quinta-feira, 28 de julho de 2016

Não vai dar em nada, mas pelo menos Alckmin vai ter de se explicar pelo perdão à Alstom. Por Mauro Donato



FONTE:
http://www.diariodocentrodomundo.com.br/nao-vai-dar-em-nada-mas-pelo-menos-alckmin-vai-ter-de-se-explicar-pelo-perdao-a-alstom-por-mauro-donato/


por : 

Ele

Ele

Vislumbre o seguinte cenário, caro leitor:
A presidente Dilma Rousseff continua firme em sua cadeira no palácio da Alvorada; A Odebrecht permanece prestando serviços para a Petrobras normalmente, como se nada tivesse acontecido; E mais ainda, a Odebrecht é agraciada com um perdão milionário de algumas dívidas e ganha mais um tempo para entregar obras que, de resto, já estão atrasadas há cinco anos e com fortes denúncias de superfaturamento. O mundo viria abaixo, certo? Não haveriam panelas suficientes para dar conta da indignação verde e amarela. Iriam implorar por militares, por Sergio Moro, pela defesa da tradicional família brasileira.
Pois o quadro acima é real, bem real, quando substituímos personagens, locais e empresas participantes.
O governador Geraldo Alckmin, que continua firme em sua cadeira no palácio dos Bandeirantes, perdoou dívidas da Alstom que totalizam R$ 116 milhões. A empresa francesa, acusada de fazer parte de um cartel associado ao governo tucano de São Paulo desde 1998 (!), foi presentada ainda com a dilatação do prazo de entrega de um produto para o ano 2021. A contratação previa a conclusão e entrega para 2011. Já estamos com cinco anos de atraso e graças à benevolência tucana chegaremos a dez.
O cheiro da coisa toda fez o Ministério Público do Estado de São Paulo abrir investigação sobre o acordo. O promotor de Justiça Marcelo Milani não engoliu a tucanada: “Não vejo sentido nesse acordo. O Metrô aplicou multas no limite máximo à Alstom em decorrência do contrato. Como agora perdoa essas multas? Também não é razoável que um contrato essencial para o Metrô sofra um atraso de dez anos”, afirmou.
A Alstom é investigada desde 2008 por esquemas de propinas acertadas com os governos do PSDB que dirigem o estado de São Paulo. Ela obteve vantagens em contratos nas áreas de transporte e energia que vêm desde Mario Covas, passou por José Serra e chega em Alckmin. Mas oito anos depois do início das investigações, o que vemos é uma tramitação lenta e cheia de névoa.
O produto em questão, um sistema que visa diminuir o intervalo entre trens, foi contratado por José Serra em 2008 ao custo de R$ 780 milhões e proporcionará um prejuízo de R$ 300 mi devido ao novo acordo (perdão de multas e mais prazo). O governador Geraldo Alckmin não pode ser acusado de fazer com o metrô o mesmo que Dilma e Lula são acusados de fazer com a Petrobras porque?
Sob a gestão tucana, o metrô está financeiramente quebrado a ponto de abrir recentemente um plano de demissões voluntárias. Se está falido e dispensando funcionários, como anistia R$ 116 milhões em multas de um fornecedor?
Parece claro que foi mais um acordo para calar a boca da Alstom. Sim mais um, pois em outubro de 2015 o Ministério Público entrou com ação solicitando o ressarcimento de R$ 500 milhões pelos danos causados pelo cartel do metrô o que causou certo mal estar entre as partes que já tinham costurado um acordo mais barato em troca de não apontarem os agentes públicos beneficiados pelo propinoduto do trensalão. Para tucanos não existe delação e sim silêncio premiado.
E aqui vale mais um comparativo que confirma que, em se tratando de governos, pau que bate em Chico não bate em Francisco. Quando o assunto é Petrobras e o PT, as empresas fornecedoras e seus presidentes e diretores declaram-se extorquidos pela estatal. “Ou entrava no esquema ou o negócio não seria fechado.” Mas se a coisa envolve o PSDB, daí o governo é que foi vítima de empresas e empresários canalhas, corruptos, sujismundos aviltadores. Como já se tornou um mantra aqui no DCM: quem acredita nisso, acredita em tudo.
É devido a uma incestuosa relação entre governo, judiciário e grande mídia que as administrações tucanas não entram em colapso. Mesmo com o rombo à vista de todos.

(Acompanhe as publicações do DCM no Facebook. Curta aqui).

Sobre o Autor
Jornalista, escritor e fotógrafo nascido em São Paulo.

ONU VAI NOTIFICAR O GOVERNO BRASILEIRO


FONTE:
http://www.conversaafiada.com.br/



O Brasil não consegue julgar Lula com imparcialidade


VEJA O VÍDEO CLICANDO NO LINK DA FONTE ACIMA

2016 é pouco. Tem que ter Golpe em 2018!



FONTE:
http://www.conversaafiada.com.br/politica/2016-e-pouco-tem-que-ter-golpe-em-2018



Porque, no voto... é mais fácil o Temer virar Fernando Pessoa!​

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Mino Carta relançou com uma entrevista de Ciro Gomes o programa que teve na TV Record – “Cartas na Mesa” - e que saiu do ar no glorioso período da “redemocraticação”, por ordem do então ministro das Comunicações, Antônio Carlos Magalhães, que Tancredo escolheu e Sarney manteve.
(Sobre como Tancredo escolheu ACM – para agradar Roberto Marinho – leia o best-seller “O Quarto Poder”)
Ciro confirmou ao Mino: é candidato a Presidente!
Oficializa com o Mino o que tinha dito aqui, provisoriamente, no Conversa Afiada.
E o Conversa Afiada reafirma o que diz há muito tempo:
- O próximo Presidente será o Lula ou quem o Lula indicar.
Conversa Afiada suspeita que Lula não será mais candidato a Presidente.
(Por quê? Essa é outra história, que não cabe aqui…)
E o PT não tem outro candidato.
Haddad não largará a Prefeitura.
O Golpe juridico-parlamentar tirou de campo os dois sucessores naturais do Lula (Dilma não estava na lista…).
Palocci, pela Direita.
E Dirceu, pela Esquerda.
É provável, portanto, que o PT apoie Ciro.
Já ou em 2018.
O que significa que esse projeto de Golpe em 2016 exigirá um outro, em 2018.
Porque, se a Dilma perder no Senado – o que é improvável -, a Casa Grande não terá candidato em 2018.
Na eleição direta, no voto, um brasileiro, um voto, nem pensar!
A Casa Grande não ganha eleição.
Nem a Globo, que, até la, terá sido trucidada pelo Facebook e o Youtube
Nem com o Datafalha, que fez do Temer um Brad Pitt.
A menos que o Ministro (sic) Gilmar (PSDB-MT) dê aquele Golpe para empossar o Padim Pade Cerra.
Mas, isso é tão provável quanto o Traíra virar Fernando Pessoa.
O Ministro (sic) acha que o Brasil se resume a aquele seu circuito provincial: Diamantino (MT) – DF.
E o povo não vai perceber...
Portanto, a frustrada aventura do Golpe de 2016 não se completaria sem um Golpe, também, em 2018.
Não faz sentido o gatinho angorá vender a Base de Alcântara numa PPP, o Parente entregar o pré-sal à Chevron e, pouco depois, o Ciro tomar tudo de volta!
O Golpe não poderia durar menos dois anos!
Se for assim, quem vai botar dinheiro aqui?
Nem os repatrioteiros do Delcídio…
Sem “a estabilidade das regras”, como diz o Ministro (sic) Meirelles…
Tudo isso para dizer que o Lula vai apoiar o Ciro.
E os senadores que julgarão a Dilma devem imaginar que, na hora em que se candidatarem à reeleição, vão ter pela frente o Lula – e o Ciro!
Ou eles pretendem se reeleger com o Traíra, o Cerra, o Gatinho Angorá, a Urubóloga no palanque?
PHA

Dilma à TIME: vou ganhar!


FONTE:
http://www.conversaafiada.com.br/politica/dilma-a-time-vou-ganhar


E convocar plebiscito para reformar a política

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Reprodução: Time
A presidenta Dilma Rousseff concede entrevista à revista Time, com chamada na homepage. Ela fala de seu julgamento, reafirmando que está havendo um "golpe parlamentar" e relata que convocará plebiscito para reforma política, se voltar. Dilma afirma que está convicta que poderá reverter seu processo de impeachment e afirma que houve erros na condução política de seu governo, após a crise econômica. Ela afirma ainda que há um preconceito contra sua figura, por ser mulher "dura, sem flexibilidade". A presidenta afirma que não irá às Olimpíadas sem sua condição principal. "Não irei em posição secundária", diz e salienta que o evento não foi um erro para o Brasil, explicando que o vírus zika não é uma ameaça ao Brasil.
As Rio de Janeiro prepares to host the Olympic Games, beginning on Aug.5, one person won’t be at the opening ceremony—President Dilma Rousseff. Rousseff has been suspended from her office amid charges that she manipulated government accounts, and her impeachment trial is scheduled to take place during the Olympics. She spoke with TIME’s Matt Sandy from the Brazilian capital of Brasilia, where she defended herself against accusations of corruption and promised that Rio would be able to pull off the Games despite a league of doubters.

How is the fight [against impeachment]?

I am being judged for a non-crime. What is happening [in Brazil] is not a military coup but it is a parliamentary coup. It is a coup of a process that is affecting the institutions, eroding them from the inside, contaminating them. So I believe this fight, it requires a weapon. We live in a democracy and respect democracy. The weapon in this fight is debate, explanation and dialogue.

You need 27 votes [in the senate to avoid impeachment]. Will you get them?

I have fought for this… and I have the conviction that I can win.

What is your plan if you return to power?

It is essential that we are able to reform the political system… We need a plebiscite [so that] the president on January 1, 2019 can lead the country in a better way… At the same time, we have a major challenge: Brazil has to grow again. And it has to grow again in a way that is not against the interests of the millions of Brazilians that have left poverty and entered the middle class.

Do you believe that the impeachment was sexist?

Misogynistic, in truth. The fact that a woman became the first President of the Republic gives rise to an evaluation of women that is very common, very stereotypical. On the one hand women are hysterical, and when they are not hysterical they are callous, cold and heartless. I was painted as a cold person, hard and heartless on one side. And on the other hand I was painted as a hysterical person.

And you will continue to fight?

I’m absolutely sure. My entire life is a learning experience, learning that there is no way to live without fighting, in all circumstances. I learned to fight early, I struggled and bore the pain of torture, but I fought and survived well. Then I fought against cancer. I also think that with the help of medicine today, we win the fight against cancer. And I will fight this impeachment systematically.

What do you think about the security concerns about the Olympics?

There is a whole security structure in Brazil suited to the Olympic Games. And this structure for the Olympics was not built yesterday, or the day before yesterday. It has gone through various tests. One of these was the World Cup [of soccer in 2014] and it was clear that there was not a single problem.

…And the threat of the Zika virus?

Brazil is going through a time, in terms of temperature, that is very atypical. This means there will be fewer mosquitos carrying Zika. And also, I want to tell you, we did a great [public health] campaign… You can rest assured that there will not be a threat to public health from the mosquito that carries the Zika virus.

Was it a mistake to have the Olympics only two years after the World Cup?

I do not see why that would be a mistake. Because, in a way, we are taking advantage of economies of scale. When you prepare for a World Cup with matches in 12 states you create an infrastructure… all the security equipment and all the technology to facilitate the communication of [the event] to the whole world, a media center. We learnt from this. And so I tell you, I think it is easier to organize an Olympics having already organized a World Cup.

A few years ago, after the Olympics were awarded to Rio in 2009, many people said that Brazil was taking a much more prominent role in the world. But now Brazil is talking to herself. Do you think that Brazil can and should return to a bigger role in the world?

I think Brazil has all the conditions to return to play a bigger role… All countries of the world have gone through crises, well before us. The U.S. had a severe crisis in 2007, 2008, 2009, 2010… The E.U. was at risk of losing its currency, also with a very deep crisis. The crisis has now reached the emerging markets… But it was not the emerging countries that created the crisis. It is a crisis of the international financial system, and as we all know, one of the most serious since 1929.

Do you take responsibility for Brazil’s economic crisis?

We tried since 2009 to have a countercyclical policy that would prevent the worst of the [global economic] crisis coming to Brazil. We had some success in 2011, 2012, 2013 and 2014. In 2015, I believe that what accelerated the crisis in Brazil was the political crisis, which accelerated the economic crisis. The political crisis put Brazil into recession.

How important is [corruption investigation] Operation Car Wash to the future of Brazil?

Brazil does not have a monopoly on corruption. In all countries, including the United States, there is a systematic fight against corruption. But the fight against corruption is not only about one investigation. The fight against corruption is done by… the improvement of control and oversight institutions, and improving legislation.

Will you go to the Opening Ceremony?

I was elected president with 54.5 million votes… They are inviting me to participate in the Olympic Games in a very secondary position… I will not play a role that does not correspond to my presidential status.

Will you be proud of Brazil when the Games begin?

I have and always will have pride in Brazil because I think we will demonstrate once again that we are capable of winning in the arenas, fields and circuits, as well as outside of them.


Moreira: como defendi Lula na ONU



FONTE:
http://www.conversaafiada.com.br/politica/moreira-como-defendi-lula-na-onu


Moro usa a mídia para condenar!

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C Af publica a íntegra do parecer do professor Luiz Moreira na ação de Lula na ONU contra o Juiz (sic) de Curitiba:
Tem obtido ampla repercussão no Brasil a afirmação do Ministro Ricardo Lewandowski, presidente do Supremo Tribunal Federal, segundo a qual “no século XXI, o protagonismo no Brasil cabe ao Judiciário”. Independentemente da validade dessa tese, é preciso discutir a tarefa que cabe ao Judiciário em um cenário institucional em que há crescente demanda por participação popular nas instâncias decisórias, sua possível subordinação aos interesses dos grupos que detêm hegemonia política e a maneira pela qual essas questões interferem na produção de um consenso expresso pela opinião pública, induzido ou formulado pela mídia.
Em primeiro lugar, surge a pergunta pela tarefa do Judiciário em uma democracia constitucional, na qual se exige das instituições uma rigorosa justificação de suas funções. Assim, não se atribui ao Poder Judiciário “fazer” justiça, pois o voluntarismo ou o decisionismo judicial cede lugar a uma atuação institucional em que o “fazer justiça” significa o cumprimento correto dos procedimentos estabelecidos pelo ordenamento jurídico. Portanto, fazer justiça é o desincumbir-se de uma correção procedimental em que há uma sucessão lógica de acontecimentos, não sujeita a humores, a arbitrariedades ou a caprichos. Desse modo, aliando-se um sistema coerente de direitos a uma lógica piramidal judiciária, com primazia das decisões colegiadas sobre as individuais, em que juízes mais experientes, reunidos em um colegiado, controlam as decisões dos demais juízes, há a institucionalização do Judiciário como garantidor dos direitos fundamentais dos cidadãos.
No entanto, na medida em que esse sistema obtém sua legitimidade da opinião pública, passa ele a sofrer forte influência tanto de grupos capazes de representação quanto de consensos que traduzem modos de vida desses mesmos agrupamentos. Assim, se é verdade que o direito só é legítimo na medida em que é produzido pela democracia, também o é a necessidade de uma contenção, a fim de distinguir o sistema de justiça das instituições políticas. 
A Constituição brasileira diferenciou os poderes políticos, aos quais compete estabelecer as regras de conduta em processo majoritário de decisão, e o poder judiciário, técnico e contra majoritário, cuja tarefa é decidir os conflitos utilizando-se das normas criadas pelas decisões oriundas daqueles poderes eleitos pela soberania popular, contrariando, se necessário, opinião dos grupos hegemônicos, sejam eles econômicos, corporativos ou midiáticos. 
Em segundo lugar, como em qualquer sistema, no de justiça há uma falha estrutural que propicia o surgimento de um estado de exceção na democracia constitucional. Essa exceção autoritária na democracia constitucional permite a institucionalização da violência, transformando cidadãos em inimigos desse sistema. Na mídia, essa violência se cristaliza quando o cidadão é transformado em alvo de campanha jornalística cujo propósito é caracterizá-lo como inimigo do agrupamento hegemônico, na qual a pena a que o cidadão é submetido não advém de sua condenação, mas de sua permanente exposição midiática como investigado ou como réu, não importando se culpado ou 
inocente. Afligido pelas peculiaridades burocráticas, pela linguagem própria e pela demora inerente ao processo judicial, o castigo do cidadão ocorre com sua submissão ao processo judicial.
É certo que o prestígio do Judiciário decorre da posição eqüidistante adotada ante os conflitos existentes na sociedade. Conflitos não apenas jurídicos. Qual a razão de os poderes políticos deferirem a um rival normativo o poder de arbitrar suas demandas? A sociedade conferirá a um membro das disputas partidárias a tarefa de arbitrá-las?
No Brasil é cada vez mais freqüente que juízes e membros do ministério público emitam opiniões sobre os assuntos mais diversos da vida política nacional. Não raro essas opiniões expressam críticas a poderes, censuras a instituições, contêm até mesmo prognósticos políticos ou simplesmente antecipam suas opiniões sobre fatos e pessoas submetidas à sua jurisdição. Essas condutas não são ortodoxas, contrariam não apenas a tradição judiciária segundo a qual ao juiz compete uma atuação reservada aos feitos judiciais sob seus cuidados como também estimulam o justiçamento dos cidadãos, reforçando a tese de que alguns são vistos como inimigos do sistema de justiça. A fim de se manter eqüidistante das disputas, o magistrado não disputa a hegemonia política, não cria narrativas, não antecipa juízo de culpabilidade e tampouco colabora para que a mídia promova a execração de cidadãos. 
Na medida em que magistrados angariam simpatia popular ou se constituem como fontes do noticiário, imiscuindo-se em assuntos tradicionalmente reservados aos partidos, à sociedade organizada, aos poderes políticos e à construção das narrativas políticas, tornam-se atores políticos como os demais, não podendo mais desfrutar de papel de árbitros das disputas. Por isso, além de imparciais, os membros do sistema de justiça devem exercer suas funções com parcimônia e, com isso, exercerem seu papel de poder contra majoritário.  
Nesse sentido, a tarefa do Judiciário é a de garantir que os direitos e as garantias fundamentais sejam efetivados enquanto perdurar o marco jurídico que os instituiu. Assim, o judiciário é, por definição, garantista. Nesta seara uma diferenciação foi introduzida, no Brasil em 1988, com as prerrogativas conferidas ao Ministério Público, pelas quais lhe cabe promover direitos. Portanto, o sistema de justiça detém uma divisão de tarefas, cabendo ao Judiciário agir conforme um padrão de inércia e ao ministério público o de promover as ações necessárias ao cumprimento das obrigações jurídicas. 
Essa diferenciação é especialmente relevante em duas searas, ou seja, no direito penal e no direito tributário, pois, como se trata da defesa da liberdade e da propriedade, as funções se especializam em decorrência da exigência de as vedações estarem rigorosamente previstas no ordenamento jurídico. Na seara penal, o Judiciário age como a instância que garante as liberdades dos cidadãos, exigindo que o acusador demonstre de forma inequívoca o que alega. Assim, a estrutura se realiza de modo dicotômico: (I) ao acusador cabe 
produzir o arsenal probatório apto a produzir a condenação e (II) aos cidadãos é deferida a perspectiva de defenderem-se com os meios que lhe estiverem ao alcance. Constrói-se, nesses casos, uma imunidade conceitual erguida para salvaguardar as liberdades do cidadão ante o poder persecutório do acusador.
Ora, como é o Estado que promove a acusação, por intermédio de um corpo de servidores constituído especificamente para este fim, o Judiciário se distancia da acusação e passa a submetê-la ao marco da legalidade estrita, de modo que método e instrumento de suas atuações sejam diferentes. Isso ocorre para garantir às liberdades um padrão institucional que tem, no sistema de justiça, o Judiciário como seu guardião.
Assim, cabe ao Judiciário circunscrever-se ao cumprimento de seu papel constitucional de garantidor dos direitos fundamentais dos cidadãos, de se distanciar da tentativa de constatar as vontades das maiorias, de ser o portavoz da opinião pública e de resistir às pressões midiáticas pela condenação sem provas ou absolvição com provas, sendo, por isso, garantista e contra majoritário.
No entanto, um cenário preocupante tem atingido a realidade brasileira ultimamente e que tem transformado o Judiciário em uma instituição absolutamente parcial em matéria penal. Refiro-me às ocasiões em que a mídia passa a defender a condenação de cidadãos, reduzindo demasiadamente a possibilidade de esses cidadãos terem julgamentos imparciais, vez que o judiciário passa a se pautar pela aprovação popular de suas decisões consubstanciadas nas seguintes perspectivas:
(1) As campanhas midiáticas insistem em estabelecer um paralelo entre réus políticos e corrupção. Esse paralelo se realiza do seguinte modo: a necessária condenação dos réus teria papel pedagógico, pois, com ela, obter-se-ia um exemplo a ser utilizado em campanhas midiáticas. Desse modo, TV, Rádios, Jornais etc., utilizam-se de métodos mercadológicos para definir que cidadãos são culpados justamente para que sejam investigados e, finalmente, condenados pelo sistema de justiça. Como a cobertura midiática define o conteúdo de sua mensagem (a culpabilidade dos cidadãos e sua necessária condenação), segue-se a massificação dessa mensagem pela mídia nacional. Assim, essa pressão midiática fomenta não apenas um movimento pela condenação de cidadãos, como também alinha a decisão dos juízes a essa campanha. Por conseguinte, estabelece-se uma correlação entre condenação e combate à corrupção, de modo a estabelecer que juízes que são contrários à corrupção devem por isso condenar esses réus. Contrariamente, os juízes que absolvem os réus assim o fazem por serem favoráveis à corrupção.
(2) Forma-se assim um ciclo vicioso em que o processo judicial passa a ser estruturado conforme uma lógica midiática, cujo roteiro se destina a estabelecer simetria entre as decisões tomadas e sua aprovação por setores da sociedade. Nesse caso, o processo judicial deixa de seguir critérios normativos 
e passa a se orientar por consensos fáticos, pois, como o que se busca é a aprovação popular, razão da utilização da mídia, a conduta arbitrária desses magistrados “revoga” as garantias constitucionais dos cidadãos e sua condenação passa a ser obtida através de sua exposição como culpado.
(3) Não por acaso as peças acusatórias passam a ter forma de uma narrativa, estruturadas conforme um argumento verossimilhante, em que não se busca caracterizar a conduta do investigado como algo que se enquadre como crime, mas como algo que até poderia ser ilícito, como algo passível de suspeita e de reprovação. Essa narrativa seria improdutiva se não contasse com as campanhas midiáticas, utilizadas para incutir nos cidadãos a convicção da culpa do outro e da suspeita que passa a atingir os alvos dessas campanhas.
É justamente nesse ambiente de associação entre mídia e judiciário que se tenta criminalizar o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva.
Essa associação produz uma narrativa contra o ex-presidente Lula, em que a tipificação penal de sua conduta assume papel subalterno, pois importa ao aparato persecutório do Estado puni-lo por métodos não jurídicos, que podem ser designados como justiçamento, porque o ambiente de sua condenação é diuturnamente difundido pela mídia brasileira, não lhe possibilitando defesa.
Segundo essa narrativa midiática, cuja existência de provas é substituída por argumentos verossimilhantes, em que contra ele basta o talvez ou a dúvida sobre o cometimento de alguma conduta juridicamente reprovável, o que é preciso para classificar sua conduta como criminosa? E como defendê-lo dessa narrativa?

Não por acaso a investigação contra o ex-presidente Lula é marcada por forte teatralização. Além de ter sido vítima de sequestro judicial, nominado pelas autoridades envolvidas como “condução coercitiva”, durante seu depoimento, quando ainda transcorriam as buscas e apreensões em imóveis de seu domínio, membros do Ministério Público, da Polícia Federal e da Receita Federal concediam entrevista coletiva e dissertavam sobre conteúdo cercado por sigilo judicial. Nessa perspectiva é que o ex-presidente Lula foi escolhido como antagonista do aparato persecutório estatal.
Trata-se assim de fenômeno judiciário em que sua condenação é fomentada pela mídia, em que há a rotineira publicação de feitos cercados por sigilos 
judiciais cujo acesso é negado à defesa e em que o constrangimento judicial consiste em sistemática e paulatinamente negar-lhe acesso aos autos, às provas, ao material probatório, enquanto esse mesmo material é difundido na imprensa com metódica periodicidade.
Essas arbitrariedades judiciais, cometidas na instrução do processo, associamse a uma ilegítima pressão da mídia, evidenciando o prejuízo à defesa advindo do desequilíbrio processual existente no sistema jurídico-penal brasileiro. Isso porque não há previsão de separação entre a atividade de instrução e a atividade de julgamento. O mesmo juiz que instrui o processo julgará a ação, possibilitando ao juiz a oportunidade de defesa da legalidade de sua atuação na fase de instrução, confirmando o protagonismo que lhe foi dirigido pela mídia naquele momento processual. Assim, não havendo separação entre a pessoa que instrui e a que julga, a previsibilidade dos atos processuais ceder lugar à convalidação das arbitrariedades praticadas pelo Judiciário e defendidas pela imprensa.
Portanto, por tudo que acima foi exposto e em decorrência da ampla campanha midiática que postula a condenação do ex-presidente Lula, bem como a demonstração de suscetibilidade do judiciário brasileiro à pressão midiática, são desprezíveis as possibilidades de Luís Inácio Lula da Silva ser julgado com imparcialidade.
Belo Horizonte, junho de 2016.
Professor Dr. Luiz Moreira Gomes Junior
Em tempo: Clique aqui para ler a íntegra da petição entregue pelos advogados de Lula ao Conselho de Direitos Humanos da ONU.


FONTE
http://www.conversaafiada.com.br/politica/nunca-dantes-lula-e-o-1o-a-ir-a-onu


Todo brasileiro pode



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O Moro é um sucesso - na família Leitão
Lula é o primeiro brasileiro a recorrer à Comissão de Direitos Humanos da ONU, com sede em Genebra.
É uma corte que reúne 49 países e tem 18 juízes.
O Brasil subscreveu o pacto de Direitos Humanos da ONU em 1992 e ratificou em 2009.
PHA
Em tempo: Clique aqui para ler a íntegra da petição entregue pelos advogados de Lula ao Conselho de Direitos Humanos da ONU.

JUSTIÇA BRASILEIRA = RÚSSIA E CHINA



FONTE:http://www.conversaafiada.com.br/politica/justica-brasileira-russia-e-china


Usar a imprensa para demonizar suspeitos


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Geoffrey Robertson, em resposta a PHA, disse que o sistema de Justiça Criminal brasileira é "primitiva", no sentido de antiquada, ultrapassada.
E, como tem um juiz só para investigar e julgar, e permite que a imprensa seja usada para pressionar juízes e condenar suspeitos, trata-se de uma Justiça criminal como a de alguns países da América do Sul, Rússia e China.
PHA
Em tempo: Clique aqui para ler a íntegra da petição entregue pelos advogados de Lula ao Conselho de Direitos Humanos da ONU.

MORO SERIA DESTITUÍDO SE VAZASSE NA EUROPA


FONTE:
http://www.conversaafiada.com.br/politica/moro-seria-destituido-se-vazasse-na-europa


Inaceitável ter defendido julgamento no PiG


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Geoffrey Robertson disse, em resposta a PHA, que a prática continuada de vazar parcialmente delações para o PiG levaria à sumária destituição de Moro.
PHA
Em tempo: Clique aqui para ler a íntegra da petição entregue pelos advogados de Lula ao Conselho de Direitos Humanos da ONU.

LULA TEM QUE SER JULGADO POR JUIZ PORTUGUÊS


FONTE:
http://www.conversaafiada.com.br/politica/lula-tem-que-ser-julgado-por-juiz-portugues


Advogado inglês de Lula diz que Moro é parcial

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Geoffrey Robertson diz que Moro é claramente parcial e sistema brasileiro, primitivo, permite que juiz que trabalha na investigação julga também.
Robertson diz que jamais um juiz europeu iria ao lançamento do livro do filho da Urubóloga.
 PHA

FOLHA IMPEACHA O TEMER. (INDIRETAMENTE. QUÁ, QUÁ, QUÁ!)


FONTE:
http://www.conversaafiada.com.br/pig/folha-impeacha-o-temer-indiretamente-qua-qua-qua



Gilmar investe no Golpe do Cerra


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editorial da Fel-lha - que só merece ser lido quando revela sincericídio - pede o impeachment do Traíra.
Aplica a hipocrisia: diz e finge que não disse.
Tudo assim, indireto, decorativo, digamos:
Incidem diretamente sobre a campanha eleitoral de Dilma Rousseff (PT) em 2010 —e, de forma indireta, sobre seu vice Michel Temer (PMDB)— os recentes depoimentos do marqueteiro João Santana e de sua mulher Mônica Moura ao juiz Sergio Moro nas investigações da Operação Lava Jato.
Já o ministro (sic) Gilmar (PSDB-MT) não quer nem saber: ele quer degolar a Dilma e basta!
Conversa Afiada, modestamente, já desvendou o plano secreto, uma espécie de Plano Cohen 2.0 (sobre o dito Plano: pt.wikipedia.org/wiki/Plano_Cohen) do imparcial ministro:
É a maratona olímpica: "Quem é Mais Hipócrita"?
Fel-lha, o Trambolho, o Gilmar (PSDB-MT), ou o Cerra?
PHA

Incidentes durante comemoração dos fãs do Nacional deixam cinco mortos




LIBERTADORES  2016



De acordo com o diário colombiano "El Tiempo", Polícia de Bogotá revelou ter recebido 331 chamadas, entre espancamento e feridos em confrontos na madrugada



Por
Bogotá, Colômbia



O que poderia ter sido uma noite de festa virou pesadelo em Bogotá, capital da Colômbia. Durante comemoração pelo título do Atlético Nacional na Copa Libertadores da América, vários incidentes deixaram cinco mortos e outros feridos. De acordo com informações da Polícia Metropolitana de Bogotá, duas pessoas não resistiram após serem esfaqueadas, uma faleceu em acidente de trânsito e os outros dois casos ainda estão sendo investigados.

Como destaca o diário "El Tiempo", da Colômbia, Oscar Rojas Mancera, inspetor da polícia da capital, afirmou que uma das vítimas foi atacada por mais de 50 pessoas, fruto da intolerância dos torcedores do Atlético Nacional. O acidente de trânsito envolveu um motociclista, sem capacete, torcedor do campeão da Libertadores, que colidiu com um veículo quando avançou um sinal vermelho.

A polícia recebeu 331 chamadas num período de seis horas e ainda procura esclarecer as outras duas mortes. Entre os feridos, três pessoas que transitavam com a camisa do Millionarios, rival do Alviverde, foram levadas ao hospital Kennedy após serem agredidas por torcedores. 

Atlético Nacional x Independiente del Valle (Foto: AP)
Torcedores fizeram bela festa no estádio, em 
Medellín, mas marcaram comemoração com 
violência em Bogotá (Fo



FONTE:

Atlético Nacional vence Independiente del Valle na Colômbia e é bicampeão da Libertadores



LIBERTADORES  2016


Time colombiano faz 1 a 0, controla o jogo e comemora segundo título continental


 Gazeta Press

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AFP/RAUL ARBOLEDA
O Atlético Nacional é campeão da Copa Libertadores de 2016. Precisando apenas de uma vitória simples para faturar o bicampeonato do torneio continental, os colombianos fizeram o dever de casa contra o Independiente del Valle, nesta quarta-feira, no Estádio Atanasio Girardot, e venceram pelo placar de 1 a 0, coroando uma grande campanha na competição.

Os colombianos não tiveram muitas dificuldades para garantir a vitória. O gol do triunfo saiu logo aos oito minutos da primeira etapa, em finalização de Berrío. No restante da partida, o Atlético Nacional ainda teve algumas chances para ampliar o marcador, mas parou nos erros de finalização e no goleiro Azcona. O placar de 1 a 0, no entanto, foi suficiente para a equipe de Medellín garantir o bicampeonato do torneio continental, vencido pela primeira vez no ano de 1989.

Com o título da Copa Libertadores, o Atlético Nacional garante vaga para o Mundial de Clubes de 2016, que será realizado no Japão. O torneio já tem equipes como Real Madrid, da Espanha, América, do México, e Auckland City, da Nova Zelândia, entre as confirmadas.
O Jogo

Atuando em um estádio lotado de torcedores, o Atlético Nacional começou a partida exercendo uma enorme pressão. Logo com um minuto de jogo, Borja recebeu bola de Guerra, passou por Mina, invadiu a área e chutou a bola com perigo por cima do travessão. Na sequência, aos três, mais um susto dos colombianos. Bocanegra arriscou finalização rasteira de fora da área e mandou muito perto da trave.

Com a imensa pressão, o Atlético Nacional não demorou para abrir o placar. Aos oito minutos, Macnelly Torres cobrou falta para dentro da área, a zaga do Del Valle se confundiu e a bola bateu na trave. O rebote voltou caprichosamente no pé do atacante Miguel Borja, que só teve o trabalho de chutar firme e sair para comemorar o primeiro gol.

Mesmo após sair atrás no placar, o Independiente del Valle não conseguia se organizar ofensivamente, abusando das ligações diretas para o ataque. Com isso, o Atlético Nacional seguiu exercendo o domínio do jogo.

Aos 30 minutos, os colombianos aumentaram o volume ofensivo e tiveram uma grande chance para ampliar. Macnelly Torres arriscou chute de fora da área e obrigou Azcona a se esticar para afastar. Berrío chegou primeiro que o goleiro no rebote, porém, tentou forçar um pênalti inexistente e perdeu boa chance para pegar a zaga desarrumada.

Logo na sequência, aos 33, mais uma boa chance dos colombianos. Marlos Moreno recebeulançamento da esquerda, deu uma caneta em Núñez e cruzou rasteiro com muito perigo para Berrío. No entanto, Azcona estava atento e se antecipou para espalmar e salvar o Del Valle.

O jogo seguiu eletrizante. Aos 34, foi a vez dos equatorianos assustarem pela primeira vez. José Angulo recebeu ótimo lançamento de Sornoza, invadiu a área e bateu com muito perigo por cima do gol.

AFP / Luis Acosta
Após o momento de agitação, o duelo esfriou nos minutos finais da primeira etapa e seguiu para o intervalo com vitória parcial de 1 a 0 para o Atlético Nacional.

A partida voltou para o segundo tempo e, logo com um minuto de jogo, o Independiente del Valle teve uma boa oportunidade para empatar. Uchuari recebeu na entrada da área, aplicou um chapéu em Bocanegra e, na hora do chute, acabou bloqueado dentro da pequena área em carrinho de Henríquez.

Após o susto, o Atlético Nacional retomou o ritmo do primeiro tempo e voltou a criar as melhores chances. Aos sete minutos, Marlos Moreno recebeu dentro da área, cortou Caicedo e ficou cara a cara com o goleiro. O atacante, no entanto, preferiu rolar para Berrío, que chutou e mandou para fora.

Os colombianos tiveram outra ótima chance aos 16 minutos. Borja recebeu na entrada da área, ganhou de Mina no corpo e ficou de frente para o gol. O atacante finalizou cruzado, mas a bola foi pela linha de fundo.

Aos 19 minutos, o Independiente del Valle mostrou que ainda não estava entregue e criou uma boa chance. Cabezas tocou para Uchuari dentro da área, que dominou e bateu cruzado. A bola chegaria viva de frente para o gol, porém, Sánchez conseguiu afastar.

Depois da chance dos equatorianos, no entanto, o Atlético Nacional voltou a pressionar. Aos 26, Macnelly Torres deu um ótimo lançamento para Marlos Moreno, que chegou na bola antes que o goleiro Azcona e mandou de cabeça com o gol livre. A bola, no entanto, foi para fora.

Logo na sequência, aos 30, foi a vez de Borja quase marcar. O atacante recebeu livre na grande área e mandou uma bomba em chute cruzado, obrigando Azcona a fazer uma grande defesa.

Nos minutos finais, o Atlético Nacional se concentrou em administrar o placar que garantia o título e fez isso com muito sucesso. Sem correr perigo em nenhum momento, os colombianos só esperaram o apito final e puderam comemorar o bicampeonato da Copa Libertadores.


ATLÉTICO NACIONAL 1X0 INDEPENDIENTE DEL VALLE 


Local: Estádio Atanasio Girardot, em Medellín (Colômbia)
Data: 27 de julho de 2016, quarta-feira)
Árbitro: Nestor Pitana (Argentina)
Assistentes: Ezequiel Brailovsky (Argentina) e Ariel Scime (Argentina)
Cartões Amarelos: Alejandro Guerra e Miguel Borja (Atlético Nacional); Mario Rizotto e Junior Sornoza (Independiente del Valle)
GOLS: Miguel Borja, aos oito minutos do primeiro tempo

ATLÉTICO NACIONAL
Franco Armani, Daniel Bocanegra, Davinson Sánchez, Alexis Henríquez e Farid Díaz; Alexander Mejía, Alejandro Guerra (Diego Arias) e Macnelly Torres; Orlando Berrío, Marlos Moreno (Ibargüen) e Miguel Borja (Rescaldani)
Técnico: Reinaldo Rueda

INDEPENDIENTE DEL VALLE

Librado Azcona, Christian Núñez, Arturo Mina, Luis Caicedo e Emiliano Tellechea (Miller Castillo); Mario Rizotto, Jefferson Orejuela, Julio Angulo (Jonathan González), Junior Sornoza (Uchuari); Bryan Cabezas e José Angulo
Técnico: Pablo Repetto
FONTE: