domingo, 29 de julho de 2012

Postura de Seedorf enche os olhos de Oswaldo: 'Fará bem ao Botafogo'

Após primeira vitória e alegria no vestiário, técnico crê que holandês dará retorno geral a médio prazo e elogia sobriedade para lidar com a fase

Por André Casado Rio de Janeiro
 
Que o astro Clarence Seedorf já conquistou Oswaldo de Oliveira e a praticamente todos no Botafogo com sua maneira de ser no dia a dia, já se sabe. Mas o técnico alvinegro fez questão de ressaltar, após a primeira vitória com o holandês em campo, sobre o Figueirense, por 1 a 0, a postura do jogador no incentivo aos companheiros e a tranquilidade que passou durante o momento turbulento, em que a equipe passou quatro rodadas sem somar três pontos (confira os melhores momentos).

- Ele estava bem alegre (no vestiário), sim, mas um cara com a carreira dele não são duas derrotas que vão derrubar o moral. Tem mostrado cada vez mais uma atitude surpreendente, um lastro positivo por onde passa, com quem fala. Eu conversei com Kaká, Thiago Silva e outros sobre o Seedorf e todos me deram referências ótimas sobre o caráter dele. Como jogador, todo mundi já viu pelos clubes e pela seleção da Holanda. Essa sobriedade, essa convicção naquilo que faz é que pode até não fazer o bem ao Botafogo que esperamos imediatamente, mas fará muito bem a médio e longo prazo. Vamos ter um retorno importante nesse tiro qu
e o clube fez para esta contratação - apontou Oswaldo, animado com a influência do craque.

Apesar de tudo, a participação de Seedorf no rodízio de meias que vem sendo introduzido não está descartada. Até pela idade avançada - 36 anos. E, segundo o treinador, a variação da posição também deve acontecer num futuro próximo.

- Como ele atuou no primeiro jogo (mais centralizado) foi uma conversa minha e dele. Mas eu tenho trocado os jogadores. Hoje (sábado) esteve na esquerda, mais recuado. Seedorf entendeu isso, está disposto a colaborar. E não é o único clarividente para dar passe para gol. Aonde ele está, vai virar bolas importantes, dar passes em profundidade. Jogou melhor ali. Com o tempo, será muito mais pleno do que agora. Vai ser gradativo, e nós vamos esperar. Já saíram do time Andrezinho, Fellype Gabriel e agora o Vitor Júnior. Até o dia em que o Seedorf sentar no banco também. Essa faixa do campo é desgastante, a velocidade e a resistência são díspares em relação ao restante.

Seedorf, botafogo e Figueirense (Foto: Luciano Berlford / Futura Press / Ae)Seedorf aplaude a torcida na partida que selou sua primeira vitória (Foto: Luciano Berlford / Futura Press / 

FONT:
http://globoesporte.globo.com/futebol/times/botafogo/noticia/2012/07/postura-de-seedorf-enche-os-olhos-de-oswaldo-fara-bem-ao-botafogo.html

Na volta de Ceni, Fabuloso brilha, e São Paulo goleia o Flamengo

Goleiro é principal atração do jogo deste domingo, mas Luis Fabiano faz dois, Tricolor vence por 4 a 1 e deixa Fla em situação complicada


A CRÔNICA
por Diego Ribeiro e Sergio Gandolphi

Embalado pela volta de Rogério Ceni, que estreou na temporada após se recuperar de lesão no ombro, e com Luis Fabiano inspirado, o São Paulo goleou o Flamengo por 4 a 1 neste domingo, no Morumbi, pela 13ª rodada do Campeonato Brasileiro. Em duelo de duas equipes que ainda se arrumam no Campeonato Brasileiro, a maior qualidade técnica dos donos da casa fez a diferença. A torcida tricolor atendeu ao chamado pelo retorno do capitão e compareceu em peso: foram 35.049 pagantes, recorde de público na competição.

A boa vitória leva o São Paulo aos 22 pontos, mais perto no G-4 e viva na disputa por uma vaga na Taça Libertadores do ano que vem. Além do triunfo, a torcida pôde comemorar o retorno tranquilo de Rogério Ceni, que quase não trabalhou. Já Luis Fabiano se reafirmou com os gols e passou Leônidas da Silva na lista de artilheiros da história do clube - 145 a 144. Mas levou um cartão amarelo - ao tirar a camisa na comemoração do primeiro gol - e ainda mostrou algum rancor com parte de uma torcida organizada.

- Eu não tinha de dar satisfação, tenho de fazer meu trabalho com honestidade, respeitando sempre a camisa do São Paulo. A torcida se manifesta muitas vezes em cima da emoção do jogo, mas a grande maioria ainda me apoia e é nisso que eu tenho de acreditar - afirmou o artilheiro tricolor.
O Flamengo, com mais uma atuação abaixo da média, estaciona nos 16 pontos, na segunda partida de Dorival Júnior no cargo. O time está sem vencer há quatro rodadas (dois empates e duas derrotas) e, sobretudo no primeiro tempo, teve muita dificuldade de criar lances. Tanto é que foi para o intervalo da partida sem finalizar a gol.
- Por todos esses jogos sem vencer, estou com bastante vergonha para falar com a torcida. Tenho uma vitória, uma vida dentro do clube, estou com bastante vergonha para justificar o injustificável - afirmou Ibson.

Na próxima rodada, o São Paulo enfrenta o Sport no domingo, às 16h, no Morumbi. Antes, porém, a equipe de Ney Franco estreia na Copa Sul-Americana diante do Bahia, quarta-feira, às 21h50m, em Pituaçu. Já o Flamengo pega o Atlético-MG no próximo sábado, às 18h30m, no Engenhão. Será o reencontro com Ronaldinho Gaúcho.

Luis Fabiano, São Paulo x Flamengo (Foto: Marcos Ribolli / GLOBOESPORTE.COM)Luis Fabiano comemora seu primeiro gol contra o Flamengo (Foto: Marcos Ribolli / GLOBOESPORTE.COM)
 
Ceni comanda, Fabuloso comemora... e leva cartão
A quase duas horas do início do jogo, a presença de Rogério Ceni já ecoava no sistema de som do Morumbi: a banda australiana AC/DC, que só tem suas músicas executadas no estádio quando o goleiro está em campo. Quando o ídolo subiu para o gramado, então, parecia título. Por mais de um minuto, Rogério teve seu nome gritado seguidamente, e ele retribuiu com acenos e um gol de falta no aquecimento. A torcida ficou animada com a presença do ídolo, esperando por uma grande exibição. Esse clima contagiou os jogadores em campo.

Na equipe rubro-negra, por outro lado, apatia. Dorival Júnior escalou Camacho e pediu aproximação constante com Vagner Love, algo que não ocorreu. Apagado, Ibson contribuiu muito pouco e não fez a ligação entre meio e ataque. Apenas Léo Moura, pela direita, tentou algo diferente, mas teve de recuar quando Cortez percebeu a avenida às costas do ala flamenguista.

No ataque, outro que retornava ao São Paulo queria jogo, enfiava-se no meio de Welinton e González e criava chances. Recuperado de uma lesão na coxa, Luis Fabiano teve duas ótimas chances de abrir o placar, ambas em vacilos de uma zaga que custa a passar confiança. Num escanteio, Welinton olhou de um ângulo privilegiado - do chão, bem à sua frente - a cabeçada firme que Paulo Victor salvou. Depois, Luis Fabiano se antecipou à zaga, finalizou de direita e o goleiro trabalhou bem novamente.

Quando o Flamengo se organizou no miolo da zaga, deu espaço no meio-campo. E Maicon, que ainda não havia aparecido no jogo, aproveitou a brecha para fazer o que mais gosta: chutar de longe. Aos 41 minutos, o meia recebeu de Rodrigo Caio, olhou para o gol, percebeu o posicionamento de Paulo Victor e bateu cruzado, sem tanta força. A marcação não chegou, o goleiro não alcançou, e o São Paulo fez 1 a 0, segundo gol de Maicon no Brasileirão. Lá atrás, Rogério Ceni vibrava como um garoto.

Mesmo com a vantagem, Luis Fabiano insistia em deixar sua marca. Logo ele, que vivia às turras com a torcida nos últimos dias, aproveitou novo escanteio de Jadson e cabeceou aos 46 minutos, em cima de Ibson e Camacho, bem mais baixos do que o centroavante - outro indício da desorganização deste Flamengo. Paulo Victor saiu mal, e o Tricolor fez 2 a 0. Na comemoração, o Fabuloso tirou a camisa, beijou o escudo e... levou cartão amarelo. E ainda se igualou a Leônidas da Silva como o sétimo maior artilheiro da história do clube: 144 gols.

Vagner love, são paulo e flamengo (Foto: Alexandre Vidal / Fla Imagem)Bem marcado, Vagner love pouco fez na partida (Foto: Alexandre Vidal / Fla Imagem)
 
Tricolor goleia. No Fla, desolação
Dorival queimou suas três substituições antes do segundo tempo. No fim da etapa inicial, Airton, machucado, deu lugar a Amaral. No intervalo, os sumidos Camacho e Adryan deram lugar a Bottinelli e Thomás, respectivamente. Se não deu para exibir um futebol vistoso, ao menos o Flamengo deu sinais de reação. Thomás mudou a dinâmica do ataque, aproximando-se de Vagner Love e partindo para cima dos zagueiros. Sozinho, porém, o meia-atacante não tinha como resolver.

Com o domínio das ações, o São Paulo ampliou aos 14 minutos, em uma troca de passes precisa: Ademilson para Maicon, para Cortez, que acertou belo cruzamento para Luis Fabiano. Sozinho, ele só tirou de Paulo Victor e chegou aos 145 gols com a camisa tricolor: 3 a 0. Na comemoração, tensão. O centroavante comemorou com os companheiros, e parte da torcida, a organizada, gritou só o nome de Ademilson, que iniciou a jogada.

Só aí, com um déficit de três gols na conta, é que o Flamengo deixou de ser tímido e passou a arriscar. Ramon diminuiu o placar, aos 21, na segunda finalização da equipe no jogo, a primeira a gol. A estatística ajuda a explicar a apresentação deste domingo: uma equipe que corre, se esforça, mas não tem criatividade suficiente para superar uma defesa armada. No fim, com as mãos apoiadas sobre os joelhos, Vagner Love era a imagem da desolação.

Mesmo com algumas ameaças tardias do Flamengo, o Tricolor segurou a vitória com tranquilidade. O Flamengo estava tão desligado em campo que nem percebeu que o rival chegou a ficar com 12 jogadores em campo num determinado momento. Rodrigo Caio foi substituído por João Schmidt, mas se esqueceu de sair. Ele ficou ali, escondido pela direita, até Dorival Júnior perceber o erro e comunicar o árbitro. O volante saiu e ainda levou cartão amarelo.

Havia tempo para mais. Aos 48 minutos, Jadson recebeu ótimo passe de Luis Fabiano e marcou o quarto. Em ritmo de treino. Rogério Ceni saiu muito satisfeito com a festa - e a vitória, claro - em seu retorno. A confiança do time aumentou com o ídolo e capitão em campo. No Flamengo, muito a corrigir. A expressão preocupada de Dorival Júnior deixa transparecer o tamanho do trabalho que ele terá nos próximos dias.

FONTE:
http://globoesporte.globo.com/jogo/brasileirao2012/29-07-2012/sao-paulo-flamengo.html

Sharapova cede apenas dois games e atropela em sua estreia olímpica

Russa número 3 do mundo avança à segunda rodada em Londres 2012

Por GLOBOESPORTE.COM Londres

Maria Sharapova tênis Wimbledon Londres 2012 1r (Foto: Reuters)Maria Sharapova domina e avança (Foto: Reuters)
 
Com 25 anos, Maria Sharapova faz sua primeira participação em Olimpíadas, e sua estreia não poderia ter sido muito melhor. Depois de ter o saque quebrado no primeiro game, a russa atropelou a israelense Shahar Peer, aplicou 6/2 e 6/0 e avançou de forma maiúscula à segunda rodada em Wimbledon, onde é disputado o torneio de tênis dos Jogos de Londres 2012.

Em apenas 1h05m de partida, Sharapova disparou 22 bolas indefensáveis contra apenas duas de Peer. A russa também converteu todas as seis chances de quebra que teve, enquanto a israelense conquistou quatro break points e aproveitou um. As potentes devoluções da atual número 3 do mundo também fizeram diferença: Sharapova venceu 63% dos pontos disputados no saque de Peer, que pouco incomodou o serviço da favorita após o primeiro game.

Classificada para a segunda rodada das Olimpíadas, Sharapova vai enfrentar a vencedora do jogo entre a britânica Laura Robson (96 do mundo) e a tcheca Lucie Safarova (23).

FONTE:
 http://globoesporte.globo.com/olimpiadas/noticia/2012/07/sharapova-cede-apenas-dois-games-e-atropela-em-sua-estreia-olimpica.html

Djokovic vira jogo interrompido pela chuva e vence na estreia em Londres

Número 2 do mundo segue em busca da sonhada medalha de ouro olímpica

Por GLOBOESPORTE.COM Londres

Novak Djokovic tênis Wimbledon Londres 2012 1r (Foto: AFP)Novak Djokovic assegura sua vaga na segunda
rodada do torneio olímpico de tênis (Foto: AFP)
 
Novak Djokovic deixou o primeiro set escapar após uma longa interrupção por causa da chuva, mas acordou a tempo de não ter sua sobrevivência ameaçada logo na estreia das Olimpíadas de Londres. O número 2 do mundo derrotou o italiano Fabio Fognini de virada, por 6/7(7), 6/2 e 6/2, e avançou à segunda rodada.

O próximo adversário de Nole nos Jogos de 2012 será o vencedor do jogo entre o americano Andy Roddick e o eslovaco Martin Klizan.

Djokovic esteve perto de vencer o primeiro set e sacou para fechar a parcial. Fognini, entretanto, conseguiu quebrar o serviço do número 2 do mundo e igualar a parcial. A decisão foi para o tie-break, que foi equilibradíssimo. Fognini teve um set point em 6/5, mas Djokovic se salvou com uma bela direita. Dois pontos depois, quando o placar mostrava 7/7, a chuva apareceu e forçou a interrupção do duelo.

A partida só recomeçou mais de quatro horas depois, e o italiano voltou melhor. Fognini venceu os dois primeiros pontos, fechou o set em 7/6(7) e abriu a segunda parcial confirmando seu serviço de zero. O número 2 do mundo não deixou o oponente se empolgar. Djokovic rapidamente tomou o controle do jogo, com duas quebras no segundo set, e fez 6/2.

O favorito não perdeu o embalo na última parcial e jamais deixou Fognini crescer na partida outra vez. Nole venceu 58% dos pontos no saque do italiano, conseguiu mais duas quebras e sacou com eficiência para fazer novo 6/2 e garantir seu lugar na segunda rodada.

FONTE:
http://globoesporte.globo.com/olimpiadas/noticia/2012/07/djokovic-vira-jogo-interrompido-pela-chuva-e-vence-na-estreia-em-londres.html

Eliminado, Bellucci se diz frustrado por ainda não ter vencido em Jogos

Derrotado na estreia do torneio de simples, tenista brasileiro repete resultado de Pequim-2008 e lamenta desempenho contra o francês Jo-Wilfried Tsonga

Por GLOBOESPORTE.COM Londres

Thomaz Bellucci tênis Wimbledon Londres 2012 1r (Foto: AFP)Thomaz Bellucci deixa Jogos de Londres após
eliminação na estreia (Foto: AFP)
 
O otimismo de Thomaz Bellucci não se converteu em vitórias nas primeiras partidas de simples e duplas disputadas pelo tenista nos Jogos Olímpicos de Londres. Eliminado da competição neste domingo, após a derrota para o francês Jo-Wilfried Tsonga, número 6 do ranking mundial, por 2 sets a 1, o brasileiro havia perdido na estreia das duplas, no sábado, para os americanos Bob e Mike Bryan, também por 2 sets a 1.
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- Deixo Londres frustrado por não ter conseguido ainda a minha primeira vitória olímpica, mas, de certa forma satisfeito, pelo meu desempenho na grama, tanto no jogo de ontem como no de hoje – afirmou o tenista, que ocupa o topo do ranking no Brasil e é o número 40 no mundo.

Apesar das derrotas, Bellucci deu trabalho aos adversários. O brasileiro venceu o primeiro set da partida contra Tsonga e obrigou o francês a suar a camisa para reverter a vantagem nas parciais seguintes. No dia anterior, ao lado do parceiro André Sá, o tenista esteve perto da vitória, mas sucumbiu diante dos irmãos Bryan, que formam a dupla número 2 do mundo.
- Foi um jogo muito parelho, decidido em um ou dois pontos, infelizmente, com vantagem para ele (Tsonga) - resumiu o tenista.

Em Pequim-2008, Bellucci também foi eliminado da chave de simples na estreia, contra o eslovaco Dominik Hrbaty. O tenista permanece em Londres até o meio desta semana, quando retorna ao Brasil para continuar os treinos de preparação para o circuito profissional de tênis. Em agosto, o atleta disputa o ATP 250 de Winston-Salem e o Aberto dos Estados Unidos.

FONTE:
http://globoesporte.globo.com/olimpiadas/noticia/2012/07/eliminado-bellucci-se-diz-frustrado-por-ainda-nao-ter-vencido-em-jogos.html

Seleção feminina de vôlei vacila, sofre, mas inicia com vitória a busca pelo bi

Brasil desperdiça vantagem de oito pontos no quarto set, mas derrota a estreante Turquia por 3 a 2 na seu primeira partida em Londres 2012

Por Rodrigo Alves Direto de Londres, Inglaterra

Oito pontos de vantagem. Era esse o cenário que se escancarava para a seleção feminina abrir com uma vitória tranquila a caminhada rumo ao bicampeonato olímpico. Naquele quarto set, havia um abismo diante das turcas. E esse abismo foi se estreitando com um passe errado aqui, um saque desperdiçado ali... pronto, fez-se o drama. A Turquia venceu o set, forçou o tie-break e quase colocou água no chope da estreia verde-amarela. Ao menos as comandadas de José Roberto Guimarães acordaram a tempo e jogaram o nervosismo de volta para o outro lado da rede na hora da decisão. Com uma vitória suada por 3 a 2 (25/18, 23/25, 25/19, 25/27 e 15/12), as atuais campeãs abriram os trabalhos na Arena do Vôlei em Londres evitando o tropeço.

Com dois pontos (a vitória por 3 a 0 ou 3 a 1 vale três), o Brasil é o terceiro colocado do Grupo B, atrás de China e Estados Unidos, ambos com três pontos. A Turquia somou um ponto, enquanto Coreia do Sul e Sérvia ainda não pontuaram. As quatro melhores equipes avançam para a próxima fase. A equipe brasileira volta a jogar na segunda-feira, às 12h45m (de Brasília), contra as americanas, consideradas as favoritas da competição.

Brasil x Turquia, Vôlei, Olimpiadas (Foto: Agência Reuters)Jogadoras do Brasil comemoram um ponto durante a vitória deste sábado (Foto: Agência Reuters)
 
Apesar de não ter feito nenhum ponto, Natália foi quem mais teve o que comemorar neste sábado. A ponteira, que não jogava desde agosto de 2011, fez sua estreia olímpica entrando três vezes em quadra para sacar.

- O Zé me deu a oportunidade de entrar para sacar. E tudo que eu puder fazer para ajudar a equipe vai me deixar superfeliz. No quarto set, a gente cometeu erros, mas foi bom para aprender e não fazer de novo nos próximos jogos - afirmou Natália.

O jogo
Nas arquibancadas, o duelo era bom. A torcida verde-amarela era maior, mas espalhada em pequenos grupos. Cantando, os turcos também faziam barulho. Mas em quadra foi o Brasil quem começou melhor se aproveitando de sua maior experiência.

Da equipe brasileira que entrou como titular neste sábado, apenas a levantadora Fernandinha não havia sido campeã olímpica. Contra uma seleção estreante nos Jogos, o Brasil aproveitou para abrir uma boa vantagem no início. Após uma sequência de 8 pontos a 1, as brasileiras fizeram 13/6 em uma largadinha de Paula Pequeno. A Turquia até ensaiou uma reação, diminuindo para 14/10 após ataque de Darnel. Mas as brasileiras retomaram o domínio, chegaram ao set point após três erros de ataque do adversário, e Jaqueline atacou na diagonal para fazer 25/18.

Sheilla, Brasil x Turquia, Vôlei, Olimpiadas (Foto: Agência AP)Maior pontuadora do jogo, Sheilla tenta bloquear o
ataque de Darnel (Foto: Agência AP)
 
Antes de começar o segundo set, um torcedor gritou "Vai, Corinthians", ato repetido por outros em seguida. Mas foram os turcos que viraram um "bando de loucos" durante a parcial. Em um bloqueio de Ozsoy, a Turquia ficou na frente pela primeira vez no jogo, fazendo 6/5. O duelo seguiu equilibrado até o fim. Dois erros bobos do Brasil mantiveram as turcas em vantagem na reta final, e Ozsoy apareceu bem mais uma vez para decidir o set. Primeiro em um ataque, para fazer 24/23. Depois, o ataque de Tandara bateu em seu bloqueio e caiu no fundo da quadra para empatar o confronto em 1 set a 1. As turcas ficaram enlouquecidos em quadra, assim como a torcida na arquibancada.

A torcida brasileira reagiu bem ao set perdido e passou a ser bem mais atuante, inclusive vaiando os saques turcos. O Brasil respondeu bem e até começou melhor, abrindo 4/1, mas diminuiu o ritmo e viu a Turquia virar e fazer 9/6 com Ozsoy. Zé Roberto não perdeu a calma, nem na hora de reclamar da arbitragem. Não precisava. Fernanda Garay, que havia entrado no lugar de Paula Pequeno, e Fabiana apareceram bem no bloqueio, e a seleção fez uma sequência de 7 pontos a 1 para assumir o comando da partida 15/11. Em um ace de Thaisa, as brasileiras fecharam a parcial com 25/19.

Durante alguns momentos, o quarto set teve cara de treino para o Brasil. A Turquia parecia entregue em quadra e a seleção chegou a abrir oito pontos de vantagem em um ataque errado de Polen Uslupehlivan (18/10). Mas as brasileiras ficaram confiantes demais. Desconcentradas, viram a equipe adversária sair de 19/11 para 22/22. As comandadas de Zé Roberto ainda tiveram um match point a seu favor, mas o bloqueio de Jaqueline não conseguiu parar o ataque de Toksoy. Quando a situação foi a contrária, primeiro Jaqueline atacou para fora, e depois Toksoy conseguiu o bloqueio para fazer 27/25 para as turcas.

O tie-break foi marcado pelo nervosismo dos dois lados. Especialmente das jogadoras turcas. Por isso mesmo, o Brasil conseguiu ficar na frente durante todo o set, mas sem nunca abrir uma grande vantagem. Sheilla explorou o bloqueio para chegar ao match point (14/11), mas pisou na linha na hora de sacar no lance seguinte e desperdiçou mais uma chance de fechar o jogo. Por sorte, não fez falta. Dundar errou o saque na sequência e deu a vitória à equipe brasileira, com 15/12 no último set.

FONTE:
 http://globoesporte.globo.com/olimpiadas/noticia/2012/07/selecao-feminina-de-volei-vacila-sofre-mas-inicia-com-vitoria-busca-pelo-bi.html

Giba se despede da seleção em Londres: 'Vai ser difícil me acostumar

Campeão olímpico, tri mundial e dono de oito Ligas Mundiais em 16 anos vestindo a camisa do Brasil, Giba começa a dizer adeus contra a Tunísia

Por Marcello Pires Rio de Janeiro

Ele poderia se chamar Gibakov, Gibacevic ou Gibakawa, mas quis o destino que no dia 23 de dezembro de 1976 dona Solange e seu Gilberto estivessem em Londrina, e Gilberto Amauri Godoy Filho nascesse brasileiro de corpo e alma. Corpo castigado por uma leucemia diagnosticada com apenas seis meses de vida e uma fratura no braço esquerdo, aos 12 anos, que quase o impediu de jogar vôlei. Alma de um sujeito trabalhador e guerreiro, que não se deu por vencido nem nos piores momentos. Como ao ser flagrado no exame antidoping por uso de maconha, em 2002, ou no corte do amigo inseparável Ricardinho, às vésperas do Pan do Rio de Janeiro, em 2007. Adversários tão difíceis como foram Itália, Sérvia, Rússia, Estados Unidos, Polônia e Cuba nos últimos 16 anos. Mas nada comparado à dor que Giba vai sentir após as Olimpíadas de Londres, quando deixará de usar a camisa 7 da seleção, que ficará imortalizada na memória dos brasileiros.

Vôlei Giba Liga Mundial Brasil x Porto Rico (Foto: Alexandre Arruda/CBV)Giba se prepara para o último ataque pela seleção nos Jogos de Londres (Foto: Alexandre Arruda/CBV)
 
Embora a decisão de deixar a seleção tenha sido planejada com a mulher Cristina Pirv e sua família em 2008, o apetite incessante pelas conquistas às vésperas de sua quarta e última participação olímpica e a certeza de que ainda estará em forma em 2016 deixam transparecer que a ficha de Giba ainda não caiu.
- Acho que só vou sentir essa nostalgia quando não estiver mais aqui. Com certeza essa rotina que eu tenho desde os 15 anos vai fazer muita falta. Vai ser bem difícil de me acostumar - afirmou o capitão da seleção masculina, que estreia em Londres neste domingo contra a Tunísia, às 18h (de Brasília). O Brasil está no grupo B, que tem ainda Alemanha, Rússia, Sérvia e Estados Unidos. Os quatro primeiros avançam para as quartas de final.

O currículo vitorioso de Giba se confunde com o da seleção brasileira. Nas conquistas do ouro em Atenas, do tricampeonato mundial (Argentina-2002, Japão-2006 e Itália-2010) e dos nove títulos da Liga Mundial, só para citar alguns dos feitos mais importantes do vôlei nacional, Giba só não fez parte do grupo que ganhou a Liga Mundial de 1993, em São Paulo, ainda sob o comando de Zé Roberto.
Com cara de sono e sem o bigode mexicano que se tornou sua marca registrada em cada conquista da seleção e que o torcedor brasileiro espera rever no dia 12 de agosto, data da final olímpica, Giba nem parecia próximo do adeus. Tranquilo, brincalhão e solícito como de costume, o ponteiro não fugiu de nenhuma pergunta na conversa com o GLOBOESPORTE.COM, nem mesmo quando o assunto esquentou e deixou de ser o vôlei.
Aos 35 anos e considerado por muitos como o melhor jogador de todos os tempos, Giba falou ainda sobre a importância de Bernardinho, da mudança para o vôlei argentino após as Olimpíadas e que o Brasil vai sim brigar pela medalha de ouro na capital britânica.

vôlei brasil giba coletiva (Foto: Vanessa Carvalho / Agência Estado)Giba exibe o bigode que virou marca registrada nas
conquistas brasileiras (Foto: Vanessa Carvalho)
 
Você passou a última temporada sem jogar. Em algum momento chegou a temer ficar fora dos Jogos de Londres?
Não, de jeito nenhum. Até porque foi tudo muito bem conversado com o departamento médico da seleção até chegarmos a decisão de realizar a cirurgia sabendo que dava tempo de me recuperar antes das Olimpíadas. O Ney (Pecegueiro, médico da seleção) me acompanha há 12 anos e sabe como funciona meu organismo e minha recuperação.

Após 16 anos vestindo a camisa do Brasil, realmente chegou a hora de dizer adeus à seleção brasileira depois de Londres?
É, está na hora. Dezesseis anos no adulto e mais quatro nas seleções de base. Está bom demais.

Está preparado para deixar a seleção e tudo isso para trás?
Estou tentando, mas eu acho que só vou sentir realmente essa nostalgia quando eu não estiver mais aqui. Quando você para repentinamente, como foi o caso da Cristina, que teve um problema no coração, é muito pior, pois você fica com a sensação de que poderia ter feito muito mais. No meu caso não. Eu dei o máximo. Essa decisão foi um planejamento familiar traçado em 2008, quando começamos a pensar em seguir outros projetos que temos. Mas com certeza vou sentir falta dessa rotina que eu tenho desde os 15 anos. Das viagens, dessas brincadeiras saudáveis que a gente faz um com o outro e das amizades que eu construí ao longo desses anos. Acho que isso vai ser bem difícil de me acostumar.

Eu sempre falei nas minhas entrevistas que desde os 16 anos eu sonhava em disputar as Olimpíadas. Ganhar, então, nem se fala"
Giba
 
Tem como você destacar um momento mais marcante nessa trajetória vitoriosa?
A gente fala das Olimpíadas porque são as Olimpíadas. Mas eu coloco como um sonho que eu sempre tive. Eu sempre falei nas minhas entrevistas que desde os 16 anos eu sonhava em disputar as Olimpíadas. Ganhar, então, nem se fala. O título mundial infanto, quando eu resolvi ser um jogador profissional, e o vice-campeonato mundial juvenil, quando eu fui eleito o melhor jogador, também foram importantes. Cada fase da minha vida teve um momento marcante. Não tem como escolher um só.


E tem um mais difícil, aquele que gostaria de não ter vivido?
Acho que não. Mesmo nos momentos mais difíceis, eu sempre tirei uma lição, sempre aprendi e cresci muito. Existiram momentos difíceis, com certeza, mas eles foram rapidamente esquecidos e transformados em coisas boas.


Campeão olímpico, tricampeão mundial, campeão pan-americano, oito vezes campeão da Liga Mundial e do Sul-Americano e bicampeão da Copa do Mundo pela seleção. Ficou faltando alguma coisa?
O que faltou mesmo foram os títulos em clube. É uma coisa que eu sinto falta, mas lutei bastante para isso. A única coisa que eu ganhei fora do país foi uma Copa Itália. No Brasil, foram apenas duas Superligas pelo Minas, em 1999 e 2000.


Aos seis meses de vida você foi diagnosticado com leucemia e, aos 12, levou 150 pontos no braço esquerdo, após sofrer um grave acidente ao cair de uma árvore, que o deixou longe do vôlei por mais de um ano. Você chegou a pensar em desistir?
Nunca. A superação sempre marcou minha vida nos momentos de dificuldades. Não vim de uma família rica, mas também não posso dizer que vim de uma família pobre. Tive uma educação muito boa, uma base familiar, mas a dificuldade é o lema do brasileiro. Nosso povo está sempre se superando e aprendendo. As pessoas falam que eu sou muito otimista, mas não é isso. Eu falo sempre que a gente nasce e morre aprendendo. Sempre procurei buscar força em todas essas coisas ruins que aconteceram. A nossa tônica na seleção sempre foi a superação. Eu sempre peguei o que estava errado e procurei tentar consertar.


giba pirv atletas campanha instituto arte de viver (Foto: Divulgação)Giba posa ao lado da mulher Cristina Pirv e dos
filho Patrick e Nicoll (Foto: Divulgação)
 
Em 2002, você foi flagrado no exame antidoping por uso de maconha. Esse foi o momento mais difícil da sua carreira?
Foi, mas o que mais ficou marcado mesmo foi que eu encontrei a minha mulher (a ex-jogadora Cristina Pirv). A gente se reencontrou dia 13 de janeiro de 2003 e eu me lembro de uma frase perfeita dela quando saiu o resultado do exame, no dia 29. Estávamos juntos há 16 dias apenas e disse a ela que era melhor acabarmos tudo porque eu não queria manchar a carreira dela por uma besteira que eu tinha cometido. Daí ela me disse: “não, primeiro eu quero te tirar dessa situação e depois a gente decide o que fazer. Quem decide se eu quero ficar com você ou não sou eu. Isso não vai me atrapalhar”. Foi uma coisa mais do que positiva na minha vida.

Você sempre foi o grande amigo do Ricardinho na seleção. O que significou o corte dele?
Na verdade foi um choque para todo mundo, um baque muito grande. Até pela maneira como a gente vinha jogando. O time tinha se formado, vinha conquistando títulos, mas tivemos que levantar a cabeça e seguir em frente. Foi uma coisa decidida naquele momento, que ficou guardada a sete chaves entre a gente no passado e que nunca sairá de lá.

A atitude do Bernardinho foi a mais acertada na ocasião?
Costumo falar sempre que a seleção assim como qualquer clube ou empresa tem uma hierarquia. Com certeza foi uma questão muito discutida e questionada antes de ser decidida. O Bernardo teve as razões dele e a gente acatou, pois o cara é o presidente da empresa e nós somos os funcionários. Certo ou errado, é sempre difícil você falar de um corte ou de uma situação que acaba daquele jeito. Usando as palavras dele, quem sabe um dia vocês vão estar do lado de cá e entender como é difícil fazer isso.

Você foi consultado na volta do levantador à seleção?
A gente conversou sobre isso. Mas tanto o corte quanto a volta foram decisões da comissão técnica. Pelo bem estar do grupo eu conversei com o Ricardo até uns quatro meses após o ocorrido e já estava conversando com ele sobre uma possível volta há mais de um ano, desde que ele voltou da Itália. Eu não tive problemas em momento nenhum, e passei tudo isso para o Bernardo sem qualquer rancor. Nossa relação de amizade é a mesma de antes.

Acho que uma renovação radical nunca é muito bem vinda. Tudo tem começo, meio e fim. É normal essa renovação. Os jogadores que estão aí com 24, 25 anos estão prontos para assumirem o posto e serem os líderes dessa geração"
Giba
 
Pela primeira vez em 14 temporadas o Brasil ficou fora das semifinais da Liga Mundial. Você acha que chegou a hora de fazer uma renovação radical no grupo?
Acho que uma renovação radical nunca é muito bem vinda. Se a gente lembrar de quando o Bernardo chegou em 2001, ele manteve alguns jogadores mais experientes como o Giovane e Maurício. A mescla é sempre a melhor coisa. Você não pode pegar um monte de moleque novo colocar na quadra e mandar se virar. Você tem que ter alguém para orientar, para estar junto o tempo inteiro. Eu acho que essa mescla foi boa. Claro que chega uma hora que você tem que pensar no ciclo olímpico, e teremos mais um até 2016. Por exemplo, será que eu não chego em 2016 bem? Eu sei que vou chegar pelo tanto que me cuido e que me dedico, tanto que depois da cirurgia eu estava de volta às quadras em apenas um mês e meio. Mas está na hora de pensar no futuro. Tudo tem começo, meio e fim. É normal essa renovação. Os jogadores que estão aí com 24, 25 anos estão prontos e com a experiência necessária para assumirem o posto e serem os líderes dessa geração.


Sua geração entrou para a história como um dos times mais vitoriosos de todos os tempos no esporte coletivo. Qual a importância do Bernardinho nessa supremacia?
Eu sempre brinco que o Bernardo como técnico é o melhor psicólogo que eu já tive, porque ele sabe tirar o melhor de cada atleta quando o melhor é realmente necessário. Ele é muito bem assessorado por grandes profissionais. Tinha o Tabach (Ricardo Tabach, ex-assistente técnico da seleção), agora tem o Rubinho, o Chico foi e voltou, o José Inácio, que para mim é uma referência na parte física, o Fiapo na fisioterapia, e a estrutura que a CBV nos proporciona. É um conjunto de muitas coisas que ele soube capitalizar. Ele sempre fez a gente ter novos desafios. Ele soube fazer isso com perfeição, além de conseguir tirar o melhor de cada um nos treinos. O Bernardo é um pilar dentro do time.


Certamente depois de tantos anos existe um desgaste natural. Você acha que chegou a hora dele também deixar a seleção e partir para outros desafios?
Isso é uma incógnita.


O Bernardinho está cansado?
Não, cansado o Bernardo não está nunca (risos). É igual aqueles aposentados que morrem se você tirar o emprego deles e mandá-los para casa. Ele tem uma paixão muito grande pelo vôlei. Existe uma coisa dentro dele que é essa ânsia de ganhar, de buscar a perfeição, de ensinar, que acaba se tornando maior do que ele. Difícil responder. Fora do vôlei ele não vai ficar.


Giba no treino da seleção de vôlei (Foto: Alexandre Arruda / CBV)Apesar da liderança em quadra, Giba não pensa
em ser técnico (Foto: Alexandre Arruda / CBV)
 
Se ele optar em deixar a seleção após Londres, quem você gostaria de ver no comando da Seleção?
Difícil, mas o único nome que realmente me vem à cabeça hoje é o do Giovane.

Existe a possibilidade de você se tornar técnico quando encerrar a carreira?
Menos 0,001 por cento (risos). Não é uma coisa que tenha vontade. Prefiro assumir uma função administrativa, pegar a experiência desses anos todos de carreira e usar do lado de fora das quadras. Minha vontade é continuar no vôlei.


O Brasil vai brigar pela medalha de ouro em Londres?
Com certeza. É aquela velha história, ninguém vem aqui em Saquarema, ninguém sabe a nossa rotina e quais os nossos objetivos. Se a Federação Internacional organizasse um calendário que desse tempo de a gente ter um repouso depois de um pico de trabalho seria bem diferente, como aconteceu ao longo de todos esses anos. Mas como isso não aconteceu, priorizamos as Olimpíadas. A Liga Mundial tem todo ano. Infelizmente na mentalidade do brasileiro ou você é campeão ou você não é nada. Sabemos que acostumamos mal as pessoas, mas lamento que essa mentalidade do brasileiro não seja só em relação ao vôlei.


Acho que o dia que pararmos para pensar na supremacia, a gente cai. Vou deixar para pensar nisso só quando eu parar de jogar"
Giba
 
Vocês têm a exata noção da supremacia conquistada pelo vôlei brasileiro nos últimos 11 anos?
A gente não para muito para pensar nisso. Temos tanto prazer, tanta vontade de estar aqui...Tesão mesmo, acho que essa é a palavra que melhor define nosso sentimento. Nosso ganha pão é o que mais gostamos de fazer e isso torna o nosso tempo aqui mais prazeroso. Acho que o dia que pararmos para pensar na nessa supremacia, a gente cai. Vou deixar para pensar nisso só quando eu parar de jogar.


Você já atuou na Itália e na Rússia e acaba de assinar um contrato com o Bolivar, da Argentina. Porque a opção de jogar numa liga pouco atrativa?
Acho que pela motivação de aumentar o nível de um campeonato. Quando eu, o Gustavo e o Rodrigão voltamos para o Brasil, nós esquentamos o mercado e todas as equipes começaram a se mexer. A Rússia tinha uma liga muito forte, mas quando eu, o Ball (levantador americano) e outros jogadores de peso jogamos lá, a liga cresceu e hoje é uma das melhores do mundo com um investimento absurdo. Eu fico muito feliz de fazer parte dessa renovação. O projeto que o presidente do Bolivar me mostrou também me empolgou.


A Superliga hoje é composta quase que na sua maioria por jogadores brasileiros e é uma das melhores do mundo. Você gostaria de ver mais estrangeiros jogando aqui?
Claro. Já tivemos jogadores como Brian Ivie, Weber, Olikhver, Milinkovic, Grbic e tantos outros por aqui. Era uma liga excepcional. Trazer grandes jogadores de fora não significa tirar espaço dos brasileiros. É claro que se torna caro por um monte de coisas, como transferência, casa, carro. Lá fora é comum arcar com essas despesas dos jogadores estrangeiros. É uma questão de cultura, que infelizmente ainda não temos aqui.


Qual seu ídolo no vôlei?
 
Eu me espelhei bastante no Carlão no início da minha carreira. Era um jogador que tinha uma raça incrível e com quem eu tive o prazer de jogar em clube e na seleção. Passei a admirá-lo ainda mais como pessoa. E no Renan, um jogador que foi um ícone do vôlei.


ricardinho giba seleção brasileira vôlei (Foto: Divulgação / CBV)Ricardinho foi o maior parceiro de Giba na seleção
brasileira (Foto: Divulgação / CBV)
 
Quem foi o seu grande companheiro nesses 16 anos de seleção?
O Ricardo, não tem como não ser. A gente começou junto na seleção infanto juvenil, em 1992, e depois dividimos o quarto em Saquarema e nas viagens durante onze anos. Tive o prazer de frequentar a casa dele, de ver as filhas dele nascerem, de vê-lo casar e de acompanhar todas as coisas que acontecerem na vida dele. Assim como ele também viu as coisas acontecerem na minha. Ele foi a pessoa que mais esteve do meu lado nesse tempo.

Quais são seus planos para quando deixar o vôlei?
Ainda não sei. Estou fazendo alguns cursos de administração esportiva e algumas outras coisas que eu quero aprender, até porque teremos dois grandes eventos esportivos no Brasil em 2014 e 2016. Aqui dentro eu sou o Giba, mas lá fora eu sou o Gilberto e tenho que estar bem preparado para isso. Minha vontade é passar a trabalhar nesse lado administrativo, quem sabe na CBV ou no COB.


O Bernardinho disse que nunca viu um jogador se dedicar tanto em uma quadra de vôlei como você. Como você se define?
Um apaixonado por vôlei que procurou dar sempre o melhor por onde passou. Procurei me dedicar ao máximo e não deixar nada a desejar. O pior sentimento é aquele de que você poderia ter feito mais ou de uma forma diferente. Mas dei o máximo e me considero um cara que fez de tudo para perseverar e ajudar sempre. Escolhi um esporte coletivo por causa disso. Eu pratiquei esportes individuais, como natação e tênis, mas vi que o individual não era para mim. Também joguei futebol de salão como meu pai e depois fui para o campo. Eu não era ruim não, mas percebi que não dava e meu caminho era outro.



vôlei Giba (Foto: Divulgação / FIVB)Após Londres, Giba disse se despede da seleção e vai jogar no Bolivar, da Argentina (Foto:Divulgação / FIVB)
 
FONTE:

Em ritmo de treino, seleção masculina de vôlei estreia com vitória nos Jogos

Contra a frágil Tunísia, Brasil tem retornos de Ricardinho e Giba em triunfo fácil por 3 sets a 0 na primeira rodada do Grupo B

Por GLOBOESPORTE.COM Londres, Inglaterra
 
Mal dá para chamar de estreia. O primeiro jogo da seleção brasileira masculina de vôlei em Londres 2012 pareceu mais um treino. Diante da frágil equipe da Tunísia, os brasileiros aproveitaram para se acostumar à quadra da Arena de Vôlei. Deu também para o levantador Ricardinho fazer sua reestreia em Olimpíadas, e para o técnico Bernardinho dar ritmo de jogo para Giba. A vitória acabou vindo naturalmente: 3 sets a 0, parciais de 25/17, 25/21 e 25/18.

Brasil x Tunisia,  Leandro Vissotto, Serginho, Sidnei, Dante e Murilo (Foto: Agência Reuters)Jogadores do Brasil dão abraço em Wallace após grande jogada do oposto (Foto: Agência Reuters)
Com a vitória o Brasil divide a liderança do Grupo B com a Rússia e os Estados Unidos, que derrotaram Alemanha e Sérvia, respectivamente. O próximo adversário brasileiro é a seleção russa, na terça-feira, às 18h (de Brasília). O SporTV transmite o duelo, e o GLOBOESPORTE.COM em Tempo Real.

O primeiro set não deu nem para o Brasil suar, nem para o torcedor se empolgar. Sem encontrar qualquer resistência do adversário, a seleção brasileira atropelou e abriu vantagem sem muito trabalho. De marcante mesmo, apenas o retorno de Ricardinho ao solo olímpico, quando a equipe já vencia por 20/13. E, depois que Murilo fez o ponto no lance seguinte, o levantador recebeu abraços de seus companheiros. A Tunísia até conseguiu se aproximar um pouco, ficando a cinco pontos de distância (22/17), mas a equipe verde-amarela fechou o set por 25/17 após dois ataques de Leandro Vissotto.

O segundo set foi um pouco mais complicado. O time brasileiro diminuiu um pouco a concentração, e os saques forçados não estavam funcionando. Mas a partida nunca saiu do controle dos brasileiros. A partir da metade da parcial, o Brasil abriu vantagem, e Bernardinho aproveitou para dar ritmo a Giba e fazer a alegria da torcida. O ponteiro entrou no lugar de Dante quando a seleção vencia por 16/12 e não saiu mais. Mais uma vez a Tunísia até tentou complicar no fim do set, mas mal chegou a incomodar: 25/21 e 2 sets a 0.

Último duelo do dia e sem grandes emoções, o duelo foi perdendo público durante o jogo. Aos poucos, a arquibancada foi esvaziando na Arena de Vôlei. Com as entradas de Rodrigão e Thiago Alves durante o terceiro set, Bernardinho conseguiu colocar todos os atletas em quadra. A seleção brasileira chegou a abrir oito pontos de vantagem no set, e a vitória era questão de tempo. Veio depois que Karamosly errou saque, e o Brasil fez 25/18.


FONTE:
 http://globoesporte.globo.com/olimpiadas/noticia/2012/07/em-ritmo-de-treino-selecao-masculina-de-volei-estreia-com-vitoria-nos-jogos.html

Botafogo joga o suficiente para bater o Figueira, e Seedorf ganha a primeira

C. Famisa 10 vibra muito com gol de Andrezinho no Engenhão. Glorioso vence após quatro jogos de jejumigueirense chega a 12 sem ganhar


A CRÔNICA
por GLOBOESPORTE.COM

Seedorf fez na noite deste sábado seu terceiro jogo pelo Botafogo, o terceiro no Engenhão. Depois de derrotas para Grêmio e Vasco, a torcida não prestigiou o time e compareceu em pequeno número: 3.401 pagantes. Os que foram ao estádio não viram um grande jogo, mas puderam assistir à primeira vitória do Glorioso com o novo camisa 10. Andrezinho marcou o gol do triunfo por 1 a 0 sobre o Figueirense e foi muito festejado pelo companheiro holandês.
Com o resultado, o Botafogo chegou a 20 pontos e assumiu, provisoriamente, a sexta colocação no Campeonato Brasileiro. O time encerrou um jejum de quatro jogos sem vitória na competição.

- Estou muito feliz, a gente merece. É um time que trabalha muito, tem muita dedicação. Era um jogo importante para vencer. Vamos procurar vencer os próximos jogos - disse Seedorf.
O Figueira, por sua vez, já acumula 12 partidas sem ganhar. O time, que venceu apenas na primeira rodada, segue na lanterna, com oito pontos.

-  A gente não fez uma partida maravilhosa, mas dentro das nossas limitações procuramos marcar forte e conseguimos sair no contra-ataque. Só que não marcamos quando tivemos chance. Estamos com uma nuvem negra sobre as nossas cabeças - disse o volante Túlio.

O próximo compromisso da equipe alvinegra carioca é nesta quarta-feira, contra o Palmeiras, em Barueri, pela Copa Sul-Americana. Os catarinenses jogam no mesmo dia, também pela competição continental, contra o Atlético-GO, em Goiânia. Pelo Brasileiro, o Figueira volta a campo no próximo sábado, contra a Portuguesa, no Canindé. O Glorioso pega no mesmo dia o Atlético-GO, no Serra Dourada.

Figueira assusta no início


O Botafogo entrou em campo com um time modificado em relação ao da derrota diante do Vasco, na última quarta-feira (1 a 0). Na zaga, Brinner tomou o lugar do suspenso Antônio Carlos. No meio, Oswaldo escalou Renato como volante, Fellype Gabriel e Seedorf, como meias pela direita e pela esquerda, e Andrezinho fazendo a ligação com os dois homens de frente, Rafael Marques e Elkeson. Vitor Júnior ficou como opção no banco.

Seedorf e Andrezinho gol Botafogo (Foto: Wagner Meier / Ag. Estado)Seedorf agarra Andrezinho ao comemorar o gol da vitória (Foto: Wagner Meier / Ag. Estado)
 
No lado do Figueirense, a dificuldade maior do técnico Hélio dos Anjos foi o desfalque de três homens de frente. Júlio César cumpriu suspensão, enquanto Loco Abreu e Caio, que estão emprestados pelo Botafogo, não puderam ir a campo por questões contratuais. Ronny e Aloísio formaram a dupla de frente.

O jogo começou com o time da casa tentando buscar o ataque, e os visitantes procurando sair na boa. E Figueirense criou as melhores chances nos minutos iniciais. Aloísio, aos 4, entrou na área e obrigou Jefferson a trabalhar. Depois, aos 11, o atacante do Figueirense deixou Fábio Ferreira para trás e entrou livre na área. Aloísio bateu rasteiro, na saída de Jefferson, e obrigou o goleiro a fazer um milagre com o pé.

Torcida do Bota pede Loco Abreu
A torcida do Botafogo mostrava irritação na arquibancada. Aos poucos, o time adiantou a marcação e conseguiu aparecer melhor no ataque. Aos 26, Brinner chegou a cabecear para a rede uma bola levantada na área, mas a arbitragem já havia paralisado o lance, anotando uma falta de ataque.

Rafael Marques, Botafogo x Figueirense (Foto: Wagner Meier / AGIF)Rafael Marques tenta levar Bota ao ataque. Jogador saiu no intervalo (Foto: Wagner Meier / AGIF)
 
Seedorf começou a chamar a responsabilidade e fez algumas boas jogadas. Aos 41, o camisa 10 deu bela arrancada pela ponta esquerda e cruzou para Rafael Marques, que não aproveitou dentro da área. A torcida do Botafogo não perdoou e começou a gritar o nome de Loco Abreu.
Pouco depois, Seedorf apareceu bem e deu passe açucarado para Elkeson. O atacante limpou a marcação e bateu rasteiro, cruzado. A bola caprichosamente carimbou a trave e voltou para as mãos do goleiro Ricardo.

Andrezinho leva sorte e marca
Na volta para o segundo tempo, o técnico Oswaldo de Oliveira abriu mão de sua inovação tática e voltou ao esquema que vinha usando costumeiramente, com cinco homens no meio. Rafael Marques deixou a equipe para a entrada de Vitor Júnior. No Figueira, Hélio dos Anjos não mudou.

A exemplo do que se viu no fim do primeiro tempo, o Botafogo manteve-se buscando mais o ataque, embora sem grande contundência. O Figueirense foi ficando cada vez mais encolhido e já não ia à frente nem mesmo em contragolpes.

Seedorf, uma vez mais, lutou e tentou chamar a responsabilidade. Ainda com o placar em branco, pediu apoio aos torcedores. Num lance rente à linha de fundo, o holandês tentou um calcanhar e furou bisonhamente. Nada que o abatesse.

Embora o futebol do Glorioso não fosse dos melhores, o esforço e o ímpeto da equipe acabaram sendo premiados aos 14 minutos. Andrezinho recebeu passe de Fellype Gabriel na intermediária e avançou livre. O camisa 17 bateu fraco, rasteiro, mas contou com um desvio no zagueiro Anderson Conceição para abrir o placar. Na comemoração, Andrezinho foi abraçado por Seedorf, que foi quem mais vibrou com o gol.

Em desvantagem, o Figueirense tratou de promover suas primeiras alterações. O volante Doriva deu  lugar a Pittoni. O meia Almir, machucado, saiu para a entrada do também meia Guilherme Lazaroni. Pouco adiantou. O Figueira continuou travado, sem conseguir atacar.
No lado do Botafogo, Seedorf ainda tinha fome de bola. Aos 24, o meia se esforçou para evitar a saída de bola na linha de fundo, recolheu e deu um passe primoroso para Márcio Azevedo dentro da grande área. O lateral cruzou na boca do gol, mas ninguém conseguiu empurrar a bola para a rede.

Uma expulsão de cada lado
Hélio dos Anjos fez sua última tentativa de modificar o andamento do jogo ao lançar Jean Deretti na vaga de Ronny, mas a partida não virou a favor dos catarinenses. Aos 32, em lances seguidos, cada time perdeu um jogador. O lateral Pablo, do Figueirense, fez falta dura em Elkeson e recebeu o segundo cartão amarelo. Segundos depois, Vitor Júnior, que também já tinha sido advertido anteriormente, colocou a mão na bola e ganhou o vermelho.

Daí em diante, pouco aconteceu no jogo. Oswaldo tratou de fechar seu meio-campo, trocando o meia Fellype Gabriel pelo meia Jadson. O Botafogo recuou e chegou a chamar o Figueira para um gás final na partida. Numa bobeada da defesa, Aloísio chegou a sair na cara de Jefferson, mas desperdiçou mais uma chance clara.

Seedorf saiu de campo aos 47, muito aplaudido, para a entrada de Rodrigo Dantas. O Glorioso conseguiu carregar o jogo até seu apito final sem ser vazado e reencontrou o prazer de vencer no Brasileirão.

FONTE:
http://globoesporte.globo.com/jogo/brasileirao2012/28-07-2012/botafogo-figueirense.html

Com Seedorf na regência, quarteto tem lampejos e dá ideias a Oswaldo

Nova formação de meio de campo demora a engrenar, mas aproxima os jogadores e evolui no segundo tempo, com o holandês em destaque

Por André Casado Rio de Janeiro

A mudança radical promovida por Oswaldo de Oliveira para a partida contra o Figueirense, neste sábado, demorou a surtir efeito e talvez não tenha saído como o esperado, já que foi parcialmente desfeita no intervalo. Mas, diante da necessidade de adaptação, o treinador do Botafogo gostou do que viu em seu esquema ofensivo e não descarta utilizá-lo em outra ocasião. Embora lembre que, pelos riscos, deve analisar as circunstâncias e o adversário.

Em resumo, Renato foi recuado para ser o único volante de ofício, Fellype Gabriel - que incorporou a função e vestiu a camisa 5 - e Seedorf pelos lados, e Andrezinho mais adiantado, no centro, formando um losango. Eles municiaram Elkeson e Rafael Marques.

- Depende muito dos jogadores que eu tiver em mãos. Atuamos sem o volantão mesmo, só o Renato que tinha eminentemente a força de marcação e se sacrificou, fez uma leitura do jogo correta depois de um começo inseguro. Fellype Gabriel já jogou ali em outras situações. Temos de adequar o que faremos com os rivais. Quando eu tiver Vitor Júnior e Fellype Gabriel juntos, em excelentes condições, vou jogar como vínhamos atuando com o Seedof, que vai ter mais intensidade. Vou procurar outra função para ele - analisou Oswaldo.

No primeiro tempo, o time voltou a ter dificuldades de tabelar e se aproximar abrindo espaços na área do Figueirense. Aos poucos, porém, os jogadores foram se aproximando e algumas tramas saíram, divididas entre os pés de Seedorf - que deixou Rafael Marques na cara do gol, mas ele furou - e Fellype Gabriel - que assistiu a Elkeson mais de uma vez.

Seedorf Botafogo x Figueirense (Foto: Wagner Meier / AGIF)Seedorf tenta escapar da marcação dupla do Figueirense (Foto: Wagner Meier / AGIF)
Depois do intervalo, já com Vitor Júnior, de 1,65m, na vaga de Rafael, de 1,90m, o holandês assumiu o papel de maestro e regeu o Botafogo com orientações e aplausos efusivos após acertos e até erros. Coincidência ou não, seu desempenho melhorou - e muito. Deixou de ser o homem só dos escanteios para se tornar o jogador com mais posse de bola do Glorioso na etapa final. O gol de Andrezinho foi festejado como o de um título. E, aos 40 minutos, saiu do campo para entrada de Rodrigo Dantas, mais para ser aplaudido por quase todos.

No próximo compromisso, contra o Atlético-GO, sábado, no Serra Dourada, a formação não deverá ser mantida. Seedorf, no entanto, já prcocou que a maratona não é problema para ele.

FONTE:
 http://globoesporte.globo.com/futebol/times/botafogo/noticia/2012/07/com-seedorf-na-regencia-quarteto-tem-lampejos-e-da-ideias-oswaldo.html