalha de ouro olímpica que falta em seu currículo, Federer terá pela frente na próxima fase o argentino Juan Martín del Potro (9 do mundo), que avançou ao superar o japonês Kei Nishikori (17) por 6/4 e 7/6(4). O retrospecto até hoje é amplamente favorável ao líder do ranking. Em 14 confrontos, Federer derrotou Del Potro 12 vezes.


Federer e Isner fizeram um jogo típico. Enquanto o americano tentava se impor com seus saques, o suíço buscava deslocar o rival grandalhão de um lado para o outro da quadra. O número 1 teve as primeiras chances de quebra, que vieram no nono game. Isner escapou de dois break points, mas errou uma direita muito fácil junto à rede e cedeu a quebra.


O favorito não teve facilidade para confirmar o saque e fechar o set. Ao encaixar uma devolução vencedora de direita na paralela, Isner chegou a um break point. No ponto seguinte, porém, o americano arriscou outro retorno de saque e mandou a bolinha na rede. Dois pontos depois, Federer confirmou o serviço e fechou o set.


A segunda parcial não foi muito diferente, a não ser pelo fato de que Isner conseguiu salvar o único break point que encarou. O americano, por sua vez, não obteve chances no serviço do número 1, e a decisão foi para o tie-break. No game de desempate, o equilíbrio prevaleceu. Nos pontos decisivos, porém, Federer foi preciso e, depois, sortudo. Primeiro, com o placar em 5/5, encaixou um ace para chegar ao match point. Depois, viu uma devolução de saque ruim tocar na fita e morrer do lado de Isner, decidindo a partida em 2 sets a 0.

FONTE:
http://globoesporte.globo.com/olimpiadas/noticia/2012/08/competente-e-sortudo-federer-bate-isner-e-vai-semifinais-em-londres.html

Sina sonora: ‘Allez les bleus!’ embala nova derrota do Brasil para França


Música da derrota na final da Copa de 98 volta a ecoar no tênis. Tsonga, que também eliminou Bellucci, é o carrasco da vez em jogo com curiosidades

Por Cahê Mota Londres

Tsonga após ser carrasco do Brasil, Tênis (Foto: Cahê Mota / Globoesporte.com)O tenista francês Tsonga é o carrasco da vez
(Foto: Cahê Mota / Globoesporte.com)

Uma trilha sonora irritante, repetitiva e com recordações trágicas. Quando Bruno Soares e Marcelo Melo entraram na modesta quadra 18 do All England Club, em Wimbledon, para enfrentarem Jo-Wilfried Tsonga e Michael Llodra, pelas quartas de final do torneio de duplas dos Jogos Olímpicos, o barulho das arquibancadas preocupava: “Allez les bleus! Allez les bleus!”. Ao som dessa frase, o Brasil deu adeus a três Copas do Mundo no futebol, e agora também “ouviu” o ponto final da participação no tênis em Londres 2012. Tsonga, algoz também de Thomaz Bellucci no simples, foi o carrasco da vez, em partida vencida por 2 a 0 (6/4 e 6/2) marcada por curiosidades.


Antes, porém, fiquemos restritos ao pesadelo azul da dupla brasileira, que não se encontrou em quadra e errou muito. Talvez por nervosismo, talvez assolada por lembranças francesas traumatizantes. Certamente não por cansaço. Isso porque essa seria a desculpa do Platini, Zidane ou Henry (são tantos os carrascos franceses) da vez. Tsonga chegou para o jogo pouco mais de uma hora após ser batido por Novak Djokovic na quadra central, e ainda assim deu show com saques fulminantes e deixadinhas precisas que levantaram a maioria francesa e, claro, ficaram soar o “Allez les Bleus! Allez les Bleus”.


Pelo menos desta vez os franceses pouparam a torcida brasileira do não menos traumatizante “Um, dois, três a zero!”, que virou moda depois da final da Copa de 98. A colher de chá, entretanto, não foi suficiente para aliviar a frustração do empresário paulista Márcio Delgado:
- É sempre a mesma coisa. Perdemos para eles de novo. Não aguento mais - disse com um sorriso no rosto que demonstrava resignação e frustração.




Torcedor francês vestido de galo, Tênis (Foto: Cahê Mota / Globoesporte.com)Francês vestido de galo torce por Tsonga em
Wimbledon (Foto: Cahê Mota / Globoesporte.com)

Já o “galo” francês Ben Maffe tirou onda. Vestido com uma fantasia do animal que é símbolo da seleção de futebol, o torcedor que mora em Estrasburgo brincou:


- Nos sentimos confortáveis contra o Brasil, né? Tenho 22 anos e lembro bem de tudo que Zidane fez, Henry... E agora ganhamos de novo (risos).


Nem só das provocações e da repetição de uma sina foi feita a vitória francesa, entretanto. Em pouco mais de uma hora de jogo, alguma situações curiosas foram presenciadas:


Quadra histórica
Apesar de modesta, a quadra 18 ostenta uma marca histórica: foi palco do jogo mais longo da história do tênis. Em 2010, pelo torneio de Wimbledon, o americano John Isner venceu Nicolas Mahut, da França, por 3 x 2, com parcial de 70 a 68 no tie-break em partida com duração de 11 horas e cinco minutos.


Atraso planejado e olho nas nuvens
A partida entre franceses e brasileiros estava marcada inicialmente para as 15h30m (horário local), mas começou com atraso proposital de duas horas por conta da derrota de Tsonga para Djokovic, em partida encerrada justamente no horário marcado previamente. A situação, porém, podia causar um inconveniente: apesar do sol ter marcado presença durante o jogo, nuvens carregadas se aproximaram da quadra 18 poucos minutos antes do saque inicial, o que adiaria a partida.


Jo-Wilfried “Bolt” Tsonga
Visivelmente cansado, Tsonga chamava a atenção no posicionamento no momento dos saques do companheiro Michael Llodra. Ele ficava agachado como se estivesse em uma posição de larga para corridas de velocidade do atletismo. No fim, quem “correu” bastante mesmo foi a bola, que chegava a mais de 200km/h em seus saques.


Estilo Neymar?
Uma das gandulas que trabalhou na partida chamou a atenção pelo estilo, com características semelhantes a Neymar. Por mais que o atacante da Seleção não use mais cabelo moicano, a inglesinha ostentava o corte com uma grande mecha descolorida, além de fazer uso de um óculos nos padrões do estilo do brasileiro.


Gandula no estilo Neymar, Tênis (Foto: Cahê Mota / Globoesporte.com)Gandula com estilo Neymar chama a atenção em Wimbledon (Foto: Cahê Mota / Globoesporte.com)

Em cima da ponte
Com poucos assentos, a quadra 18 do All England Club obrigou muitos torcedores a acompanharem a partida em uma das passarelas que ligam um dos muitos ambientes do complexo. A visão privilegiada foi utilizada até mesmo por fotógrafos em busca de um melhor ângulo.

FONTE:
http://globoesporte.globo.com/olimpiadas/noticia/2012/08/sina-sonora-allez-les-bleus-embala-nova-derrota-do-brasil-para-franca.html

Harry Potter do dia: Fabi faz defesa incrível com o pé, mas Brasil perde


Líbero protagoniza lance espetacular, é muito aplaudida pela torcida, mas seleção feminina de vôlei é derrotada pela Coreia do Sul por 3 sets a 0

Por GLOBOESPORTE.COM Londres, Inglaterra

Parecia impossível para qualquer pessoa comum alcançar aquela bola. Depois de um ataque da Coreia do Sul, a bola desviou no braço de Fernanda Garay e foi para trás. Mas Fabi fez mágica. A líbero brasileira saiu correndo e, deslizando, foi quase até as placas para, com o pé direito e de costas para a quadra, mandar a bola de volta para o jogo. O Brasil ganhou o ponto, e a torcida foi ao delírio na Arena de Vôlei. Mas não adiantou muito. A seleção brasileira acabou perdendo a partida por 3 sets a 0 e ficou em situação complicada no torneio.

Fabi, Brasil x Coreia do Sul, Vôlei, Harry Potter do dia (Foto: Agência AP)Fabi se estica toda para fazer grande defesa com o pé no jogo entre Brasil e Coreia do Sul (Foto: Agência AP)

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Musas espanholas perdem na quadra, mas conquistam a arquibancada


Jogadoras de vôlei de praia atraem a atenção de torcedores e até
de voluntários. 'Gostaria de ser conhecida pela técnica', diz Lili

Por Bianca Rothier Direto de Londres

Ingressos concorridos. Arena lotada. Disputas acirradas - nem sempre do ponto de vista técnico. Na opinião de muitos torcedores, há um outro título em jogo: o de musa do vôlei de praia. Nesse quesito, as espanholas surgem como favoritíssimas. Liliana e Baquerizo perderam nesta quinta-feira para as americanas Kessy e Ross dentro de quadra, por dois sets a um. Já nas arquibancadas não teve para ninguém.


- Estou trabalhando no melhor lugar. Sem dúvida é o esporte mais bonito, literalmente. Aqui posso apreciá-las de perto. Só não consegui decidir ainda qual das espanholas é mais interessante - disse um voluntário.


Dupla espanhola vôlei de praia Liliana Fernandez e Elsa Baquerizo (Foto: Getty Images)Espanholas Liliana Fernandez e Elsa Baquerizo esbanjam charme em Londres (Foto: Getty Images)

Liliana Fernandez Steiner tem 25 anos, mede 1,78 m e pesa 75 kg. Quando não está em quadra, estuda turismo ou aproveita o tempo livre para ler e dançar. Fica contente com os elogios, mas descarta o rótulo de musa.


As pessoas deveriam dar mais valor à maneira que jogamos do que aos nossos biquínis"
Liliana Fernandez

- Em qualquer esporte, como na vida, é bom ver gente bonita. Mas aqui o mais importante são os atletas. As pessoas deveriam dar mais valor à maneira que jogamos do que aos nossos biquínis - disse Lili, como é chamada pelos amigos.


Elsa Baquerizo faz uma bela parceria com Lili. Estudante de pedagogia, ela também tem 25 anos, mas é mais alta e magra: 1,81 m e 68 kg.


- Eu gosto do meu corpo, é verdade, mas a minha prioridade não é essa - afirmou, seguindo o discurso da companheira nas quadras.


torcida da Espanha no vôlei de praia (Foto: Bianca Rothier / TV Globo)Torcida da Espanha faz festa e se encanta com a dupla de seu país (Foto: Bianca Rothier / TV Globo)

Enquanto as jogadoras tentam se esquivar do assunto, os torcedores da Espanha comemoram o título que parece mais provável.


- Elas até jogam direitinho, mas é verdade que a beleza delas nos dá um orgulho especial - provocou um fã espanhol.


O melhor resultado da carreira da dupla Liliana e Baquerizo foi um bronze no Campeonato Europeu deste ano.

FONTE:
http://globoesporte.globo.com/olimpiadas/noticia/2012/08/musas-espanholas-perdem-na-quadra-mas-conquistam-arquibancada.html

Maria Elisa e Talita completam 1ª fase perfeita para o Brasil no vôlei de praia


Brasileiras erram muito no início, mas reagem e vencem australianas por 2 sets a 1. Parcerias do país ganharam todos os 12 jogos na fase de grupos

Por GLOBOESPORTE.COM Londres

Na teoria, seria um confronto fácil. Com duas vitórias no torneio olímpico de vôlei de praia, Maria Elisa e Talita enfrentavam as australianas Bawden e Palmer, que haviam perdido as duas partidas que disputaram na competição. Porém, quando começou a partida, nesta quinta-feira, a história foi bem diferente. Nervosas, as brasileiras erraram demais no início, mas conseguiram reagir e ganharam por 2 sets a 1 (parciais de 18/21, 21/16 e 15/9). Com a vitória, Maria Elisa e Talita estão classificadas às oitavas de final com o primeiro lugar do Grupo E. Somadas, as quatro duplas brasileiras venceram as 12 partidas que disputaram na fase de grupos do vôlei de praia em Londres.


- Nós sabemos onde erramos. Temos total consciência. Foi importante ter perdido set, ter começado atrás, ter conseguido reverter, ter tido lucidez na hora certa. Agora é pensar na estratégia para os próximos jogos. E tentar não errar tanto - disse Maria Elisa.


talita maria elisa vôlei de praia (Foto: Reuters)Talita e Maria Elisa comemoram a vitória sobre as australianas no vôlei de praia (Foto: Reuters)

A partida desta quinta começou equilibrada, mas logo prevaleceu a maior tranquilidade de Bawden e Palmer, que sacaram bem e aproveitaram seguidos erros de recepção das brasileiras para abrir pequena vantagem e fechar a parcial em 21 a 18.

No segundo set, as australianas rapidamente conseguiram dois aces e abriram  4 a 1 no placar. Com seguidos erros, as brasileiras chegaram a ter cinco pontos de desvantagem, porém voltaram ao jogo e conseguiram a virada por 11 a 10. A reação assustou Bawden e Palmer, que passaram a cometer falhas em sequência, facilitando a tarefa das brasileiras, que fecharam a parcial em 21 a 16 após uma largada de Talita.


Embaladas pela virada, as brasileiras começaram bem o terceiro set e contaram com boa atuação de Maria Elisa no saque para abrir vantagem. Um bloqueio de Talita selou a vitória por 15 a 9.
- A gente entrou no ritmo delas. Elas sacaram bem, enquanto nós erramos muitos saques. Até que a gente conseguiu entender a tática delas e conseguimos controlar o jogo e pressionar - finalizou Talita.

FONTE:
http://globoesporte.globo.com/olimpiadas/noticia/2012/08/maria-elisa-e-talita-completam-1-fase-perfeita-para-o-brasil-no-volei-de-praia.html

Com braço imobilizado, Mayra critica campeã: 'Não precisava fazer aquilo'


Americana machucou a brasileira depois do último golpe nas semifinais

Por Gabriele Lomba Direto de Londres

mayra braço (Foto: Gabriele Lomba / Globoesporte.com)Mayra e o braço lesionado pela americana
(Foto: Gabriele Lomba / Globoesporte.com)


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Mayra Aguiar e Kayla Harrison já se enfrentaram dez vezes, com seis vitórias para a americana contra quatro da brasileira. A gaúcha ficou chateada por Kayla, sua principal adversária, não ter saído de cima dela antes.


- Na hora a pessoa faz tudo para ganhar. Mas foi uma "judiaria". Nem sei como está esse negócio. Procurei não mexer. Os profissionais que estavam comigo amarraram bem o braço e falaram: "Esquece isso."

FONTE:
http://globoesporte.globo.com/olimpiadas/noticia/2012/08/com-braco-imobilizado-mayra-critica-campea-nao-precisava-fazer-aquilo.html

Brasil começa bem, mas se perde e é derrotado pelos EUA no vôlei


Após vencer primeiro set, time brasileiro mostra impaciência, e americanos vencem de virada por 3 sets a 1 e se isolam na liderança do grupo

Por GLOBOESPORTE.COM Londres, Inglaterra

A seleção americana foi a que mais venceu o Brasil desde que Bernardinho assumiu o comando do time. Não que ele seja freguês dos Estados Unidos, mas haviam sido dez vitórias do adversário em 32 confrontos. Adicione mais um. Nesta quinta-feira, depois de vencer o primeiro set, os brasileiros se perderam durante a partida e foram derrotados por 3 sets a
 1 (23/25, 27/25, 25/19 e 25/17), pela terceira rodada do Grupo B dos Jogos Olímpicos de Londres.


Dante, seleção de Vôlei, Brasil x EUA (Foto: Agência AFP)Dante lamenta durante a derrota da seleção brasileira para os Estados Unidos (Foto: Agência AFP)

Com o resultado, os Estados Unidos se isolam na liderança, com três vitórias em três jogos e nove pontos somados. O Brasil divide a segunda posição com a Rússia, ambos com seis pontos. Os quatro primeiros colocados se classificam para a próxima fase.


O Brasil volta a jogar no sábado, às 18h (de Brasília), contra a Sérvia. O SporTV transmite e o GLOBOESPORTE.COM acompanha em Tempo Real. Os Estados Unidos terão a Rússia pela frente.

FONTE:
http://globoesporte.globo.com/olimpiadas/noticia/2012/08/brasil-comeca-bem-mas-se-perde-e-e-derrota-pelos-eua-no-volei-masculino.html

Sharapova enterra sonho de Clijsters e avança às semifinais em Londres


Com Kirilenko também classificada, Rússia terá medalha no tênis feminino

Por GLOBOESPORTE.COM Londres

A última participação de Kim Clijsters em Jogos Olímpicos não terminou com a sonhada medalha. A belga ex-número 1 do mundo foi eliminada de Londres nesta quinta-feira, nas quartas de final, superada pela russa Maria Sharapova. Mais agressiva em todo jogo, a atual terceira colocada no ranking aplicou 6/2 e 7/5 e passou às semifinais.
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Maria Sharapova tênis Wimbledon Londres 2012 quartas Kim Clijsters (Foto: Reuters)Sharapova vai à semi, e Clijsters dá adeus aos Jogos de Londres 2012 (Foto: Reuters)

A vitória da bela tenista garantiu uma medalha para a Rússia no tênis feminino, já que a próxima adversária de Sharapova será a compatriota Maria Kirilenko. Atual número 15 na lista da WTA, Kirilenko avançou ao surpreender e eliminar a tcheca Petra Kvitova (6) por 7/6(3) e 6/3.


Clijsters, por sua vez, segue para a última fase de sua carreira. A belga, que já anunciou sua aposentadoria para o fim desta temporada, deve fazer no US Open, em setembro, sua última partida em um torneio de grande porte.

FONTE:
http://globoesporte.globo.com/olimpiadas/noticia/2012/08/sharapova-enterra-sonho-de-clijsters-e-avanca-semifinais-em-londres.html

Timão figura entre os 10 melhores em lista da IFFHS liderada pelo Barça


Instituto divulga lista dos 400 melhores do mundo com 17 equipes brasileiras

Por GLOBOESPORTE.COM Berlim
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Alessandro Corinthians comemorando, Libertadores Campeao (Foto: Agência EFE)Campeão da Libertadores, Corinthians torna-se o
melhor brasileiro da lista (Foto: Agência EFE)

O título da Libertadores deixou o Corinthians entre os 10 primeiros colocados no ranking da Federação Internacional de História e Estatística do Futebol (IFFHS, na sigla em inglês), divulgado nesta quarta-feira. Agora, o clube paulista salta três posições e é o nono da lista, liderada pelo Barcelona novamente.


As três primeiras posições não se alteraram em relação ao ranking divulgado no mês passado, e a Universidad de Chile segue em segundo, enquanto o Real Madrid se mantém em terceiro. A novidade é o Bayern, na quarta posição. O Boca, vice-campeão da Libertadores, vem em sétimo, e o Chelsea, que faturou a última Liga dos Campeões, surge na modesta oitava colocação.
O brasileiro mais bem colocado após o Corinthians é o Vasco, em 11º após perder uma posição. Além destes dois, outros 15 clubes do país apareceram na lista, que selecionou 400 equipes. Destaques para Fluminense, Santos e Inter, entre os 50 melhores do mundo, segundo a lista.


Confira abaixo o ranking (entre parênteses a posição na lista anterior):
1º (1) Barcelona (Espanha)
2º (2) Universidad de Chile (Chile)
3º (3) Real Madrid (Espanha)
4º (5) Bayern Munique (Alemanha)
5º (4) At. Madri (Espanha)
6º (6) Boca Juniors (Argentina)
7º (7) Chelsea (Inglaterra)
8º (8) Libertad (Paraguai)
9º (12) Corinthians
10º (9) Velez Sarsfield (Argentina)
12º (11) Vasco
22º (23) Fluminense
25º (26) Santos
34º (42) Internacional
59º (55) Flamengo
102º (109) Coritiba
102º (128) Palmeiras
118º (143) Grêmio
122º (128) São Paulo
131º (143) Botafogo
164º (258) Atlético-MG
261º (258) Atlético-GO
293º (258) Figueirense
315º (296) Bahia
383º (276) Atlético-PR
383º (361) Cruzeiro


FONTE:
http://globoesporte.globo.com/futebol/futebol-internacional/noticia/2012/08/timao-figura-entre-os-10-melhores-em-lista-da-iffhs-liderada-pelo-barcelona.html

Na cidade dos pubs, cerveja invade as arquibancadas durante os Jogos


Assunto polêmico no Brasil, bebidas alcoólicas são frequentes nas instalações

Por Cahê Mota, João Gabriel Rodrigues e Lydia Gismondi Direto de Londres

Esporte e bebida alcoólica, na teoria, não combinam. Na prática, não é bem isso que se vê. Pelo menos não em Londres. A atual edição dos Jogos Olímpicos é propícia para isso. A capital inglesa é conhecida internacionalmente por ter como principais atrativos uma enorme quantidade de pubs e sua paixão pela cerveja. A chegada da competição não atrapalhou em nada neste sentido a rotina dos donos da casa. Pelo contrário. As pessoas parecem ter encontrado mais um motivo para beber. As arquibancadas das competições vivem cheias de torcedores que não largam a garrafinha da mão.


Torcedores cerveja Londres (Foto: AFP)Bebidas são liberadas nas instalações dos Jogos (Foto: AFP)

Faça chuva, faça sol. Seja pela manhã ou à noite. A qualquer hora, em disputas de qualquer modalidade, tem torcedor consumindo bebida alcoólica nas arquibancadas. Até em competições que começam cedo, como a do vôlei de praia, às 10h, é possível ver algumas pessoas com garrafa na mão. Todas as instalações têm pontos de venda de cerveja.


No Parque Olímpico, por exemplo, além das lojas, vendedores ambulantes oficiais servem os torcedores todo tempo, em todos os lugares. Durante o dia, vendem dez bolsas com 22 garrafas de plástico, com o custo de 4 libras (em torno de R$ 12) cada. E a torcida agradece a liberação..


Homem bebe cerveja na arquibancada do Centro Aquático (Foto: Lydia Gismondi / Globoesporte.com)Homem bebe cerveja na arquibancada do Centro
Aquático (Foto: Lydia Gismondi / Globoesporte.com)

- Esse é a terceira arena olímpica que visito e em todos os lugares o clima foi excelente. Nunca vi problema algum. Todos são animados e tranquilos. Até mesmo no futebol, hoje em dia, não há muito problema. Acredito que, se a polícia for boa, tudo vai ocorrer bem - disse o torcedor Tom Hardy.


A tradição em pubs e o consumo de bebidas alcoólicas na Inglaterra não significam necessariamente que o consumo é exagerado e desordenado. O país tem regras duras para isso. Só maiores de 18 podem beber. Jovens entre 16 e 18 são permitidos a tomar um copo de cidra, cerveja ou vinho, desde que estejam acompanhados de um responsável. As vendas são permitidas apenas até as 23h, mas bares e boates com licenças especiais podem ultrapassar o horário. A venda para pessoas aparentemente alcoolizadas também é proibida.


No Campeonato Inglês de futebol, a venda dentro dos estádios é permitida, mas o torcedor não pode levar a bebida para a arquibancada. Nos jogos da Liga dos Campeões, no entanto, não há restrições.

O assunto polêmico foi muito discutido no Brasil nos últimos meses. O país-sede da Copa do Mundo de 2014 se viu "obrigado" pela Federação Internacional de Futebol a mudar o estatuto do torcedor, que impedia o consumo de bebidas alcoólicas nos estádios. Depois de muito impasse, o governo federal acabou cedendo e resolveu tirar a proibição do Estatuto do Torcedor durante o período específico entre a Copa das Confederações e o Mundial.

A Lei Geral da Copa, no entanto, é passível de diferentes interpretações. Como ela apenas retira a proibição, a solução mesmo do impasse deve ficar a cargo dos governos dos estados, que têm leis específicas sobre o assunto.



Vendedor cerveja Parque Olímpico (Foto: Cahê Mota / GLOBOESPORTE.COM)Vendedor de cerveja no Parque Olímpico: liberado (Foto: Cahê Mota / GLOBOESPORTE.COM)

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Neymar? Brasil? Para Bellamy, quem dá as cartas no futebol é o Japão


Meia galês, destaque da Grã-Bretanha, chama equipe japonesa de 'referência' e evita projetar confronto contra os brasileiros nas semifinais

Por GLOBOESPORTE.COM Londres, Inglaterra

Craig Bellamy comemorando gol contra o Senegal (Foto: Agência Reuters)Craig Bellamy comemora seu gol no empate
contra o Senegal (Foto: Agência Reuters)

Nada de Neymar, Oscar, seleção brasileira ou Grã-Bretanha. Um dos destaques da campanha britânica nos Jogos Olímpicos, o atacante Craig Bellamy, do Liverpool, revelou em entrevista ao site da Fifa qual o time que mais o impressionou até o momento no torneio.


- Foi o Japão. Eles são uma equipe tão boa, e sua ética de trabalho é admirável. Eles são a referência, e temos que trabalhar como eles. Esse é o padrão que se deve atingir neste torneio. É difícil para os times europeus. Veja o exemplo da Espanha - disse ao site da Fifa. 


Primeiro colocado do Grupo D, o Japão enfrenta o Egito no sábado. Do outro lado da chave das quartas de final, Brasil e Inglaterra se enfrentaram nas semifinais do torneio masculino de futebol - caso avancem contra Honduras e Coreia do Sul, respectivamente.  Questionado sobre um provável jogo contra o Brasil, Bellamy adotou o tom de cautela, disse que ainda não é o momento de pensar nos brasileiros e criticou os torcedores ingleses por já projetarem o confronto.


- Vocês olham muito à frente. Temos muito a fazer e lutar antes. Eu assisto aos torcedores ingleses. Observo a forma como reagem e penso: “Cuidado, podemos sair no próximo jogo” – alertou Bellamy.


Por fim, Bellamy elogiou os Jogos Olímpicos como um todo e se disse honrado por fazer parte da competição.


- Nós assistimos a tudo. É por isso que os Jogos Olímpicos são tão grandes. A partir do momento que você acorda, há tantos eventos diferentes e você quer assistir a todos. Tem sido fantástico. É um prazer estar envolvido – concluiu o galês.

FONTE:
http://globoesporte.globo.com/olimpiadas/noticia/2012/08/neymar-brasil-para-bellamy-quem-da-cartas-no-futebol-e-o-japao.html

Maria Elisa e Talita completam 1ª fase perfeita para o Brasil no vôlei de praia


Brasileiras erram muito no início, mas reagem e vencem australianas por 2 sets a 1. Parcerias do país ganharam todos os 12 jogos na fase de grupos

Por GLOBOESPORTE.COM Londres

Na teoria, seria um confronto fácil. Com duas vitórias no torneio olímpico de vôlei de praia, Maria Elisa e Talita enfrentavam as australianas Bawden e Palmer, que haviam perdido as duas partidas que disputaram na competição. Porém, quando começou a partida, nesta quinta-feira, a história foi bem diferente. Nervosas, as brasileiras erraram demais no início, mas conseguiram reagir e ganharam por 2 sets a 1 (parciais de 18/21, 21/16 e 15/9). Com a vitória, Maria Elisa e Talita estão classificadas às oitavas de final com o primeiro lugar do Grupo E. Somadas, as quatro duplas brasileiras venceram as 12 partidas que disputaram na fase de grupos do vôlei de praia em Londres.


talita maria elisa vôlei de praia (Foto: Reuters)Talita e Maria Elisa comemoram a vitória sobre as australianas no vôlei de praia (Foto: Reuters)

A partida desta quinta começou equilibrada, mas logo prevaleceu a maior tranquilidade de Bawden e Palmer, que sacaram bem e aproveitaram seguidos erros de recepção das brasileiras para abrir pequena vantagem e fechar a parcial em 21 a 18.


No segundo set, as australianas rapidamente conseguiram dois aces e abriram  4 a 1 no placar. Com seguidos erros, as brasileiras chegaram a ter cinco pontos de desvantagem, porém voltaram ao jogo e conseguiram a virada por 11 a 10. A reação assustou Bawden e Palmer, que passaram a cometer falhas em sequência, facilitando a tarefa das brasileiras, que fecharam a parcial em 21 a 16 após uma largada de Talita.


Embaladas pela virada, as brasileiras começaram bem o terceiro set e contaram com boa atuação de Maria Elisa no saque para abrir vantagem. Um bloqueio de Talita selou a vitória por 15 a 9.

FONTE:
http://globoesporte.globo.com/olimpiadas/noticia/2012/08/maria-elisa-e-talita-completam-1-fase-perfeita-para-o-brasil-no-volei-de-praia.html

Na véspera do 21º aniversário, Mayra supera dores e conquista bronze


Judoca número 1 do mundo na categoria meio-pesado se recupera de derrota na semifinal e garante terceira medalha do judô em Londres 2012

Por Gabriele Lomba Direto de Londres

Foi com dor física e na alma. A recompensa, um bronze e um sorriso com brilho dourado. Na véspera de completar 21 anos, Mayra Aguiar ganhou seu presente por antecipação. Quase um repeteco da façanha de Felipe Kitadai, bronze no dia do aniversário. A gaúcha bateu a holandesa Marhinde Verkerk por ippon e faturou a terceira medalha do judô brasileiro nas Olimpíadas de Londres. Tudo isso após uma angustiante e incontestável derrota. Para a maior rival, a americana Kayla Harrison. Do choro contido ao sorriso. Do sorriso ao pódio.


Mayra Aguiar bronze judô brasil olimpíadas 2012 (Foto: Marcio Rodrigues / Fotocom.net)Mayra mostra a medalha de bronze, a terceira do judô em Londres (Foto: Marcio Rodrigues/Fotocom.net)

Número 1 do mundo na categoria meio-pesado e favorita ao título olímpico, Mayra perdeu para Kayla na semifinal e viu o sonho do ouro ir embora. Levantou-se com o braço esquerdo machucado. Quase desistiu. Mas não havia tempo para lamentações. Precisava voltar ao tatame e tentar o bronze.
- Saí daquela luta contra a americana com agonia, com muita, mas muita vontade de chorar, uma coisa ruim dentro de mim. E ela ainda tinha estalado meu braço inteiro. Aí veio Aurélio Miguel falando "é outra competição. Não vai sair daqui sem nada". Depois o Leandro Guilheiro falou: "Levanta a cabeça, vamos levar essa medalha".
O choro parou ali. Mayra absorveu as palavras de Aurélio, ouro em 1988 e bronze em 1996, e de Leandro, bronze em 2004 e 2008. E se lembrou se tudo o que passou nos últimos quatro anos, desde aqueles Jogos de Pequim, quando, aos 17 anos, perdeu na primeira luta. A Londres, levou uma prata e um bronze em Mundiais. Levou para ali a liderança do ranking.


Mas o braço latejava, e a única chance de minimizar a dor era sendo rápida. Teria de calar uma torcida barulhenta gritando "Holanda".


A holandesa tentou as primeiras entradas. Mayra, porém, estava focada. Defendeu as entradas e, com 3m36s restando, conseguiu um ko-soto-gari que derrubou a holandesa e lhe valeu o ippon da vitória. No Sul, os amigos de Mayra comemoraram a conquista do bronze cantando "Parabéns a Você", com um bolo especial.


- Amanhã é meu aniversário e a medalha olímpica não podia ser presente melhor. Todas as batalhas, todas as dores, tudo que tive que abrir mão, tudo isso valeu a pena por este momento - afirmou.


Depois do pódio, um presente veio de um telefone celular. Mayra ligou para dona Leila e seu Júlio, mãe e pai. Não chorou. Queria só comemorar.


- Oh, mãe. Sua filha agora é medalhista olímpica. Estou chegando!!!


Algoz da brasileira, Kayla Harrison foi a campeã depois de derrotar a sensação britânica Gemma Gibbons, apenas a número 100 do ranking mundial. A inglesa surpreendeu o Complexo Excel ao eliminar a campeã mundial Audrey Tcheumeo, da França, que terminou com o bronze. Porém, na final, caiu diante da americana, ficou com a prata e foi aplaudida de pé pelos torcedores.


Kayla disse que Mayra foi, de longe, a adversária mais difícil na caminhada até o ouro. Elas se respeitam. E só...

- A gente se respeita muito, é uma adversária muito forte. Já ouvi falando que me respeita também. Não teria graça se fosse fácil, tem que ter essas pedras no caminho, mas vou ter minha hora. Não somos superamigas, "best friends", mas nos cumprimentamos. Amigas no Facebook? Não, aí já é demais...

O terceiro pódio garantiu ao judô sua melhor participação nos Jogos Olímpicos na história, com três medalhas, sendo uma de ouro e duas de bronze. Em 1984 e 2008, o Brasil também conquistou três medalhas no judô, mas nenhum ouro - em 84, foram uma prata e dois bronzes, e, em 2008, foram três bronzes. A seleção de 2012 ainda tem duas chances de superar essa marca e alcançar a meta da Confederação Brasileira de Judô (CBJ) de quatro medalhas olímpicas: na sexta-feira, Rafael Silva e Maria Suellen Altheman disputam a categoria peso-pesado.
Até agora, o Brasil já ganhou quatro medalhas nos Jogos de Londres: o ouro de Sarah Menezes (judô, peso-ligeiro), a prata de Thiago Pereira (natação, 400m medley) e os bronzes de Felipe Kitadai (judô, peso-ligeiro) e Mayra Aguiar (judô, pedo-meio-pesado).


Confira como ficou o pódio do peso-meio-pesado (até 78kg) do judô feminino:
1ª Kayla Harrison (EUA)
2ª Gemma Gibbons (GBR)
3ª Audrey Tcheumeo (FRA)
3ª Mayra Aguiar (BRA)

info medalha Mayra Aguiar 2 (Foto: arte esporte)

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Com bola espírita da Rússia no fim, Brasil sofre queda doída no basquete


Seleção vira o jogo após ficar 11 pontos atrás, mas leva cesta incrível nos últimos segundos e tomba pela primeira vez nas Olimpíadas de Londres

Por Rodrigo Alves Direto de Londres

Um segundo. Algo por aí. É mais ou menos o tempo que a bola leva da mão do arremessador até o aro. Tempo mais do que suficiente para virar do avesso as duas horas que vieram antes. Para tornar inútil uma reação heroica. Para transformar em gênio quem mal tinha aparecido. Vitaliy Fridzon, ou apenas Fri, é um russo de 26 anos e 1,95m que ainda não tinha feito nenhum arremesso de três nesta quinta-feira. Recebeu a bola quando faltavam menos de seis segundos para o relógio estourar. Levou um carrinho do marcador, desses que a gente vê no futebol. Desequilibrou-se. Jogou a bola para o alto. E cravou uma estaca naquela que seria a vitória mais contundente do basquete brasileiro até agora em Londres. Não foi. A reação esbarrou no tiro espírita de Fri. Rússia 75 a 74. Primeiro tombo verde-amarelo nos Jogos.


fridzon brasil x rússia basquete londres 2012 olimpiadas 2 (Foto: Reuters)O russo Fridzon na hora o arremesso redentor, com Leandrinho aos seus pés (Foto: Reuters)

Após duas vitórias apertadas contra seleções médias, o Brasil encarou nesta quinta o seu primeiro cachorro grande nas Olimpíadas. Latiu alto no primeiro período, encoleirou-se no segundo, rosnou em bom português no terceiro e parecia destinado a um merecido filé mignon no quarto. Uma bandeja de Marcelinho Huertas a seis segundos do fim rascunhou o triunfo. Mas a bola caiu nas mãos de Fridzon. E de lá foi direto para a redinha, apesar de Leandrinho ter praticamente se jogado em suas pernas.


- Ainda fiz falta, mas àquela altura, com o jogo daquele jeito, o árbitro não apitaria. Nem foi um arremesso, ele jogou a bola para cima. Quando acabou, fui cumprimentá-lo, apertei a mão dele, e ele disse que foi "luck" (sorte). É o lance da vida dele, nunca mais vai fazer de novo. Perdemos, mas não vamos baixar a cabeça  - afirmou Leandrinho, um dos pilares da reação do Brasil, que chegou a ficar 11 pontos atrás.


Varejão e Krilenko, Brasil x Rússia (Foto: Agência Reuters)Kirilenko e Varejão duelam (Foto: Agência Reuters)

O ala-armador foi o cestinha brasileiro com 16 pontos. No arremesso de Fri, escorregou e acabou dando um carrinho no rival. Larry Taylor, com 12 pontos, também foi fundamental na reação no quarto período. O maior pontuador russo foi Andrei Kirilenko, que fez 14 dos seus 19 pontos no segundo quarto, quando a Rússia tomou a dianteira no placar.


Com duas vitórias e uma derrota, a equipe de Rubén Magnano tem seu próximo desafio no sábado, às 12h15m (de Brasília), contra os chineses. É o penúltimo jogo da fase de classificação, que termina no duelo com a Espanha, na segunda-feira, às 16h. Garantido nas quartas de final, o Brasil está perto de avançar na terceira colocação, o que pode colocar a França no caminho, mas ainda luta por uma vaga mais acima.


Com um chute de três de Alex, o Brasil pulou na frente no primeiro quarto. O ala se encarregava de marcar Kirilenko, o principal jogador russo, que atravessou zerado o primeiro período. A vantagem chegou a ser de 14 a 9, e os europeus colaram. Mas não viraram. Com seis pontos de Splitter, a equipe verde-amarela (em dia de uniforme branco) fechou a primeira parcial em 20 a 15.


Basquete, Brasil x Rússia (Foto: Agência AFP)Quem fica com a bola? Desde o início, Brasil e Rússia fizeram um jogo disputado (Foto: Agência AFP)

Kirilenko começou a segunda parcial sem Alex no cangote. Com Varejão na marcação, acertou duas cestas de três. Na terceira, o brasileiro deu o bote, e o russo cortou para fazer a bandeja. A diferença, que era de cinco para um lado, passou a ser de cinco para o outro. Anderson deu lugar a Giovannoni, mas Kirilenko continuou pegando fogo e chegou aos 14 pontos. Foi o bastante para a Rússia tomar o controle do jogo. Na saída para o intervalo, a vantagem era de 40 a 32.


Com as mãos calibradas, os russos mantiveram a diferença no início do terceiro quarto, enquanto o Brasil penava para colocar a bola na cesta. Sem se entregar, a seleção se escorou nos pontos de Leandrinho e ao menos não deixou o rival disparar. Foi para o último período perdendo por 59 a 53.


Ruben Magnano, Brasil x Rússia (Foto: Agência Reuters)Magnano deixou Huertas no banco no 4º período e
deu chance a Larry Taylor (Foto: Agência Reuters)

Magnano optou por deixar Larry Taylor em quadra no início do quarto final, e foi o americano que cortou a diferença para dois pontos com um lindo arremesso seguido de falta. Leandrinho igualou tudo após deixar um rival quase caído. Com dois lances livres de Nenê a 3m40s do fim, veio a virada. A torcida sentia o clima e empurrava o time cada vez mais. Leandrinho ouviu. Com um drible desconcertante e uma bandeja, a vantagem pulou para cinco.


Larry justificava o novíssimo passaporte e comandava as ações, tanto que o técnico manteve Huertas no banco. O americano continuou partindo para dentro, mas errou dois lances livres que não podia errar com um minuto no relógio. Foi para o banco e, de lá, viu a Rússia também errar dois tiros livres. Huertas entrou para segurar a onda nos últimos segundos, mas andou com a bola na primeira posse, em decisão polêmica da arbitragem. Drama na Arena. Vencendo por três pontos, Magnano gritava desesperado à beira da quadra. Alexey Shved não ouviu e acertou um tiro espetacular de três para empatar tudo com 26 segundos no relógio.


Huertas bateu bola, gastou tempo, partiu para dentro e, com a mão direita, fez a bandeja a 6s2 do fim. A vitória era palpável, parecia questão de tempo. O problema é que, no basquete, o tempo pode ser vilão. Com três faltas, o Brsail ainda podia fazer mais uma sem ceder lances livres. Não deu. Fridzon recebeu a bola na lateral e armou o chute. Mesmo marcado e desequilibrado, com Leandrinho escorregando e se jogando à sua frente, soltou o tiro de misericórdia. Bola certeira que caiu como balde de água fria na cabeça dos brasileiros. Derrota doída para quem, por pouco, não latiu mais alto.


fridzon brasil x rússia basquete londres 2012 olimpiadas comemoração (Foto: Reuters)Festa russa no fim do jogo: primeira derrota do Brasil nas Olimpíadas de Londres (Foto: Reuters)

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Cielo e Fratus passam à final dos 50m livre


Recordista mundial da prova, Cesar vai em busca do bicampeonato olímpico

Por GLOBOESPORTE.COM Londres, Inglaterra

Cesar Cielo e Bruno Fratus estão na final dos 50m livre. O principal atleta da natação brasileira fez o melhor tempo geral das semifinais (21s54) empatado com o americano Cullen Jones. Fratus venceu a bateria seguinte registrando sua melhor marca pessoal, 21s63, que lhe garantiu a quarta vaga. O terceiro classificado foi Anthony Ervin (21s62), dos Estados Unidos.
Sobre sua participação nas semifinais da prova que é sua especialidade, o recordista mundial afirmou que nadou forte.


- Nadei forte. Agora é descansar o máximo. O que puder segurar de energia para amanhã vou segurar para poder fazer o melhor tempo da vida - declarou o nadador em entrevista ao SporTV.


Cesar Cielo cullen jones  londres 2012 olimpiadas (Foto: Reuters) Cielo e Jones nadaram em 21s54 na primeira bateria das semifinais dos 50m (Foto: Reuters)

Em relação ao tempo que deve buscar para conseguir o bicampeonato olímpico, Cielo disse que tentará baixar a marca que fez há quatro anos em Pequim (21s30):
- Acho que um 21s3 deva ser suficiente para ganhar. Estou mirando em 21s2. E vamos ver se amanhã sai.


Sobre a concorrência que terá para repetir a medalha de ouro, o atual campeão disse que entre os finalistas, não há nenhuma surpresa e que os adversários mais fortes são os americanos Cullen e Anthony Ervin e o compatriota Fratus.
- Eu estava esperando o Cullen e o Ervin mesmo. Acho que eu e eles juntos com o Bruno somos os quatro principais para brigar por medalha. Mas amanhã ninguém sabe o que vai acontecer e tomara que dê tudo certo para o Brasil - concluiu.


Após registrar a melhor marca de sua carreira, Fratus mostrou muita confiança em relação à final da prova, que acontece nesta sexta-feira, às 16h09m (de Brasília).


- Não tem lugar ou hora para nadar rápido como as Olimpíadas. Foi uma prova boa, gostei. Se tivesse aquela adrenalinazinha da final eu teria sido ainda mais rápido e amanhã vai dar para brigar de igual par aigual com todo mundo - afirmou ao SporTV.
Ao ser indagado sobre quem seria seu maior adversário na decisão, Fratus foi taxativo: ele mesmo.

- Meu maior adversário está aqui dentro (dise apontando para a cabeça). Agora é acreditar que dá e partir para cima - concluiu.

Confira a classificação final dos 50m livre:

1º Cesar Cielo (Brasil): 21s54
2º Cullen Jones (EUA): 21s54
3º Anthony Ervin (EUA): 21s62
4º Bruno Fratus (Brasil): 21s63
5º George Richard Bovell (Trinidad and Tobago): 21s77
6º Florent Manaudou (França): 21s80
7º Eamon Sullivan (Austrália): 21s88

8º Roland Schoeman (África do Sul): 21s88

FONTE:
http://globoesporte.globo.com/olimpiadas/noticia/2012/08/cielo-e-fratus-passam-final-dos-50m-livre.html